segunda-feira, 27 de março de 2017

FUMANTE PASSIVO - - (Saúde) - - Artigo de Isabella Santana - - Comentário de Neo Cirne


FUMANTE PASSIVO

- De Isabella Santana -


Se você se encaixa nessa categoria de quem não fuma, mas fica perto de quem tem o vício, é tudo culpa da fumaça que se dissipa tanto que chega a contaminar cada cantinho de um prédio de oito andares. Na prática, você fica sujeito a inalar as baforadas do seu vizinho de sete andares para baixo ou para cima de seu apartamento, de seu colega de trabalho que fuma trancado na sala... “Prova de que a fumaça alheia faz muito mal, e imediatamente após de ser inalada, é que você sente irritação nos olhos, tosse, dor de cabeça ou enxaqueca, tem crises alérgicas, aumento de pressão arterial, dor no peito e complicações respiratórias”. Lista o pneumologista José Rosemberg (SP). Se o adulto sofre assim, com as crianças é muito pior. Por meio de exames laboratoriais dá pra encontrar nicotina na urina do filho que dorme num quarto de até dos metros de distância onde seu pai ou sua mãe fumam! Como nem sempre o fumante é consciente, aí vão os argumentos para fazer que ele tope largar o vício:

1. O fumo passivo é a terceira causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o fumo ativo e o consumo excessivo de álcool;

2. Esse tabagismo involuntário é responsável por causar cinco mil novos casos de câncer nos Estados Unidos, de acordo com a Sociedade Americana de câncer;

3. A fumaça inalada tem maior concentração do que a tragada pela boca. “Isso ocorre porque a que entra pelo nariz não passa pelo filtro do cigarro”, esclarece o pneumologista Ciro Kirchenchtejn, coordenador do Centro de Tratamnto de Tabagismo Helpfumo, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo;

4. Quem se prejudica por um colega de trabalho (chefe inclusive) que é fumante e não respeita as leis antifumo, como a de acender o cigarro em ambiente fechado, pode processar a empresa por insalubridade e lucrar financeiramente por isso. Basta fazer uma reclamação trabalhista para requerer insalubridade, que é um direito de quem trabalha em ambiente poluído.

Trecho extraído da Revista Superguia de Auto Ajuda
Artigo de Isabella Santana
Foto do site infoescola.com 



COMENTÁRIO TIM-TIM!

Selecionei esse texto para enfatizar como é incômodo você, que não é fumante, ter que conviver com alguém que seja fumante e do mal acarretado pela passividade em respirar a mesma fumaça. 
O meu caso é bem diferente, entre meus amigos ninguém fuma, mas quando acontece de alguém fumar, eles conscientemente procuram um lugar ao ar livre e distante das crianças para aliviar seus vícios. Moro no 3º andar de um prédio bom e dotado de uma vizinhança tranquila. Só que no 1º andar tem um fumante, consumidor de ‘maconha’, o sujeito parece estar protegido por alguma Lei que beneficia e protege o consumidor da droga, não sei se é bem assim. Eu só sei que ele fuma próximo das janelas do seu apartamento e a fumaça, meio tonta e perdida, entra pela minha janela, causando-me um baita desconforto. Gente, o cara fuma de manhã, de tarde e de noite, às vezes insone, fuma na madrugada. 
Foi assim durante quatro anos, até que ele deu uma parada. Pensei que estivesse preso ou doente, acho que não. Acho que ele encontrou uma namorada que o colocou nos eixos e deve ter dito: “Amor, decida: a erva ou eu”! Imaginei que ele tivesse muito feliz com a opção de  ter escolhido a namorada.
Seis meses depois, pra minha surpresa, na madrugada fui acordado com aquele cheiro enjoado de mato queimado, fechei a janela e tentei dormir. No dia seguinte eu soube que ele tinha voltado. (com certeza a relação não deu certo)
Imagino o mal que essa porcaria esteja fazendo aos meus pulmões, como a lei protege os transgressores penso num velho ditado que diz: “Os incomodados que se mudem”. Começo a procurar um novo lugar para poder viver, mas ser fumante passivo... Nunca mais!

Tim-Tim!

Neo Cirne
Colunista de UBAV