quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Seis dicas para consumir conscientemente - - (VIDA MODERNA) - Comentário de Neo Cirne

Seis dicas para consumir conscientemente



Veja o que você pode fazer para consumir com consciência e, principalmente, entender o impacto que as suas escolhas podem causar ao meio ambiente e ao seu bolso.


1.     Por que comprar: Antes de você sair para as compras pense se você está comprando mais do que o necessário e se pode comprar o produto.

2.     O que comprar: Antes de fechar o negócio pesquise bastante sobre o produto, qualidade e preço. Assim você poderá escolher algo que atenda às suas necessidades e evita o desperdício no futuro.

3.     Como comprar: Devo comprar à vista ou a prazo? Conseguirei manter as prestações pagas em dia? Vou comprar perto ou longe de casa? Como vou buscar e levar as minhas compras? De carro, de ônibus, de bicicleta ou a pé? Em sacolas plásticas, sacolas duráveis, caixas de papelão? Fazendo um planejamento fica mais fácil não ter gastos com imprevistos.

4.     De quem comprar: Ao escolher a empresa fabricante do produto, é importante considerar como ele é feito, o cuidado no uso dos recursos naturais, o tratamento e a valorização dos funcionários, além do cuidado no uso dos recursos naturais, o tratamento e a valorização dos funcionários, além do cuidado com a comunidade e a contribuição para a economia local.

5.     Como usar? A dica neste caso é procurar ser cuidadoso no uso, usar os produtos até o final da sua vida útil, consertar caso quebrem antes de pensar em comprar um novo, desligar aparelhos eletrônicos quando não estão em uso e usar apenas a água necessária. Assim você economiza e ainda ajuda o planeta!

6.     Como descartar? É o momento de se perguntar se o que se quer jogar fora não tem mais nenhuma utilidade, seja para você ou para outras pessoas. Caso não tenha novos usos para o produto, descarte os resíduos de maneira correta, procurando enviar o que for possível para a reciclagem.



OPINIÃO TIM-TIM


O consumismo atualmente tem uma importância imensa para a sociedade. Somos manipulados pela mídia e pelos conceitos de modernidade. E, assim, vamos comprando compulsivamente toda sorte de produtos. Seja na compra de produtos eletroeletrônicos, celulares, produtos de vestuário, e de produtos essenciais: como luz, água e alimentos. Aliás, o Brasil é campeão e jogar comida fora, que seria aproveitável. Existem ONGs especializadas em pegarem sobras de restaurantes e bares e preparar pratos saborosos e nutritivos, ofertando-os aos mais pobres. 


Entendemos também que o consumismo é uma doença que é estimulada nos adultos e nas crianças, os grandes consumidores do futuro, através do modismo. Onde vamos descartar essa grande quantidade de lixo? Nosso recado é para que você consuma com moderação e desapegue. Doe suas roupas usadas para um brechó ou aquele sofá antigo para um vizinho carente ou uma instituição de caridade 

Vamos evitar o desperdício e eliminar os resíduos de forma adequada, com certeza o nosso querido planeta agradecerá.


Tim-Tim

QUANDO NIETZSCHE CHOROU - - Considerações sobre o diálogo entre Friedrich Nietzsche e Josef Bauer - - Comenta Neo Cirne

“QUANDO NIETZSCHE CHOROU”



Dois homens inteligentes dialogam e a conversa chega a um tema complexo: a motivação. Um dos homens é Friedrich Nietzsche, polêmico filósofo alemão, e o outro é Josef Breuer, famoso clínico vienense que foi professor de Sigmund Freud, o ‘pai da psicanálise’.

Nietzsche, um homem muito doente, quer saber por que o doutor Breuer insiste apenas em cuidar dos fracassos anteriores. Pergunta ao médico o que o motiva a continuar insistindo no tratamento.
- É uma questão simples, professor Nietzsche. A pessoa pratica a sua profissão: um costureiro costura, um cozinheiro cozinha e um clínico clinica. Ganha-se a vida, pratica-se a sua profissão, e a minha profissão é servir, aliviar a dor.

Nietzsche não se dá por satisfeito com a resposta do médico, pois a considera muito simplista, e responde:
- Quando o senhor diz que um clínico clinica, um cozinheiro cozinha ou que a pessoa pratica a sua profissão, isso não é motivação, é hábito. O senhor omitiu de sua resposta a consciência, a escolha e o auto interesse.

Breuer absorve o choque e argumenta:
- Por que então o senhor filosofa? Não seria essa a sua profissão?
- Mas eu não alego que filosofo para o senhor, e sim para mim mesmo, enquanto o senhor continua fingindo que a sua motivação é servir-me, aliviar a minha dor. Disseque as suas motivações mais profundamente e achará que jamais fez algo ‘totalmente’ para os outros. Todas as ações são autodirigidas, todo serviço é autosserviço, todo amor é amor-próprio. Está surpreso? Talvez esteja pensando naqueles que ama. Cave mais profundamente e descobrirá que não os ama: ama, isso sim, as sensações agradáveis que tal amor produz em você. Ama o desejo e não o desejado.

Trata-se de um diálogo instigante. Ele é fictício, está no livro “Quando Nietsche chorou (Ediouro), de Irvin Yalom, professor de psiquiatria da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Os dois pensadores viveram na mesma época, mas nunca se encontraram. O livro é baseado em ideias reais, considerando a filosofia de Nietzsche e os pensamentos de Brauer, que com Freud criou uma nova ciência. E aborda dois delicados temas dos comportamentos humanos: o que realmente motiva as pessoas e a questão do egoísmo como algo que pode ser positivo.

(Texto extraído do livro “Uma coisa de cada vez”, de Eugenio Mussak, Editora Gente).



OPINIÃO UBAV

Selecionamos este texto por achar bem interessante e atual esta discussão filosófica. Nos dias de hoje, observamos que o grande egoísmo encontra-se enraizado no foco de todas as situações, seja no campo político ou social. Não observamos mais a essência ética ou amorosa, no sentido amplo e sim, o fortalecimento do egoísmo, da maneira como Nietzsche descreveu.

Esta mudança atual, tão evidente, talvez ocorra simplesmente por um afastamento dos princípios éticos ou pela necessidade de sobreviver num tempo mais difícil, onde a quantidade de habitantes no planeta e a luta para obter uma vida digna é muito grande. Bem maior do que a época em que viveram os protagonistas deste texto, há mais de um século, que viveram no Século XIX.


Recordo que, em 2007, num cinema de arte, assisti um filme, um drama, muito interessante “Quando Nietzsche chorou’, e fiquei impressionado com os conflitos, enxaqueca e pesadelos que Nietzsche viveu e com a oportunidade que teve em ajudar o seu médico Josef Brauer com seus conselhos. Um relacionamento profissional que, na obra fictícia de Irvim Yalom, transformou-se numa grande amizade”. 

Lembrei do filme e desta passagem interessante, lendo-a retratada no livro 'Uma coisa de cada vez', Editora Gente, de Eugenio Mussak. Trata-se, como disse o autor, um diálogo instigante. O texto prefacia as considerações de Mussak no capítulo "Cada um na sua", onde aborda o egoísmo. Vale a pena você ler o livro do grande escritor, médico e professor, colunista de sucesso na revista "Vida Simples". 


Fotos: wikipedia.org


* Você poderá assistir o filme (dublado) no link https://vimeo.com/72590052 - lembro que é um drama psicológico, recomendável às pessoas que gostam dos temas filosofia, psiquiatria e psicologia.


Tim-Tim!

Neo Cirne
Colunista de UBAV

Um Brinde À Vida Copyright © 2011 | Tema Desenhado por: compartidisimo | Distribuído por: Blogger