sábado, 22 de outubro de 2016

FALANDO DE AMOR (XXIV) - - PRECISO APRENDER A SER SÓ - - Por Neo Cirne


PRECISO APRENDER A SER SÓ

- Neo Cirne -

Existem momentos na vida que daríamos o que de mais valioso tivéssemos para que não passar por eles. As perdas materiais não têm tanta importância no contexto da vida, pois podemos recuperá-las com um pouco de paciência, sabedoria e escolhas certas. Já, os assuntos ligados ao sentimento, que chamaremos “coisas do coração”, são difíceis de serem recuperados. Geralmente, ligadas a uma pessoa ou mais, as coisas do coração são mais delicadas. Necessitam de zelo, amizade, carinho, reciprocidade, enfim, de uma série de elementos que nutrem as ‘coisas do coração’.

Se já é difícil administrar as nossas emoções o que diremos da tentativa de administrar a emoção de quem amamos. Amar não é somente administrar a sua emoção e a do seu parceiro. É sim viver a emoção intensamente, desejosos de que o amor continue eternamente. Vamos buscando fatos positivos, ofertando carinho, sorriso e seu abraço e semeando a amizade companheira, mesmo nos momentos mais difíceis.

Porém, nada garante que um relacionamento possa durar eternamente, pois depende do(a) parceiro(a), de que suas convicções estejam afinadas com as suas. Depende do seu comportamento e de sua maneira de enxergar a vida a dois. Muitas vezes, nós conseguimos encontrar alguém assim e nos julgamos prontos para saborear a vida plenamente. Aí começa realmente o prazer de ver nossas esperanças caminhando juntas.

Plenos de esperança, os amantes repousam seus pensamentos nos campos nutridos de amor e paz. Com esse cenário de amor, o casal blinda o relacionamento das interferências externas, inveja, fofocas e tentações. Agora é um pelo outro, como se continuassem ouvindo o padre, nos votos matrimoniais, oficiando o casamento: "Ele pergunta se o casal se aceita na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, até que a morte os separe". Nesse momento, ficamos tão seguros que o nosso amor é imenso, tão grande que temos a convicção que nem a morte separará. Assim, unido e amante, segue o casal de mãos dadas pela estrada da vida.


O casal faz plano, estuda, investe em seus sonhos comuns, cresce, procria, adota novas posturas sociais... Nada abalará a união, pois ela está alicerçada na verdade e no prazer de viver uma vida em comunhão com a felicidade. Porém, nem sempre somos capazes de suportar a pressão. A vida em comum também reserva momentos duros, difíceis de serem transpostos. Com eles chegam a reboque uma série de pensamentos ruins, geradores de desconfiança, ciúme, incompreensão, desamor, desarmonia... Do silêncio fez-se o pranto... A dor que machuca tanto... A dor da separação. 

Que pena! Um casal que estava com seus sonhos cada vez mais parecidos. Como pode um casal, que se ama apaixonadamente, com toda essa energia, afastar-se seguir caminhos sozinhos. Cada um com suas atribuições e a parte da saudade que lhe cabe.

Já passei por isso e sei o quanto é difícil. Nunca aprendi a ser só, embora conviva bem comigo. Mesmo assim, ainda sonho encontrar uma pessoa legal, que acredite nas possibilidades, que tenha o coração comprometido com o bem querer e com a paz, para que juntos tentemos começar de novo. Na vida acertamos, erramos, caímos, levantamos, mas, se você ficar dependente de um amor fracassado, você se sentirá como um boxeador nocauteado com um soco na ponta do queixo, o juiz abre contagem, mas ele não levantará mais. Não mais nos permitiremos amar outra vez se ficarmos abalados demais por um amor que não deu certo. Tente outra vez!


Hoje, ouvindo a canção “PRECISO APRENDER A SER SÓ”, dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle e interpretada por Maria Bethânia, eu observei como é a dura experiência de viver só, querendo estar perto de quem amamos. Eu passo por isso e sei o quanto é difícil.



Pessoas se unem e separam, amam e desamam com facilidade, mas quem ama verdadeiramente jamais se esquece do ser amado.  

Cada dia que passa, eu tenho mais certeza de que estamos sempre nos preparando para o fim do relacionamento amoroso, embora o desejemos tanto. Faltam-nos alguns elementos nobres no amor que hoje em dia são raros. 

Aquele sentimento que Paulo de Tarso escreveu em 1 Coríntios 13 , tais como: O amor é benigno, não é leviano, não é invejoso, tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta, pois, o amor verdadeiro nunca falha!


Falar de amor nos dias de hoje parece cafona e fora de moda. Pra mim, o amor não é modismo, é uma deliciosa realidade que não pode ser desperdiçada.  





Tim-Tim!



Neo Cirne
Colunista de UBAV-Brasil


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