quarta-feira, 27 de julho de 2016

“VIVENDO E APRENDENDO” - Criação da Vida e Vida após a morte - (A Visão Budista) - Por Neo Cirne

“VIVENDO E APRENDENDO”


- Criação da Vida e Vida após a morte -
(A Visão Budista)

O budismo explica a vida por meio do princípio do Kuon ou eternidade. Nitiren Daishonin esclarece esse conceito no “Registro dos Ensinos Orais”, dizendo: “Kuon significa não ser criado e nem adorado, mas permanecer na existência original”.

Nitiren Daishonin
Não ser criado nem adorado significa que a vida não é alguma coisa criada numa determinada época, mas que existe originalmente desde o infinito passado, é inerente ao Universo. Significa também que a vida em si não é algo que possa ser alcançado pelos nossos cinco sentidos. A vida não é uma realidade física viva. Embora seja possível ver os incontáveis aspectos físicos e espirituais da vida, é dificílimo compreender que a própria vida é efeito das incessantes transformações perceptíveis dela própria.

“Permanecer na existência original” significa que a vida tem existência eterna. Portanto, sobre o ponto de vista budista a vida existe desde o ‘infinito passado’ ao ‘infinito futuro’, alternando-se entre duas formas da realidade, que denominamos vida e morte.

Evidentemente, é mais fácil obter conhecimento sobre os seres vivos. Somos capazes de observar a aparência de uma pessoa e, baseados em nossas percepções de voz, expressões físicas e ações, podemos conhecer bastante sobre as funções espirituais que se desenvolvem em seu interior. Entretanto, quando se trata de morte, fica muito mais difícil explicar por que, nesse estado, uma entidade não manifesta nenhuma de suas funções físicas ou espirituais. Como ninguém consegue ver a vida nesse estado por meio dos cinco sentidos, muitos sentem profundamente que a vida desaparece completamente com a morte. Porém, na realidade, a vida continua a existir, modificando-se apenas o estado de sua existência.

Em “Diálogo sobre a Vida”, o presidente Ikeda dá a seguinte explanação sobre Kuon em termos de vida e tempo:

‘A essência da vida cósmica, provocando as mudanças fenomenais do crescimento, maturidade, declínio e kuu, expande-se no infinito do espaço-tempo. Expande-se devido ao Kuon, que está contido nas profundezas do Universo nesse exato momento, e ao afloramento da energia cósmica denominada Nam-myoho-rengue-kyo. O mundo real existe num único momento presente - não no passado ou no futuro.'

A folha de balanço do carma de uma pessoa, formado durante a vida atual, decidirá o grau de prazer ou dor que ela experimentará no período da morte. A duração desse período é também decidida pela folha de balanço do carma. Quanto mais leve o carma, isto é, quanto mais elevada a condição interna da vida logo antes da morte, menor será a duração da vida no estado de morte. Terminado esse período, a vida novamente aparece no mundo e manifesta novamente as suas funções físicas e espirituais.

Quanto aos aspectos da “nova” vida, as diferenças individuais, tais como aparência, inteligência e talento; a família, que pode ser feliz, rica ou pobre; e os múltiplos aspectos da sua sociedade e da terra - tudo isso reflete agudamente o carma formado nas suas existências anteriores.



FONTE:
- Extraído do Livro Guia Prático do Budismo.
- Editora Brasil Seikyo (2002)


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OPINIÃO TIM-TIM!

Hoje trouxemos até vocês uma visão bem importante da existência da vida e da morte. Vimos a opinião budista sobre um tema delicado. Nela observamos que a vida é eterna, visto que é fruto da obra de Deus, criador do céu e da terra. Sei que para nossa cultura a visão dos povos orientais é sempre uma agradável surpresa, mas na conceituação de vida e morte somos bem parecidos.

 Acreditamos que a similaridade com os elementos químicos existente em todos os astros reafirma a infinitude do passado e do presente. Nesse longo espaço de tempo vamos transitando e modificando nossos carmas, porém levamos em nossos corpos os mesmo elementos químicos existentes em qualquer parte do Cosmos.

Acredito, piamente, que a vida não pode ser observada apenas com a limitação dos cinco sentidos, há algo a acrescentar na formação da vida.  Esse algo, que é indispensável à vida, só pode ser a manifestação espiritual, que interliga todos nós e conecta-nos com o Universo, ou seja, com Deus.

Deus não faria uma obra que fosse finita e não tivesse uma razão para existir. Certamente, a razão passará pelo nosso aprimoramento espiritual.
Portanto, a vida continua, mesmo que alguns neguem ou desconsiderem as Leis Universais. Somos todos irmãos, sejamos católicos, budistas, espíritas, ortodoxos, hinduístas, protestantes, adoradores de qualquer religião ou ateus. Somos constituídos de matérias idênticas que podem ser encontradas aqui na Terra ou em qualquer outra galáxia.

A conexão entre as pessoas, os animais, a flora, a natureza, enfim, entre todos, é perfeita. Tudo que fazemos de bom e de mal reverberará em nós, seja positiva ou negativamente. 

A vida só podia ser uma obra de Deus, portanto, apressemo-nos com o nosso aprimoramento. Façamos o bem e agradeçamos ao Grande Arquiteto dessa grande obra.

Que Deus abençoe a todos nós!

Tim-Tim!


Neo Cirne

Colunista de UBAV-Brasil