quinta-feira, 23 de junho de 2016

FILOSOFANDO... Contentamento - O pensamento Brahma Kumaris

- Contentamento -


* Na filosofia do Yoga, Santosha (Contentamento) é um dos cinco niyamas, suporte ético do sadhana (prática). 




Contentamento é um rio subterrâneo cujo curso não pode ser interrompido. Na superfície, as pessoas pisam, empurram, puxam e arrastam; o solo seca, racha, mas por baixo, o rio continua fluindo. Mesmo que em alguns pontos seja um fio de água correndo na escuridão.

A água da superfície corre o risco de poluir e secar, pode ser usada, bebida, extraída. A água subterrânea é impenetrável. O mesmo se dá com o contentamento. É um movimento constante, invisível, sempre para frente. Não é indiferente aos desafios, mas se a paisagem da mente, a superfície da vida, for tumultuada, o rio reage, desvia, vaza, inunda, mas permanece invisível. E nunca seca.

É preciso ter um entendimento profundo para estar contente – é preciso conhecer, prever os movimentos da mente e sentir a atração do destino que está além de tudo. O contentamento é estudar a vida, não a mera aceitação dela. As pessoas dizem: “Não pense tanto”. Mas o contentamento exige que se pense profundamente, se observe com atenção, se reaja com calma movendo-se no tempo certo. Mais que tudo, a água precisa da força da correnteza para atravessar as curvas, as entradas e os altos e baixos do inconsciente. Se não há correnteza, pode haver inteligência, mas haverá sempre depressão e a sensação de que você pode estagnar.

A corrente é a força espiritual.


Fonte: Beleza Interior – O Livro das Virtudes

Brahma Kumaris Editora

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