segunda-feira, 23 de maio de 2016

UMA BOA LEMBRANÇA: ZILDA ARNS - - - (primeira mensagem) - Comentário Neo Cirne

Meus amigos, com o desejo de que a Luz de Deus se faça presente na semana que inicia, selecionaremos como primeira matéria, durante as próximas semanas, a lembrança de pessoas maravilhosas que dedicaram suas vidas ao bem-estar das pessoas mais carentes e menos favorecidas. 

Por isso, hoje queremos lembrar a presença empreendedora de uma grande mulher, médica sanitarista, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social que pertencem a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), falamos da catarinense Zilda Arns. Ela deixou um legado de exemplos humanitários à Nação Brasileira. Nessa homenagem publicamos o artigo biográfico do site http://www.meusonhonaotemfim.org.br/ , um trabalho que merece ser republicado para lembrar a pessoa de Zilda Arns.



Mensagem da Semana

Décima terceira filha do casal brasileiro de origem alemã, Gabriel Arns e Helene Steiner, Zilda Arns nasceu no dia 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, Santa Catarina. Em 1953, começou a estudar medicina na Universidade Federal do Paraná. Desta época, ela dizia que “um professor a reprovou no primeiro ano, mesmo ela sendo sempre uma das melhores alunas da sala. O professor dizia que era um absurdo uma mulher cursar medicina. Mas eu virei pediatra, justo a matéria dele”.

No mesmo ano em que entrou na faculdade, ela começou a cuidar de crianças menores de um ano. Na época, Zilda se impressionou com a grande quantidade de crianças internadas com doenças de fácil prevenção, como diarréia e desidratação.

Com o passar dos anos, ela aprofundou seus conhecimentos em saúde pública, pediatria e sanitarismo, visando salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se “a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças”, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres.

Em 1983, a pedido da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), criou a Pastoral da Criança juntamente com o presidente da CNBB, dom Geraldo Majella. No mesmo ano, deu início à experiência de seu projeto inovador, a partir de um projeto-piloto em Florestópolis, no Estado do Paraná. Após vinte e cinco anos, a Pastoral acompanhou mais de dois milhões de crianças menores de seis anos e um milhão e meio de famílias pobres em mais de quatro mil municípios brasileiros. Neste período, mais de duzentos e sessenta mil voluntários levaram solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres, criando condições para que elas se tornem protagonistas de sua própria transformação social.

No inicio de 2010, Zilda Arns encontrava-se em Porto Príncipe, Haiti, em missão humanitária para introduzir a Pastoral da Criança no país, quando no dia 12 de janeiro o país foi atingido por um violento terremoto. A Dra. Zilda foi uma das vítimas fatais da catástrofe. Naquele momento, ela discursava para cerca de quinze religiosos de Cuba, quando as paredes da igreja desabaram, a médica estava no último parágrafo do discurso, que não chegou a terminar, e em que falava da importância de cuidar das crianças “como um bem sagrado”, promovendo o respeito a seus direitos e protegendo-os, “tal como os pássaros cuidam de seus filhos”.



COMENTÁRIO DE UBAV
Com muito respeito e gratidão pelas ações humanitárias deixadas, lembramos a doutora Zilda Arns, um exemplo de amor à vida.

Neo Cirne

Colunista de UBAV

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