quarta-feira, 6 de abril de 2016

TURISMO TIM-TIM: NORONHA, UM TESOURO BRASILEIRO

Turismo Tim-Tim!



- Noronha, um tesouro brasileiro -


Olá amigos, hoje destacaremos um local encantador do nosso país, um lugar tão diferente que a primeira vez que fui visitar, por instantes, tive a impressão que pela sua paz e beleza natural eu estava em outro planeta. Bora nessa?


Um lugar distante, cercado de praias belíssimas, uma temperatura tropical bem gostosa. Com aquele visual um sabor de permanente aventura invadiu meu coração. Trata-se de um paraíso pernambucano que possui 21 ilhas, ilhotas e rochedos de origem vulcânica, possuindo uma área total de 26 km². Naturalmente, ‘Fernando de Noronha, é um grande tesouro brasileiro’... Um pedacinho do ‘pedaço do céu’ na terra.

(Foto de Eduardo Murci-wikipedia.org)

Situado a aproximadamente 540 quilômetros de Recife, o arquipélago de Fernando de Noronha é agraciado com um cenário espetacular. Por suas formações rochosas, praias banhadas por um mar azul-turquesa, um ar puríssimo, uma fauna marinha magnífica (golfinhos, tartarugas, aves, grande quantidade de peixes e uma infinidade de espécies marinhas) é considerado um verdadeiro santuário natural. Tanto, que é qualificado pela UNESCO como “Patrimônio Mundial da Humanidade”.

Não pensem que é fácil alcançar o arquipélago, a distância e algumas regras impedem o fluxo turístico na região. Para manter o equilíbrio do ecossistema de Fernando de Noronha, o número de turistas que podem desembarcar na ilha fica limitado em quase 500 turistas, 450 para ser mais exato. Além disso, é necessário o pagamento de uma taxa de preservação - atualmente R$ 56,80 por dia e um ingresso de 10 reais para visitar o ‘Parque Nacional Marinho’, que corresponde a 70% da ilha. O parque inclui a Praia do Sancho e a Baía dos Porcos, sempre listadas entre as mais belas do mundo. Achamos justa a cobrança da taxa, mas considero muito alta. É verdade que quando se tem muita facilidade de acesso turístico a falta de zelo é imensa. Na ilha você observa que os moradores e comerciantes são amáveis, porém todos, sem exceção, zelam pelo patrimônio maravilhoso que o lugar proporciona.


Em 1970, quando conheci Noronha, não existia quase nada na região. As forças armadas tinham uma base na ilha para a segurança do país. Os sargentos solteiros, recém-saídos das escolas de formação, eram classificados para servirem lá durante um ano. Quando retornavam aos seus Estados voltavam com o baú cheio de fotos e o coração pleno de saudade. O acesso a ilha era muito restrito.


Existia um lugar, uma vila bem pequena, habitada por antigos moradores, que adquiriram o direito de morar na ilha era um local histórico, próximo do centro da ilha. A Vila dos Remédios formou-se lá pelo século XVI e, de lá pra cá, tornou-se o endereço da paz. Na época de 1970, quando vi Noronha pela primeira vez, vi que tudo era paz e natureza. Não havia a confusão da cidade grande, na qual tanto estamos acostumados. Não tinha hotéis de luxo e as pousadas eram domiciliares. O fluxo turístico era mínimo. Aos poucos, com a divulgação das belezas de Noronha pela mídia, pessoas de toda a parte do mundo começaram a ‘descobrir’ o lugar e trataram-no como uma grande opção turística ‘natural’. 

Em Noronha você não precisa de roupas de marca para tornar-se bela, o seu sorriso de satisfação e de tranquilidade embelezam-na naturalmente. Shortinho, camiseta e sandálias formam o guarda roupa insular básico, sem esquecerem do ‘protetor solar’ para abrandar o Sol e de uma boa viola para namorar a Lua. À noite, o céu visto no arquipélago, longe das luzes das cidades grandes, é algo espetacular e inspirador para uma boa serenata.

Hoje, sonhei com Fernando de Noronha, local que tive o prazer de conhecer em 1971 e rever em 1996. Nada mudou, a não ser a construção de alguns hotéis excelentes, restaurantes e de algumas áreas de lazer. Antes não era permitida a circulação de carros, hoje, para facilitar a vida do turista existe uma frota de Bugs autorizada pela administração da ilha.

Se um dia vocês tiverem o prazer de conhecer Pernambuco, incluam no seu roteiro um bom passeio, de no mínimo 3 dias ao Arquipélago de Fernando de Noronha, que no início foi batizado por Ilha de São Lourenço, mais tarde, Ilha de São João, por parte do Rei Dom Manuel I, tornando-a uma capitania hereditária, legando-a à Fernando de Loronha (sim, Loronha e não, Noronha), era um comerciante português, que financiou a expedição de Gonçalo Coelho em 1503. Um erro de grafia (comum na época) transformou Loronha em Noronha, nome que existe até hoje.

Muitas histórias eu poderia contar sobre Noronha, mas a mensagem mais importante de hoje é mostrar a você que muitas são as possibilidades turísticas do nosso país e que possui ele possui lugares incríveis que você precisa conhecer.

Encerro com um pequeno texto escrito, em 1828, por Charles Darwin, famoso naturalista. Ele estava a bordo do navio de pesquisa HMS Beagle. Disse Darwin:

“Toda a ilha é uma floresta e é tão densamente interligada que exige grande esforço para passar - O cenário é muito bonito. Possui grandes magnólias, louros e árvores cobertas por flores delicadas, elas deveriam ter me satisfeito, mas eu tenho certeza que toda a grandeza dos trópicos ainda não foi vista por mim...”


Tim-Tim!

Texto:
Neo Cirne
Colunista de UBAV

- Existem voos diários partindo de Recife/PE e Natal/RN para a  Ilha de Fernando de Noronha.
- Você pode visitar a ilha pelo mar, passeios de veleiros entre Recife e Noronha. são vendidos nas agências de turismo

- Deixo um vídeo do youtube, com algumas tomadas da vida marinha na Ilha de Fernando de Noronha, nosso tesouro. 




Fonte de consulta: wikipedia.org
Fotos ilustrativas: wikipedia.org


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