sexta-feira, 8 de abril de 2016

NAVEGAR É PRECISO - - O comentário de sexta-feira - Por Neo Cirne

“Navegar é preciso”



Viver, por motivos diversos, está ficando muito difícil. Insuportável, quase impossível. Até o planeta dá sinais de cansaço com a exploração excessiva e maltrato descontrolado em nome do progresso. A vida tornou-se uma partida de campeonato, onde devemos ser cirurgicamente precisos, conscientes de nossas qualidades, plenos de reflexos e atitudes focadas em ganhar o jogo. Caso contrário, um fragoroso 7 x 1 ou uma desclassificação nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, serão respostas incômodas e muito prováveis pela falta de empenho. Minha avó diria: - Estamos pagando por nossos erros. Quando agimos de forma impensada, não nos empenhamos ou votamos em maus políticos, por exemplo, certamente pagaremos o pato. ‘Aqui fazemos... Aqui pagamos!’, completaria vovó.

Os políticos são ardilosos, pensam que são mais malandros que toda a população iludida que lhes deu os votos de confiança indicando seus nomes. Agem calados, apoiados pelo corporativismo e muitas vezes são tão vis e desonestos que são capazes de vender a pátria em troca de uma indicação para ocupar um cargo no governo ou por “30 moedas de prata”, assim como fez Judas quando traiu Jesus. Evidente que não são todos, mas passando um pente fino nas suas qualidades poucos seriam aprovados.



A nossa pátria é o nosso Deus. Aqui é o nosso país, por isso devemos preservá-lo. Somos filhos de um país lindo, democrata e possuidor de todas as vertentes político-religiosas. Somos pessoas boas, simples, de boa índole, necessitadas de pessoas sérias para assumirem o timão da 'Nau chamada Brasil', mas onde encontrá-las?


Desde que o Brasil foi descoberto, a cobiça por nossas riquezas despertou nos europeus, que detinham na época o poder da navegação, grande interesse. Com a notícia da descoberta, veio o desejo de explorar nossas terras, tão ricas. Em nome do progresso, seduziam nossos índios ou os eliminavam. Os saqueadores levaram de nossa pátria o ouro, as pedras preciosas, madeiras nobres (como , o ‘pau-brasil’) e toda espécie animal existente. Grandes comerciantes portugueses financiavam expedições exploradoras, compostas de muitas naus e grande tripulação, tudo em nome do saque do novo país. Vieram anos, séculos de exploração, péssimos governantes nas Capitanias Hereditárias, as entradas e bandeiras, o saqueamento pirata. O Brasil era o grande tesouro a ser explorado, as atitudes ruins não pararam mais. Pra culminar, na falta de mão de obra, encheram o Brasil de pobres escravos africanos. Um problema histórico que graças a Deus tem sido abrandado com o passar dos anos. A vinda dos afrodescendentes proporcionou um toque de graça, força e beleza na formação de nosso povo. 



A farra no Brasil foi tão boa que, pela falta de segurança e de policiamento num litoral imenso, alguns países tentaram a dominação, atacando e invadindo terras brasileiras. No Rio de Janeiro, na Bahia, em Pernambuco e em outros locais os invasores fundaram suas colônias, ditaram regras, construíram fortes e fixaram-se por períodos diversos. No fundo, os europeus movidos pela cobiça queriam o seu quinhão do novo continente. Holandeses, franceses, piratas ou portugueses, todos queriam tomar posse de um país rico para explorá-lo. Assim, entre saques e explorações, fomos empobrecendo e nos acostumando com a insegurança e com a roubalheira.


Os homens são factíveis, gananciosos e não sabem viver em liberdade. É assim no mundo todo. Às vezes, deixam de lado o conceito ético que sustenta uma nação em troca de um punhado de moedas. Cabe-nos, apenas, observar horrorizados o ‘balé das atitudes adoidadas’ e ‘bater palmas para maluco dançar’, estamos perdendo a razão com tanta cara de pau, mentiras e roubalheira postadas nos jornais diariamente.


 Porém, nem tudo está perdido, nos resta uma esperança: a ‘Justiça dos Homens probos, de moral e conduta ilibada’. Homens que não estejam contaminados por tendências partidárias ou religiosas. Homens isentos e profundos conhecedores das leis, qualidade necessária para julgar com isenção e imparcialidade. Pessoas que tenham o compromisso de ajudar o país a erradicar de vez a anarquia e a bagunça que vivemos. Gente para botar ordem na casa.


Nos últimos anos, atolado em escândalos, a ‘Nau chamada Brasil’, perdeu sua direção. Ao comando da embarcação só interessou o poder e, por isso, ficou sem rumo. 

A 'liderança da nau' tinha um ‘projeto de poder’ a ser dividido entre seus 'companheiros' e, por isso, tratou de alegrar com ‘parcas gorjetas’ uma quantidade imensa de pessoas sem trabalho, ao invés de lhes oferecer um emprego justo, compatível com o seu saber. Aos companheiros era ofertado grandes cargos de confiança, repletos de regalias. Achavam que isso ajudaria a impulsionar a nau pelos mares agitados, que estavam por vir.

O comando da ‘Nau Brasil’, não teve a preocupação necessária com os trabalhadores que tocavam o barco e pegavam pesado. Achando que tinha muito dinheiro, começou a ofertar sobre forma de 'pequenos presentes' grandes obras em países amigos. Aos poucos a 'nau' foi perdendo a confiabilidade, a saúde finaceira, a força e o emprego. Com o casco com um grande furo, sem reservas suficientes para consertá-lo, articulou novos impostos para a tripulação desmotivada. O navio começou a fazer água.


Agora, a nau parou de vez num remanso qualquer, talvez tenha sido para consertar o casco e lavar o navio num 'lava a jato' qualquer, e livrá-lo de tanta sujeira. 
Por falta de condições e esperança, ninguém faz mais nada. Algumas das 27 naus que acompanham a Nau Brasil, não pagam mais o salário de seus funcionários, como a 'Nau Rio de Janeiro', vivendo uma grande crise. Além de preverem a tragédia final, o afundamento, os líderes da Nau Brasil ainda sonham com a próxima eleição para permanecerem um pouco mais no comando. 

 Uma onda interminável de novos escândalos faz o barco balançar diariamente, afundando muito lentamente. Se não houver uma nova conduta, verdadeira por parte de quem comanda a nau a interdição da justiça, sempre isenta, será inevitável para reparar todos os danos causados. Senão, logo a nau Brasil afundará. Sim, irá a pique!


Navegar é preciso, como dizia o poeta português Fernando Pessoa. Sendo que a palavra 'preciso' dava o sentido de ‘precisão’ e não de precisar. Aqui, na Nau Brasil, tudo acabava em Pizza ou em Samba com muita 'precisão'. De conversa em conversa, de imposto em imposto, de arroxo em arroxo, marolinha em marolinha, tentaremos navegar, talvez sem o ânimo de motivadas remadas já que estamos afundando, mas, lá no convés, comissionados do comando acenam bandeiras vermelhas, cantando: 


‘Se a canoa não virar, olê, olê, olá... Eu chego lá!’


Tim-Tim!

Neo Cirne

Colunista de UBAV-BRASIL
FOTOS ILUSTRATIVAS DA WEB

Um Brinde À Vida Copyright © 2011 | Tema Desenhado por: compartidisimo | Distribuído por: Blogger