sábado, 5 de março de 2016

LIRA POÉTICA - - UMA DOCE HOMENAGEM ÀS MULHERES - - Neo Cirne

Nossa 'Lira poética especial', homenageia as mulheres maravilhosas que embelezam a vida com seus gestos positivos, atitudes carinhosas e mensagens plenas de amor. 

Não importa se um dia, a doce mulher da sua vida partiu seu coração e preferiu ficar ausente da caminhada que fariam juntos... Não importa se ela foi só um sonho que, diferente de nós, nunca envelheceu... Um grande amor é sempre um sonho eterno. 


UBAV faz uma pequena homenagem a essas mulheres guerreiras, lindas, geniais, que permeiam nossas vidas e nos dão grandes exemplos de Amor.


QUANDO?

Me diz quando foi que a gente perdeu o encantamento fácil
Quando se desfez o feitiço, quando desatou o laço
Me conta esta parte do livro, que eu não li
Me socorre do eco deste silêncio 
Dos sentimentos empoeirados
Das coisas sem sentido
Do abraço sem atenção
Dos detalhes abandonados
Me fala quando foi que a gente aprendeu a fazer de conta
Quando a gente se perdeu nas contas
Quando a gente se perdeu da gente
Me diz quando foi.
Quando?
Mas, antes, vai no armário velho da despensa, vê lá no fundo da última gaveta do lado esquerdo um amontoado de papel esquecido, e traz aquele verso de Florbela Espanca que um dia você leu pra mim.

Ana Luiza Fireman







LUA CHEIA

Sou refém da lua cheia
ela entra pelo quarto
conhece-me os desejos
os beijos guardados
as sombras e crateras do meu cativeiro.
Sou refém da meia lua
ela me sabe os pedaços
tristezas e segredos
invade-me à madrugada
assiste o amor arder
sem endereço.
Sou refém de mim
a lua é pretexto.
.
Alice Ruiz







CHEGOU A HORA

Chegou a hora de :
Reorganizar
Reaprender
Regenerar
Reconfortar 
Reformular
Relativizar
Recomeçar
Reconquistar
A VIDA

Carla Tavares






Canção das mulheres

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

Lya Luft



Dia 08 de março está chegando...

"Feliz Dia Internacional da Mulher"

Tim-Tim!

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