segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

CINEMA TIM-TIM: A Noite do Oscar - - - O comentário de Neo Cirne

“Cinema Tim-Tim”



A Noite do Oscar


Atualmente não é comum eu dormir muito tarde. A regularidade dos meus horários é grande, concentrando-me aos afazeres da casa, em boas leituras, em sonhar novas perspectivas de vida e analisar a possibilidade de ser mais participativo na construção de um mundo melhor. Dentre as coisas que gosto muito, o hábito de ver um bom filme me faz muito bem. Por isso, peço licença para falar um pouco da emoção de acompanhar a noite de entrega do Oscar.

Recordo que quando eu era pequeno possuía um caderninho de anotações onde escrevia os melhores filmes e as melhores músicas, dando opiniões, tecendo elogios ou críticas. Quando entrei para o ginásio - etapa escolar que corresponde ao ‘Ensino Fundamental 2’ (da 5ª até a 8ªou 9ª série) - o meu foco juvenil era baseado nas canções e nos filmes. Para manter meu velho caderno de anotações em dia eu sempre ia vendo novos filmes e procurando escrever novas músicas, escrevendo-as cifradas para poder tocar, mais tarde, no conjunto musical que eu integrava. Dos 12 até os 18 anos eu tocava guitarra e cantava numa banda carioca. Foi uma fase de vida onde descobri, aos poucos, as canções mais doces e os filmes mais empolgantes já vistos por mim. Viver aquela época, sem o estresse da vida atual, tão moderna, violenta e sem sentido, era uma delícia!



Ao chegar o final de Fevereiro eu aguardava com ansiedade o dia da cerimônia de entrega das estatuetas douradas que são entregues desde 1929 pela Academia de Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, localizada em Los Angeles, Califórnia, E.U.A. Elas qualificam os melhores filmes em cada segmento cinematográfico. E, naturalmente, anotava tudo no velho caderno. 

Recordo que minha primeira anotação foi em 1961 e o filme ganhador foi ‘Se meu apartamento falasse’. Os melhores atores foram Burt Lancaster e Elizabeth Taylor, dois artistas inesquecíveis. O velho hábito de anotar os filmes que eu assistia perdeu-se no tempo, mas não perdi o prazer de analisar e me emocionar com um grande filme, com uma boa direção ou com uma interpretação magistral. O mundo do cinema é fantástico! Ele nos faz sonhar.

Este ano tivemos a 88ª Cerimônia de Entrega da Academia e os grandes vencedores foram:

- MELHOR FILME: “Spotlight: Segredos revelados”

- MELHOR ATOR: “Leonardo Dicaprio” em ‘O regresso’.

- MELHOR ATRIZ: “Brie Larson” em ‘O quarto de Jack’.

- MELHOR DIRETOR: “Alejandro González Iñárritu” em ‘O regresso’.

- MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO: “Divertida Mente”, categoria em que concorreu o filme brasileiro “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu.

... Evidentemente, que tivemos outras categorias e quase todas merecidamente premiadas.


É isso aí, meus amigos, a vida é feita de hábitos que podem ser chatos para uns e bons para outros. O cinema e a música tornaram-se meus grandes hobbies, que me acompanham até hoje. Por isso, pedi licença, para falar um pouco desta emoção, que me deixou acordado até altas horas da noite, mas que, para mim, um apreciador da sétima arte, valeu a pena.


Tim-Tim!

Neo Cirne

Colunista de UBAV-Brasil

domingo, 28 de fevereiro de 2016

PALAVRAS ILUMINADAS - (DOMINGO-28/02) - A Mensagem Positiva de Frei Jaime Bettega


Bom Dia!
Acompanhado do silêncio que inspira, o domingo vai chegando.
Um misto de alegria toma conta do coração. Como é bom ter fé!


“Todas as vezes que me vi sem chão, Deus trouxe as nuvens para amaciar meus pés e a ternura dos anjos para curar meu coração.”
(Vitor Ávila)


Os pés procuram pelo chão firme, o coração tem ‘sede’ de infinito. A vida é mais ou menos assim para todos. Há um mundo no interior de cada pessoa. Isso sem falar que o pensamento nem sempre aceita ser monitorado.

Entre altos e baixos, sorrisos e lágrimas, dor e amor, a vida segue seu rumo. Mesmo quando não há mais alternativas, é preciso continuar caminhando. Não são poucas as vezes em que a sensação é de não saber onde pisar. Ficar sem chão tem se tornado quase rotina. Os tempos mudaram e a fragilidade emocional se torna cada dia mais presente. Sem uma verdadeira fortaleza interior, o chão não oferece segurança.

A vida não poupa ninguém. A dureza dos dias tem machucado os pés. Por mais resistente que seja o calçado, em algum lugar sempre vai apertar. Ainda bem que a fé sempre reconsidera a possibilidade de aprendizado e reaviva o desejo de acertar o passo. As nuvens amaciam os pés, depois de pegadas duras em caminhos íngremes. Estar sem chão não deveria surpreender.

Quem caminha sem segurar na mão de Deus corre muitos riscos. Mas verdadeiros anjos surgem, quando as nuvens da dor encobrem os raios da esperança. Sim, o coração precisa ser constantemente curado. Não importa a quantidade de curativos. Um dia a cicatrização vencerá as doloridas feridas do desamor. A espiritualidade não vai isentar a dor.

Tem gente que tem fé por não querer sofrer. Impossível. Porém, sem espiritualidade a dor não passa, o coração não se aquieta, os sentimentos não se harmonizam. A sensação é de que Deus está sempre providenciando algo para nos alcançar, em forma de alento e de amor. O conforto que a fé proporciona não tem preço. Muitos relatam insistentemente suas dores. Outros buscam em Deus a necessária força para confirmar que vale a pena viver. E como vale!

Bênçãos! Paz e Bem! Santa Alegria! Abraços!





Frei Jaime Bettega é o pároco da Paróquia Imaculada Conceição, em Caxias do Sul, linda cidade da serra gaúcha. Vale a pena vocês conhecerem esta joia do belo Estado do Rio Grande do Sul. Aproveitem para visitar a Paróquia Imaculada Conceição e receberem as bênçãos de Deus através de Frei Jaime Bettega.

Sua palavra vai ao ar diariamente no seu Facebook e está presente na grade de nossa programação, sempre as terças, quintas e domingos. É um prazer retransmitir as palavras de Frei Jaime Bettega. Bom Dia!

Frei Jaime Bettega OFMCap

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

VIDA... A GRANDE COLEÇÃO DE EMOÇÕES - - - Por Neo Cirne (REFLEXÃO)

VIDA... A GRANDE COLEÇÃO DE EMOÇÕES 

- Por Neo Cirne -



A vida é um turbilhão de emoções e acontecimentos ao qual somos submetidos desde o nascimento. Uma oportunidade que a vida nos oferta é a possibilidade de escolher o tipo de emoção e lembrança que desejamos conquistar. Somos todos 'Colecionadores de Emoções', sim, somos o resultado das coisas que pensamos, desejamos, fazemos e comemos. Por isso, não devemos afirmar que foi por acaso que chegamos a uma situação indesejável ou positiva em nossas vidas. Nossas atitudes colaboram, e muito, no resultado dos nossos desejos. 

 Evidentemente, que existem os fatores que atrapalham a conquista do que desejamos, como, por exemplo, um acidente ou um revés, mas no que tange ao aspecto exclusivamente pessoal, somos aquilo que desejamos. Reafirmo que somos todos, queiramos ou não, grandes colecionadores de emoções. 


 
Foto ilustrativa
Recordo que quando era pré-adolescente tinha mania de colecionar alguns objetos que gostava muito. Comecei colecionando bolas de gude e figurinhas de futebol, levava horas buscando a figurinha que faltava para preencher meu álbum. Era quase uma missão impossível conquistar a mais difícil que faltava para preencher o álbum. 

Os amigos do bairro reuniam-se numa pracinha, próxima de minha casa, para trocar e vender figurinhas. Era a nossa diversão. Finalmente consegui preencher o meu álbum e durante um tempo ele foi visto e revisto. Guardava-o como um troféu. Era difícil ver um álbum completado, face a dificuldade de encontrar as figurinhas mais difíceis. 

 Depois, passei a colecionar outras coisas, fiz uma linda coleção de chaveiros. Mais tarde, colecionei selos, canetas, fotos, revistas musicais (necessárias para tocá-las nos encontros e festas), caixinhas decorativas e camisetas - que possuíam o nome da cidade escrita ao peito, acho que era uma forma de dizer para minhas filhas que já tinha estado naquela cidade. Lembro que chegou uma época que minhas gavetas estavam lotadas de camisetas, acho que umas 100, mais ou menos. Assim, fui sempre guardando uma coisa ou outra, mas depois de um tempo, devido às muitas transferências de moradia, acabava perdendo ou desfalcando a coleção e comecei a me desapegar, distribuindo-as com pessoas carentes. 


Uma linda coleção:
 A mais bela coleção que fiz foi a de grandes amigos, principalmente dos que foram participantes de UBAV, quase todos lembrados até hoje, pois marcaram muito a minha vida. Mas, como a vida  é dinâmica e os fatos passam muito rápido, a grande e velha amizade também vai minguando. Os tempos mudam, acelerando o distanciamento dos amigos, mas, todos eles continuam bem guardados em meu coração, como uma grande e doce coleção de boas lembranças. 

 Quando começamos uma coleção, sempre temos bons sentimentos, mas o maior deles é o orgulho. Um colecionador não tem só a missão de 'juntar coisas', pois quando inicia a jornada para completar sua coleção, existe algo maior do que o "ter", todo colecionador se identifica e tem um grande apego pelas coisas que coleciona, pois a coleção reflete seus desejos. 

 Numa sociedade inquieta, onde muitos começam e poucos terminam suas coleções, concluir uma missão a qual nos predispomos deve mesmo nos encher de orgulho. Uma coleção pode falar muito sobre o colecionador, mostra seus gostos, seus medos, suas conquistas. Chego a dizer que a 'Coleção de Emoções' que realizamos na vida é o espelho de nossa alma



Cada passo dado em nossa caminhada terrena, cada conquista, torna-se um troféu, do qual você se orgulhará e lembrará com carinho. Hoje em dia, vivendo a simplicidade e o desapego, guardo somente as marcas das emoções passadas colecionando coisas. 

Guardo, também, a lembrança de um grande amor, que nem a distância e nem o tempo desgastará, continuará jovem e esperançoso, esperando talvez a oportunidade para recomeçar, não sei onde e nem quando, talvez em outra vida, pois um grande amor não morre jamais, ele transcende ao tempo comum, sobrevive a tudo, a todos os obstáculos e aos grandes temporais. Não fosse assim, não seria um grande amor.


 Finalizo dizendo que a vida é maravilhosa, que ela nos proporciona fatos e momentos únicos, assim devemos, como bons colecionadores, ir separando os momentos bons e guardando-os em nossa memória. Faremos isso para que, mais tarde, nos orgulhemos de nossa caminhada e admiremos nossa grande coleção de emoções, a qual chamamos VIDA.


Um brinde à vida!


Tim-Tim!


Neo Cirne
Fundador e Colunista

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

BOM DIA... TIM-TIM! - - GANHAR E PERDER - - Comentário de Neo Cirne

BOM DIA... TIM-TIM!



Estava meio saudoso em escrever pra vocês e esta noite pensei muito sobre este tema: ganhar e perder. Meu pensamento fez uma varredura nas minhas emoções mais marcantes e constatei que o importante é jogar o jogo da vida, mesmo expondo-nos ao insucesso.

Neste passeio que fiz mentalmente, procurei enfocar os sonhos que tive e tenho, os amores que tive e tenho, as lembranças que tive e tenho, os amigos e por aí fui. O pensamento fluido e agradecido é um dom precioso que o ser humano possui, por isso somos “sapiens”. Ele é capaz de nos transportar por inúmeras situações, agradáveis ou  não. Tudo dependerá da sua maneira de sentir, perceber e olhar a vida. 

Depois de alguns momentos de reflexão cheguei a conclusão que tudo é importante, a vitória e a derrota, sim, ela também é importante, pois nos conduz a repensar as situações que não deram certo e encontrar novos caminhos que nos conduzam à vitória. Só não podemos é desistir. Voltar a tentar um objetivo sonhado é altamente positivo, assim como pedir perdão quando erramos com nossos atos e pensamentos. Tudo vale a pena, portanto, não desista.

"Devemos evitar falar coisas negativas, ruins ou más, o mal é capaz de sujar a nossa aura clara e empedernir nosso coração esperançoso".


Vivemos quase sempre uma batalha espiritual entre o Bem e o Mal e ela está ficando cada vez mais importante para a humanidade. UBAV-Brasil não tem a pretensão de mudar o destino das pessoas, mas sempre optou por mostrar caminhos positivos e gratos, fraternos e amistosos, esperançosos e amorosos. São bons caminhos, não é verdade? Por isso, nunca desistiremos deles. O Bem e o Mal são questões de escolha pessoal, assim como, perder e ganhar fazem parte do 'Jogo da Vida'. 


O que sempre pedimos, desde a fundação de Um Brinde À Vida, há 10 anos, foi para que as pessoas compreendessem um pouco mais a necessidade de fazerem o Bem. Pensassem com carinho e compaixão no próximo, muitas vezes tão necessitado de uma atenção. Que entrassem em sintonia com o plano superior, pedindo a Deus um futuro melhor para si e para todos. 

Observei, nesse período, que os apreciadores deste projeto social tornaram-se melhores, saíram do imobilismo e passaram a realizar pequenas ações sociais, muitas anonimamente. Passaram a transformar as suas atitudes com relação às pessoas e ao planeta. Sentiram-se plenos e mais felizes, sabendo que podem fazer a diferença para melhor. Com isso, todos nós saímos ganhando. A nossa vitória é a sua felicidade!

Não se deixem seduzir pelas mensagens negativas, achando que tudo está perdido. O mundo só estará perdido se nós nos perdermos do caminho do bem. Que Deus nos abençoe e aumente a nossa fé no futuro, assim todos nós sairemos ganhando. 

Bom dia... Tim-Tim!


Neo Cirne

Fundador e colunista de UBAV

PALAVRAS ILUMINADAS - (TERÇA-23/02) - A Mensagem Positiva de Frei Jaime Bettega


BOM DIA!
Sentindo a vida, respirando esperança,
acalmando algumas inquietações desnecessárias...
Vamos lá, no final tudo dará certo!

“Saber lidar com a derrota não é ser fraco, é ser humilde.”


Com algumas exceções, o ser humano é naturalmente otimista. Se não é, deveria ser. O viés empreendedor habita as profundezas do ser. De um jeito ou de outro, todos querem acertar o passo. Alguns ficam apenas no idealismo, não se aproximam da execução. Dificilmente se age pensando que poderá não dar certo. Faz parte do ideal, abraçar a situação e acreditar que tudo poderá acrescentar. No entanto, poderá não dar certo. Essa alternativa também faz parte de qualquer ação. Vitórias e derrotas convivem, estão lado a lado.

 A torcida e o esforço são para que tudo se encaminhe para o melhor. E se depois de todo esforço e investimento, o desfecho não foi favorável? Como você reage diante de uma derrota? O mundo, que cada um carrega com sigo, não termina por causa das derrotas. Alguns encaminhamentos nunca vão aproximar da vitória. Consequências podem ser antecipadas. Mesmo assim, a hipótese de não dar certo está embutida em todas as ações.

O que fazer diante de uma derrota? Ser extremamente humilde. Convém ter uma atenção especial: se faltar humildade, a derrota não se transformará em aprendizado. Com humildade, até as derrotas acabam ensinando alguma coisa. E como se aprende com as derrotas! Chegar ao fundo do poço, não é motivo de vergonha. Só não amarga uma derrota quem não tem iniciativas. Se não deu certo, a vida precisa ser reencaminhada, as perdas administradas. Derrotas ou vitórias são significativas, quando há humildade. Se existe qualificativo que identifica quem é verdadeiramente humano é o reconhecimento das próprias limitações. A humildade nos aproxima de nós mesmos e daqueles que caminham lado a lado, rumo ao infinito. Ser humilde é ser extremamente humano.


Bênçãos! Paz e Bem! Santa Alegria! Abraços!




Frei Jaime Bettega é o pároco da Paróquia Imaculada Conceição, em Caxias do Sul, linda cidade da serra gaúcha. Vale a pena vocês conhecerem esta joia do belo Estado do Rio Grande do Sul. Aproveitem para visitar a Paróquia Imaculada Conceição e receberem as bênçãos de Deus através de Frei Jaime Bettega.

Sua palavra vai ao ar diariamente no seu Facebook e está presente na grade de nossa programação, sempre as terças, quintas e domingos. É um prazer retransmitir as palavras de Frei Jaime Bettega. Bom Dia!

Frei Jaime Bettega OFMCap

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

DIGA NÃO AO DIABETES! - - Experiência pessoal e comentário de Neo Cirne - - (SAÚDE)

- DIGA NÃO AO DIABETES! -



O paciente diabético é um candidato a ter uma vida cheia de restrições e dor, porém esse prognóstico pode ser mudado, eu sei, pois sou diabético há mais de 20 anos. Sou filho de mãe diabética (tipo 1), que faleceu com 56 anos, com problemas cardiovasculares agravados pela doença e, de um pai, que faleceu aos 73 anos, pois estava ficando cego e impossibilitado de andar. Ele possuía o diabetes do tipo 2.

Até os quarenta anos eu nem imaginava que pudesse ter o problema, mesmo com um grande fator hereditário. Minhas taxas glicêmicas eram sempre na faixa de 100 mg/dL, sentia-me bem. Quase não consumia açúcar, fazia atividade física regularmente e tinha uma vida normal.

Até que um dia, recebi em meu consultório uma cliente que seria submetida a um procedimento cirúrgico-periodontal extenso. Pedi-lhe que fizesse uma série de exames sanguíneos, dentre eles a glicemia. Quando ela retornou para a consulta e marcação, mostrou-me o resultado e a glicemia beirava a casa de 200 mg/dL, o normal é até 100 (até 120 eu faria o procedimento, desde que ela tivesse atenção com seu tratamento endocrinológico). Marquei a cirurgia para duas semanas depois. Ela compareceu com um dosador de glicose, onde aferiu na minha presença seu índice, estava no limite. Ficou feliz e eu realizei o procedimento com sucesso. 
Ao sair, ela me perguntou se eu não queria tirar uma gotinha de sangue para saber a minha glicemia, disse-lhe que não, que ainda tinha um cliente para atender. Ela insistiu, cedi ao seu pedido. Tirei a gotinha de sangue e levei ao dosador, vocês nem sabem o quanto revelou meu índice glicêmico. Quanto foi? Vou dizer: Foi 325 mg/dL. Naquele dia eu nem tinha almoçado direito (comera pouco) e estava no fim da tarde. Nossa, que índice alto, pensei.

Imediatamente, mandei a secretária remarcar meu último cliente para outro dia e fui correndo para um cardiologista, muito amigo. Ele mandou correr um eletrocardiograma e me deu um remédio para baixar o índice glicêmico, desde este dia eu reconheci que era diabético, e nunca mais minhas taxas atingiram um número normal. Eu também observei que o aumento da glicose circulante em meu sangue, aconteceu após a perda de minha esposa e filha, um golpe duríssimo que tirou meu organismo dos seus padrões normais. Andava muito abalado com as perdas.

Hoje em dia, com mais de 60 anos, eu faço dieta leve, reduzo a ingestão de açúcar e carboidratos, faço exercícios suaves e hidroterapia. Porém, as sequelas da doença começam a aparecer, tais como, dormência nas pernas, boca seca e um sono muito fraccionado pelas idas ao sanitário. Raramente, consigo dormir direto. 

Falei sobre o meu caso, para dar mais um testemunho de quão silenciosa é esta doença. Portanto amigos, todo cuidado é pouco, procure seu médico.


Trecho de matéria especializada:

Considerado como uma epidemia mundial, o diabetes acomete atualmente quase 200 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Só no Brasil existem 12 milhões de diabéticos. Os números são assustadores, e apesar de ser uma doença crônica, hoje com o avanço da medicina é possível viver bem com ela, e principalmente, prevenir seu surgimento.

O que é o diabetes?
Apesar de não ser uma doença cardiovascular, o diabetes tem estreita ligação com o sistema vascular e sanguíneo. Diabetes mellitus é uma síndrome que se caracteriza por níveis de glicose elevados no sangue (hiperglicemia) e distúrbio do metabolismo de gordura e proteínas. “Decorre da falta do hormônio insulina ou da resistência à sua ação, isto é, incapacidade da insulina exercer seus efeitos adequadamente; geralmente, as duas alterações coexistem e decorrem de fatores genéticos e ambientais de predisposição”, explicou a endocrinologista Maria Elisabeth Rossi da Silva.

Existem dois tipos de diabetes, o Tipo 1 que aparece em decorrência de fatores genéticos e o Tipo 2, que aparece na fase adulta, devido a maus hábitos de saúde.

(Parte do texto de Natáia Negretti, para a revista Você Saudável da  Editora Alto Astral)



CONSIDERAÇÃO FINAL:

Quando o diabetes é diagnosticado, algumas coisas têm que mudar, mas isso não significa que a sua vida deva ficar sem graça.  Era importante falar um pouco do diabetes, uma doença que tem me tirado o sono e a paz. Tem aumentado muito a minha intranquilidade na alimentação e nos meus hábitos para evitar acidentes, principalmente nas pernas. Feridas nos pés, têm levado a mutilações e ao óbito muitos diabéticos. Todo cuidado é pouco, pois não se brinca com uma doença que pode levar à morte!

Por isso, meus amigos queridos, volto a dizer que a prevenção é essencial nos dois casos, seja o diabetes do Tipo 1 ou Tipo 2. Não relaxem com a alimentação, com os exercícios e com a medicação. Só assim, teremos uma vida feliz, longa e saudável. O diabético Tipo 2 tem muito mais possibilidades de controlar a doença e conquistar uma boa qualidade de vida.  


Tim-Tim!

Experiência pessoal e comentário pessoal de:  
Neo Cirne
Colunista de UBAV

Esqueceu? Azeite - - - Dicas importantes para ter uma boa memória - - (NUTRIÇÃO)

Esqueceu? Azeite.

Se você anda com problemas de memória,
lembre-se de que o azeite pode ser muito útil.

Seja qual for o seu estilo de vida, uma coisa é certa: na correria do mundo atual, sobram coisas com que se preocupar, tudo ao mesmo tempo. E, não por acaso, a memória sofre com o acúmulo de informações, seja você o estudante que precisa guardar uma quantidade esmagadora de fórmulas e equações para o vestibular ou alguém que precisa conciliar os compromissos familiares, profissionais e pessoais.

Como se lembrar de tudo?
É natural que o cérebro sofra com todo esse desgaste e, de repente, aquele horário no médico, o número do telefone do trabalho ou o aniversário de alguém querido acabe passando batido, e isso pode acarretar muitos problemas. Se essa overdose é inevitável para o ritmo frenético da vida moderna, um alimento dos mais antigos pode ajudar a contornar esse dilema. O óleo de azeite é composto em 99% por triglicérides, formados por uma molécula de glicerol e três ácidos graxos - categoria em que se enquadra a família dos ômega 3, 6 e 9.

Os nutrientes presentes nos ácidos graxos são importantes na produção das membranas que envolvem as células do organismo humano. No caso do sistema nervoso, impulsos elétricos entram e saem do cérebro a todo instante, daí a importância de, nas células nervosas, tais membranas apresentarem permeabilidade e fluidez na medida certa para que a eletricidade percorra os neurônios da melhor maneira. Assim, a memória também sai ganhando.

“O azeite, por ser uma gordura de boa qualidade, irá auxiliar na formação de células nervosas saudáveis, além de desempenhar importante atividade antioxidante, o que irá prevenir a degeneração dessas células no cérebro, contribuindo então para a manutenção do sistema nervoso saudável”, atesta a nutricionista Suzana Machado.

Sempre alerta
Problemas de memória sempre foram associados com a idade. Por isso mesmo, a maioria das pessoas relacionadas ao assunto tem o foco em pessoas idosas. Porém, um estudo realizado na Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos, mostra que o ômega 3 do azeite também pode ajudar a quem é mais jovem a não ter momentos de esquecimento. Para o experimento, foram selecionadas 15 pessoas com idade entre 18 e 25 anos. Durante seis meses, todas elas consumiram diariamente um suplemento contendo dois gramas de ômega 3 - que pode ser encontrado em peixes, na linhaça, na castanha e no azeite. Quando submetidas a teste envolvendo a chamada memória de trabalho, seu desempenho foi nitidamente melhor do que o apresentado nos seis meses anteriores. A memória de trabalho, ou memória curta, está relacionada ao armazenamento temporário de informações. É graças a ela, por exemplo, que uma pessoa lembra que o fogo está ligado para cozinhar enquanto presta atenção ao noticiário da televisão.

Portanto, se quer ter uma melhor qualidade de memória, evitando desagradáveis incidentes ou não esquecer os filhos na escola, enquanto faz as compras, fica a dica!


Texto de Marcelo Ricciardi / Consultoria: Suzana Machado
Fotos: meramente ilustrativas  da web



OPINIÃO TIM-TIM
Durante anos, trabalhando na área de saúde, observei a indicação do uso do azeite de oliva, para melhorar a saúde, sempre com excelente resultado. A memória não é somente o único segmento corporal que lucra com o hábito de adicionar à dieta diária uma colher do valioso alimento. O azeite é bom para o funcionamento de todo sistema nervoso, ajuda a manter uma boa glicemia, a equilibrar a pressão sanguínea, além de ser uma fonte preciosa de energia.

Li essa matéria num e-mail e achei bem interessante socializar a informação com vocês.  Aproveito para desejar a todos uma excelente semana, sempre com Deus no coração, otimismo, saúde e alegria.

Tim-Tim!


Neo Cirne

domingo, 21 de fevereiro de 2016

PALAVRAS ILUMINADAS - (DOMINGO-21/02) - A Mensagem Positiva de Frei Jaime Bettega


Bom Dia!
Domingo sem horário de verão... Como é bom voltar à normalidade...
A vida é feita das coisas mais simples do cotidiano.
Todos nós precisamos respirar a simplicidade!

“Às vezes Deus nos leva ao nosso limite. E sabe por quê? 
É porque Ele tem mais fé em nós do que nós mesmos.”


É maravilhoso saber que Deus tem fé em nós. Criou-nos à sua imagem e semelhança. Tudo faz para o nosso bem. Porém, a vida é provada de muitas formas. Não tem um dia sem preocupação. Ninguém vive sem ser alcançado, cedo ou tarde, por algum desafio. Até o sofrimento gosta de se aproximar e provocar lágrimas. A vida é assim mesmo. Porém, nada se iguala a um coração que tem fé.

Deus tem profunda fé em suas criaturas. Sabe do ‘barro’ que somos feitos. Entende nossas quedas, sabe das nossas infidelidades. Chegar próximo do limite não é muito difícil. Porém, não faz bem sentir-se desesperado quando nada dá certo. Por pior que seja a situação, Deus sempre eleva, releva, acalenta e capacita. Onde está o segredo? Na fé. Quem tem fé, tem tudo. Mas a fé precisa ser cultivada.

Muitos falam da fé, apenas por palavras. A fé dispensa palavras. A vida deve comunicar a fé que professamos. Se você chegou ao limite, talvez uma das causas seja o distanciamento de Deus. As crises existem para todos. Porém, quem deixa a espiritualidade em segundo plano, acaba vendo e provando a multiplicação das questões existenciais. Quem tem fé continua tendo problemas. Mas há um detalhe: para quem tem fé, os problemas não são meros obstáculos, mas oportunidades de crescimento e aperfeiçoamento.

Quem cultiva uma intimidade com Deus ‘tira de letra’ muita coisa. Assim, quando você achar que chegou ao limite, ainda há muito a ser feito. Os limites são imposições humanas. A espiritualidade faz provar o ilimitado. Então, se Deus tem fé em nós, sejamos parceiros com Ele: tenhamos muita fé. Não convém esquecer: é muito importante o cultivo diário da fé, condição para provar o amor de Deus!


Bênçãos! Paz e Bem! Santa Alegria! Abraços!





Frei Jaime Bettega é o pároco da Paróquia Imaculada Conceição, em Caxias do Sul, linda cidade da serra gaúcha. Vale a pena vocês conhecerem esta joia do belo Estado do Rio Grande do Sul. Aproveitem para visitar a Paróquia Imaculada Conceição e receberem as bênçãos de Deus através de Frei Jaime Bettega.

Sua palavra vai ao ar diariamente no seu Facebook e está presente na grade de nossa programação, sempre as terças, quintas e domingos. É um prazer retransmitir as palavras de Frei Jaime Bettega. Bom Dia!

Frei Jaime Bettega OFMCap

sábado, 20 de fevereiro de 2016

A BOLA - - Luís Fernando Veríssimo (CRÔNICA)

- A BOLA -



    O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar sua primeira bola do pai. Uma bola número 5 sem selo oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.

O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “legal” Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, á procura de alguma coisa.

 - Como é que liga?_ Perguntou.

- Como, como é que liga? Não se liga.

O garoto procurou dentro do papel de embrulho. - Não tem manual de instrução?

O pai começou a desanimar e pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.

- Não precisa manual de instrução.

- O que é que ela faz?

- Ela não faz nada, você é que faz coisas com ela.

- O quê? - Controla, chuta...

- Ah, então é uma bola. Uma bola, bola. Uma bola mesmo.

- Você pensou que fosse o quê?

- Nada, não.

O garoto agradeceu, disse “legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da TV, com a bola do seu lado, manejando os controles do vídeo game. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de Blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio. Estava ganhando da máquina.

O pai pegou a bola nova e ensinou algumas embaixadinhas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
- Filho, olha.

O garoto disse “legal”, mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e o cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro do couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas, em inglês pra garotada se interessar.





Veríssimo, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada; edição especial para as escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996. P. 96-7

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