terça-feira, 29 de dezembro de 2015

INCONTINÊNCIA URINÁRIA - - SAÚDE TIM-TIM! - - Apresentação Neo Cirne

SAÚDE TIM-TIM
Incontinência urinária

Há mais ou menos uns três meses, conversando com uma amiga, de 40 anos de idade, após ela ter espirrado ouvi o seguinte desabafo: - Neo me desculpe. Eu estou sofrendo com um problema chato que tem me tirado a alegria. Vou falar com você, pois sei que é uma pessoa discreta e amiga.

- Fale amiga. Se eu puder ser útil. Respondi-lhe.
- Estou com incontinência urinária, toda vez que espirro ou tenho uma crise de tosse, acontece uma liberação de gotinhas de urina. Isto está me deprimindo, falou. Começou numa seção de ginástica, na academia e tem piorado, agora nem posso espirrar. Ainda não procurei um médico. O que faço?
Disse-lhe: - Você sabe o que fazer, acabou de falar. Procure um médico urologista o quanto antes para investigar a causa, ele vai lhe ajudar. Ela tratou e ficou boa, me agradecendo recentemente.
Selecionei esse tema da incontinência urinária, pois sempre achei que era um problema exclusivo de idosos e não é. Muitos jovens podem passar por esse desconforto.

Vamos ver o que diz a Sociedade Brasileira de Urologia 
sobre a incontinência urinária?

O QUE É?

A Incontinência Urinária é definida como qualquer perda involuntária da urina. Ela atinge cerca de 10% de toda a população, tendo custos socais e econômicos elevadíssimos.

Além do desconforto, das limitações físicas e psicológicas a Incontinência Urinária pode ser a causa de outros problemas de saúde, como infecções, escaras e quedas com possíveis fraturas ósseas.

O seu médico sempre pode ajudar a diagnosticar e tratar a Incontinência Urinária, reduzindo os incômodos e as limitações que podem causar na sua qualidade de vida.

A Incontinência Urinária, apesar de muito comum, não é normal, em qualquer idade, mesmo nos idosos. Ela é de fácil diagnóstico, é sempre tratável e quase sempre curável.

Existem dois tipos clássicos de Incontinência Urinária, a de esforço e a de emergência:

INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO

Na incontinência urinária de esforço ocorre perda de urina durante situações em que ocorra aumento de pressão abdominal. Nesse caso a pressão abdominal vence os mecanismos de continência.
Ela pode ocorrer durante uma gargalhada, um espirro ou tosse. 
Pode ocorrer nas mudanças de posição (ficar de pé, por exemplo). Nos exercícios físicos, como correr e pular.



INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE URGÊNCIA


Esta forma de incontinência consiste num súbito desejo de urinar sem que o paciente possa chegar ao toalete, resultando em perdas urinárias. Esse tipo de incontinência urinária ocorre em pessoas que possuem BEXIGA HIPERATIVA, síndrome clínica na qual ocorre um aumento da frequência urinária, urgência para urinar e o esvaziamento involuntário da bexiga.


Quando ocorre incontinência urinária de urgência:

- Em situações quando não há tempo de chegar ao sanitário para urinar - Ao colocar a chave na porta de casa - Ao mexer na água.
- Quando ocorre um aumento grande na frequência urinária, diurna e noturna, com o desejo súbito para urinar.
- Ao acordar muito de noite para urinar e ocorrendo perdas de urina, mesmo antes de chegar ao banheiro.


O SEU MÉDICO PODE LHE AJUDAR!


Qualquer médico pode fazer o diagnóstico e o tratamento da incontinência urinária, após o relato de suas queixas e o exame físico apropriado. Os casos mais complexos requerem a avaliação de médicos especialistas, geralmente Urologistas ou Ginecologistas com capacitação para realizar exames específicos, para diagnosticar e realizar cirurgias.
Muitas vezes o tratamento pode ser multiprofissional, além do médico, o Fisioterapeuta é o profissional mais atuante no tratamento da Incontinência Urinária.


MEDIDAS QUE AUXILIAM A EVITAR A IRRITAÇÃO DA BEXIGA:

- Algumas medidas gerais, simples, como evitar alimentos que irritem a bexiga como álcool - excesso de café e refrigerantes, ajudam bastante.
- Zelar por um bom funcionamento intestinal e promover o esvaziamento da bexiga frequente e completo trazem muitos benefícios para o tratamento da incontinência urinária.




Bem, meus amigos, estas foram as dicas de hoje para que você fique com uma saúde 100%. Uma SAÚDE TIM-TIM! Não abuse no álcool no período de festas. Alegre-se intensamente, mas beba com moderação.

Tim-Tim!


Neo Cirne
Colunista de UBAV
FONTE: SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA

O PAI - - - (Nosso Presente de Fim de Ano) - - - Lembrando Rubem Alves


O Pai


- Rubem Alves -



  Quando começo a escrever deixo de ser dono de mim mesmo. Fico à mercê de ideias que nunca pensei. Elas aparecem sem que eu as tenha chamado e me dizem: “Escreva!“ Não tenho outra alternativa. Obedeço. Cummings, referindo-se a um livro seu, ao invés de dizer “quando eu escrevi esse livro“, disse “quando esse livro se escreveu.“ Não foi ele… O livro já estava escrito antes, em algum lugar. Ele só fez obedecer as ordens que o livro lhe deu. Nikos Kazantzakis, autor de Zorba, o Grego, confessou que as letras do alfabeto o aterrorizavam. E isso porque, uma vez soltas, elas se recusavam a obedecer as suas ordens. “As letras são demônios astutos e desavergonhados — e perigosos! Você abre o tinteiro e as solta: elas correm — e você não mais conseguirá trazê-las de novo para seu controle! Elas ficam vivas, juntam-se, separam-se, ignoram suas ordens, arranjam-se a seu bel-prazer no papel — pretas, com rabos e chifres. Você grita e implora: tudo em vão. Elas fazem o que querem…“.

 

Era meu costume tentar colocar ordem na casa: planejar, determinar de forma lógica e metódica os temas sobre que eu iria escrever. Foi assim que resolvi escrever um livro em que colocaria em ordem e diria tudo o que eu havia pensado sobre a educação. O título seria: A erótica da educação e a educação da erótica. Por cinco anos lutei. As ideias não me faltavam. Mas as palavras se recusaram a me obedecer. O dito livro não queria ser escrito. Wittgenstein passou por experiência semelhante. Por muitos anos ajuntou ideias. Aí, tentou ordená-las sob a forma de um texto filosófico. Eis o que aconteceu, em suas próprias palavras: “Depois de várias tentativas mal sucedidas de fundir meus resultados numa peça única, percebi que eu nunca haveria de ser bem sucedido. O melhor que eu poderia escrever seria nada mais que anotações filosóficas; os meus pensamentos ficavam logo paralisados se eu tentava forçá-los numa única direção contra a sua inclinação natural“.


  Pois eu não tinha intenção alguma de escrever sobre o dia dos pais. Mas, de repente, passando os olhos num livro que uma amiga me enviou, encontrei a seguinte afirmação: “Tomar uma decisão de ter um filho é algo que irá mudar sua vida inteira de forma inexorável. Dali para frente, para sempre, o seu coração caminhará por caminhos fora do seu corpo“.
Aí as ideias puseram a se movimentar por conta própria. Pensei na minha condição de pai...

  É verdade: pai é alguém que, por causa do filho, tem a sua vida inteira mudada de forma inexorável. Isso não é verdadeiro do pai biológico. É fácil demais ser um pai biológico. Pai biológico não precisa ter alma. Um pai biológico se faz num momento. Mas há um pai que é um ser da eternidade: aquele cujo coração caminha por caminhos fora do seu corpo. Pulsa, secretamente, no corpo do seu filho (muito embora o filho não saiba disto).

Lembrei-me dos meus ensinamentos antigos de pai, diante dos meus filhos adormecidos. Veio-me à mente a imagem de um ‘ninho’. Bachelard, o pensador mais sensível que conheço, amava os ninhos e escreveu sobre eles. Imaginou que, “para um pássaro, um ninho é indiscutivelmente uma cálida e doce morada. É uma casa de vida: continua a envolver o pássaro que sai do ovo. Para este, o ninho é uma penugem externa antes que a pele nua encontre a sua penugem corporal”. Era isso que eu queria ser. Eu queria ser um ninho para os meus filhos pequenos. Queria que meu corpo fosse um ninho-penugem que os protegesse, um ninho que balança mansamente no galho de uma árvore ao ritmo de uma canção de ninar...

Que felicidade enche o coração de um pai quando o filho que ele tem no colo se abandona e adormece! Adormecida, a criança está dizendo: “tudo está bem; não é preciso ter medo”. Deitada adormecida nos braços-ninho do seu pai ela aprende que o universo é um ninho! Não importa que não seja. Não importa que os ninhos estejam destinados ao abandono e ao esquecimento! A alma não se alimenta de verdades. Ela se alimenta de fantasias. O ninho é uma fantasia externa. Jung deveria tê-lo incluído entre os seus arquétipos! “O ninho leva-nos de volta à infância, a uma infância!” (Bachelard). Aquela cena, a criança adormecida nos braços do pai, nos reconduz à cena de uma criancinha na estrebaria de Belém! Tudo é paz! Desejaríamos que ela, a cena, não terminasse nunca! Que fosse eterna!



É impossível calcular a importância desses momentos efêmeros na vida de uma criança. É impossível calcular a importância desses momentos efêmeros na vida de um pai. O efêmero e o eterno abraçados num único momento! “Conter o infinito na palma da sua mão e a eternidade em uma hora”; o pai que tem o seu filho adormecido em seus braços é um poeta! Essas palavras são do poeta William Blake, mas bem que poderiam ser suas. Um homem que guarda memórias de ninho na sua alma tem de ser um homem bom. Uma criança que guarda memórias de um ninho em sua alma tem de ser calma!

Mas logo o pássaro pequeno começará a ensaiar seus voos incertos. Agora não serão os braços do pai, arredondados num abraço, que irão definir o espaço do ninho. Os braços do pai terão de se abrir para que o ninho fique maior. E serão os olhos do pai, no espaço que seus braços já não podem mais conter, que irão marcar os limites do ninho. 
A criança se sente segura, de longe, ela vê, que os olhos do pai a protegem. Os olhos também são colos. Olhos também são ninhos. “Não tenha medo. Estou aqui! Estou vendo você”; é isso que eles dizem, olhos do pai.


O que a criança deseja não é a liberdade. O que ela deseja é excursionar, explorar o espaço desconhecido - desde que seja fácil voltar. 



Tela de Van Gogh. É um jardim. No lado direito do jardim, mãe e criança acabam de chegar. Ao lado esquerdo o pai, jardineiro, agachado, com os braços estendidos na direção do filho. É preciso que o pai esconda o seu tamanho, que ele esteja agachado para que os seus olhos e os olhos do filho se contemplem no mesmo nível. A cena é como um acorde suspenso, que pede uma resolução. É certo que o filho largará a mão da mãe e virá correndo para o pai... E a fantasia pinta a cena final de felicidade que o pintor não pode pintar: o pai pegando o filho no colo, os dois sorrindo de felicidade...

O tempo passa. Os pássaros tímidos aprendem a voar sem medo. Já não necessitam do olhar tranquilizador do pai. É a adolescência. Ser pai de um adolescente nada tem a ver com ser pai de uma criança. Pobre do pai que continua a estender os braços para o filho adolescente, como na tela de Van Gogh! Seus braços ficarão vazios. Como se envergonharia um adolescente se seu pai fizesse isso, na presença de seus companheiros! É o horror de que os pássaros companheiros de voo o vejam como um pássaro que gosta de ninho! Adolescente não quer ninho. Adolescente quer asas. Os ninhos, agora, só servem como ponto de partida para voos em todas as direções. Liberdade, voar, voar, voar... A volta ao ninho é um momento é o momento que não se deseja. Porque a vida não está no ninho, está no voo. 

Os ninhos transformam em gaiolas. Se eles procuram os olhos dos pais não é para se certificar de que estão sendo vistos, mas para se certificar de que não estão sendo vistos! Aos pais só resta contemplar, impotentes o voo dos filhos, sabendo que eles mesmos não podem ir. Nos espaços por onde seus filhos voam os ninhos são proibidos. Mas eles terão de voltar ao ninho, mesmo contra a vontade. E o pai se tranquiliza e pode finalmente dormir ao ouvir, de madrugada, o barulho da chave na porta: “Ele voltou...”.



Mas chega o momento quando os filhos partem pra não mais voltar


Através da minha janela vejo um ninho que rolinhas construíram nas folhas de uma palmeira. A pombinha está chocando seus ovinhos. Vejo sua cabecinha aparecendo fora do ninho. Mas numa outra folha da mesma palmeira, há um outro ninho, abandonado. Esse é o destino dos ninhos, de todos os ninhos: o abandono.

Gibran kalil Gibran escreveu no seu livro ‘O Profeta’, um texto dedicado aos filhos. Não sei de cor suas precisas palavras. Mas vou tentar reconstruí-las. É aos pais que ele se dirige. “Vossos filhos não são vossos filhos. Vossos filhos são como flechas. Vós sois o arco que dispara a flecha. Disparadas as flechas elas voam para longe do arco. E o arco fica só.”

Esse é o destino dos pais: a solidão. Não é solidão de abandono. E nem solidão de ficar sozinho. É a solidão de ninho que não é mais ninho. E está certo. Os ninhos deixam de ser ninhos porque outros ninhos vão ser construídos. Os filhos partem para construir seus próprios ninhos e é a esses ninhos que eles deverão retornar.


Assim é a natureza. Assim é com os bichos. Deveria ser conosco também. Mas não é. Quem é pai tem o coração fora do lugar, coração que caminha, para sempre, por caminhos fora do seu próprio corpo. Caminha, clandestino, no corpo do filho. Dito pela Adélia: “Pior inferno é ver um filho sofrer sem poder ficar no lugar dele”. Dito pelo Vinícius, escrevendo ao filho: “Eu, muitas noites, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas feitas para a tua...”.

Sei que é difícil e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei pra fora.

Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas.

Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho vazio, abandonado no alto da palmeira...

Mas o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo...


~~~0~~~




Dedico este texto, do inesquecível escritor mineiro, Rubem Alves, a Deus Pai, ao meu pai querido, a todos os pais e aos amigos leitores do nosso projeto de amor- solidário. Dedico não só aos pais, mas também às mães, que muitas vezes, por ausência, têm que cumprir a nobre missão de ser pai. Eu também, já fui pãe, tendo que, na ausência, cumprir o papel da mãe e isto me fez uma pessoa muito melhor.

Neste instante, emocionado por passar uns dias no ninho de minha filha, ao lado de seus filhos, meus amados netos, pude reavaliar a importância do ninho em minha vida. “No fim de janeiro, quando retornar à realidade dos meus dias, sentirei uma dupla saudade, a do ninho de minha filha e das lembranças boas que povoam meu ninho vazio”.

Obrigado, meus amigos pela presença de vocês. Desejo, de todo coração, um ano feliz para todos os brasileiros. Que os pesadelos de algumas pessoas que eu adoro, se dissipem rapidamente e que a esperança possa reviver em suas vidas. 



Feliz Ano Novo!


Neo Cirne e Luciana (filha)
Fundador e Colunista



PALAVRAS ILUMINADAS - (TERÇA-29/12) - A Mensagem Positiva de Frei Jaime Bettega


BOM DIA!
O ano insiste em se despedir...
Os dias são mais calmos...
O coração um pouco saudoso...
O cansaço, um tanto insistente!
Vamos lá!

“Fique tranquilo! Amanhã você vai achar
um jeito de sorrir daquilo que hoje te fez chorar.”


Um dia a gente chora no outro a gente ri. Alternamos momentos e vamos adiante. Não tem porque desanimar. É próprio da vida experimentar situações diversas. Desde que existem humanos, risos e lágrimas foram ocupando espaços neste grande palco onde a vida é descortinada e as escolhas são implementadas. Algumas lágrimas ajudam a entender muitas verdades. Sorrisos alcançam sabor aos momentos. E assim vamos em frente. Os dias se sucedem e lá diante, voltamo-nos para trás e começamos a rir daquilo que nos fez chorar. Parece até uma peça teatral, essa vida que recebemos um dia. Nem dá tempo para ensaiar. Temos que sair vivendo. Então, comece a rir. Chorar você até exagerou na quantidade. Agora, convém sorrir. Pode não resolver os problemas, mas o sorriso alivia o fardo e aquieta o coração.

A vida supõe resistência e persistência. Passou o tempo de desistir por qualquer coisa. É urgente recuperar o bom humor. Muitos dariam tudo para estar em nosso lugar. Nada justifica tanto desânimo e lamentações. Por qualquer coisa, perdemos a elegância, afastamos os que estão próximos, ofendemos os que mais amamos. O equilíbrio emocional faz um bem enorme, é uma conquista necessária para provar a paz de cada dia.

Conservar o bom humor é uma escolha, uma opção. Há sempre um bom estoque de motivos para chorar. Se for necessário, lágrimas podem ser derramadas. Porém, não convém ficar chorando muito tempo. Secar as lágrimas e abraçar a vida é saudável, estimula as células, revitaliza os sonhos. O amanhã é portador de esperança, mas as escolhas acontecem no hoje.

Agora é hora de sacudir a poeira, ajeitar as sandálias, secar as lágrimas e ensaiar um sorriso. Sim, é possível rir do que nos fez chorar. Bênçãos! Paz e Bem! Santa Alegria! Abraços!





Frei Jaime Bettega é o pároco da Paróquia Imaculada Conceição, em Caxias do Sul, linda cidade da serra gaúcha. Vale a pena vocês conhecerem esta joia do belo Estado do Rio Grande do Sul. Aproveitem para visitar a Paróquia Imaculada Conceição e receberem as bênçãos de Deus através de Frei Jaime Bettega.

Sua palavra vai ao ar diariamente no seu Facebook e está presente na grade de nossa programação, sempre as terças, quintas e domingos. É um prazer retransmitir as palavras de Frei Jaime Bettega. Bom Dia!

Frei Jaime Bettega OFMCap

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