domingo, 22 de novembro de 2015

NA PONTA DO LÁPIS - - (Comportamento) - Por Thayna Santos - - Comentário de Neo Cirne

NA PONTA DO LÁPIS
Os livros de colorir para adultos resgatam o lado lúdico
e são uma ótima terapia antiestressante.


- Thayna Santos -


 Estojos e lápis de cor já não fazem parte só do material escolar das crianças. 
Recentemente, os adultos aderiram ao hábito de pintar. Basta ir até uma livraria e observar a quantidade de livros para colorir que são lançados todos os meses.

 O setor ficou aquecido depois dos livros "Jardim Secreto" e "Floresta Encantada", da ilustradora escocesa Johanna Basford. Os títulos são os mais procurados no Brasil, e até o momento já venderam mais de 230 mil unidades. Impulsionados pelo retorno positivo dos exemplares, outras editoras postaram no segmento.

 Um dos motivos para tanto sucesso é que as pessoas passaram a enxergar os livros de colorir como uma forma de aliviar o estresse do dia a dia. "O hábito de pintar exige entrega, precisão e relaxamento. É uma ótima opção para quem vive sob pressão e está em busca de bem-estar. Até o meu humor muda", conta Camila Marcondes Silva, bancária e fã dos livros de colorir. Quando começou a pintar, ela estava em depressão e logo notou melhoras nos sintomas.


 A TERAPIA DAS CORES

 Para Breno Rosostolato, psicólogo e arte-terapeuta, a pintura é importante desde a infância por despertar a criatividade, a atenção, a coordenação motora e o desenvolvimento cognitivo, além de ajudar na concentração e na articulação do raciocínio.

 Na fase adulta, o especialista destaca a atividade como forma de reconhecimento. "Muitos adultos são ansiosos, sofrem com as exigências e as cobranças do cotidiano, por isso, sentem-se estressados no ambiente de trabalho, na família e até consigo mesmo. A arte de pintar acalma e ajuda a retomar o foco", explica.

 A designer gráfica Fabíola Marchesan se sentiu muito mais relaxada quando terminou de pintar uma página repleta de borboletas. "Todas aquelas cores me deixaram alegre e satisfeita. Quando acabei tive a sensação de ter dado um prêmio para mim mesma", comenta.

Para o psicólogo Breno Rosostolato, os livros estão inseridos na arte-terapia. É importante que os adultos sintam-se à vontade no momento de pintar e que se deixem levar pela atividade lúdica. 

"O principal benefício é distrair a cabeça. Mergulho no mundo das cores e da imaginação e esqueço os problemas", recomenda Fabíola.

Por outro lado, as pessoas práticas, agitadas e impacientes podem não gostar da proposta. Há desenhos ricos em detalhes, que exigem um tempo maior de pintura. Os inseguros tendem a se sentir frustrados por não se julgarem capazes de fazer pinturas bonitas.

"A busca pelos livros de colorir precisa acontecer de forma natural, não pode ser algo forçado. Mesmo assim, é essencial eleger uma atividade que dê prazer e bem-estar. Pode ser com os lápis de cor ou com qualquer outro material", sugere o psicólogo.


Thayna Santos

FONTE: Revista Mundo verde



COMENTÁRIO TIM-TIM!

Há algum tempo queríamos escrever um comentário sobre esta atividade de exercitar o desenho e o colorido das paisagens pré-formadas dos livros de colorir e falar da minha experiência. Aproveito, então, este momento.


"Recordo que quando era criança, não tinha a possibilidade de possuir os recursos audiovisuais da internet e da TV. As crianças da minha época tinham muitas brincadeiras lúdicas e se socializavam com mais facilidade. Porém, nos momentos em que brincava sozinho, eu, como qualquer criança nos dias de hoje, pegava minha caixinha de brinquedos (poucos). Na maioria das vezes minha mãe, me dava uma folha de papel em branco e uma caixa de lápis de cor, e ali, deitado no chão do quarto ou na mesa da sala, eu passava horas e horas desenhando. Ali eu me divertia e me acalmava... Era um prazer mergulhar no meu mundo encantado, recheado de aventuras e cores fortes, eu ainda não sabia ser portador de daltonismo parcial. Mesmo assim, segui pintando e desenhando até os 13 anos. 


Depois, já adulto, voltei a pintar. Sem aprendizado formal em escola de arte e sem conceitos didáticos deixei fluir a imaginação, numa pintura simples, bem natural. Diferente de alguns amigos meus, que pintam e seguindo uma orientação familiar ou profissional, eu pintei 62 quadros que ofertava aos meus melhores amigos em ocasiões especiais. O último quadro que pintei, tem mais ou menos uns 6 anos e foi ofertado a uma amiga muito querida. Qualquer pessoa pode desenhar ou pintar, para isto deverá reservar um tempinho para si próprio e deixar fluir o sentimento.


A possibilidade de retornar ao desenho e à pintura, mesmo que com lápis de cor, realizaram em mim uma catarse, uma vez que depois do último quadro passei a reprimir o gosto e o desejo de pintar. Assim, vi renascer na ponta do lápis a vontade de voltar aos tranquilos tempos de criança através desse movimento dos livros de pintura. 
Gostei tanto que distribui entre muitos amigos, através de promoções do site, os livros Jardim Secreto e a Floresta Encantada. Foi muito bom esse resgate, acalmou-me bastante".


Através da pintura pintei momentos e paisagens interessantes, meu forte sempre foram os casarios coloniais, típicos das cidades históricas de Minas Gerais. Apesar de ter morado em frente ao mar e atualmente ser vizinho do mar, jamais consegui pintar uma marinha, meu daltonismo me impede flutuar nas nuances das ondas do mar".



Se você ainda não pintou o Jardim Secreto, escreva pra umbrindeavida@yahoo.com.br que com prazer ofereceremos
 um livro ao primeiro que nos escrever.

Um bom domingo a todos, com muita cor e muito amor!

Neo Cirne
Colunista de UBAV