quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O INCRÍVEL PODER DA MÚSICA - - Por Neo Cirne

O INCRÍVEL PODER DA MÚSICA


A música desde o aparecimento do homem sempre esteve presente no seu dia-a-dia. Ela é tão importante que alguns estudiosos afirmam que antes do homem aprender a falar ele já cantarolava. Imitava os sons dos pássaros e da caça com o intuito de atraí-los. Alguns animais emitem sons e cantam, como os pássaros. Por exemplo, a fauna marinha possui alguns espécimes que se comunicam e chegam a cantar, evidentemente que não é um canto melodioso de uma ave canora, como estamos acostumados a ouvir, mas um som modulado na profundeza dos oceanos, sequenciado e com ritmo, como o canto dos golfinhos e das baleias. Podemos ver vídeos de alguns animais de estimação cantando no YouTube, lá existem muitos.

A Verdade é que a Vida é Som.  

Sempre estamos cercados de sons e ruídos oriundos da natureza e das várias formas de seres que ela produz. O homem fala e canta graças aos seus ouvidos, maravilhosamente construídos em forma de harpa, que tem a capacidade de perceber e distinguir sons e ruídos, embora tenha alcance limitado. Alguns animais, como as baleias, são capazes de ouvir um som emitido a muitos quilômetros de distância. O homem não tem este poder.

Todas as crianças nascem com capacidade musical, voz e ouvido: crianças de todos os lugares. São crianças da cidade, do interior, das zonas frias do planeta, dos trópicos e das planícies. O canto é democrático e não tem distinção de cor, podem ser crianças amarelas, brancas, pardas e pretas. Todos poderão ser grandes cantores.


Ao nascermos somos embalados pelas cantigas de ninar que alimentam nossos sonhos tornando-os mais tranquilos. A infância (0-9 anos) é rica em musicalidade, com um destaque para as cantigas engraçadas ou de roda. A pré-adolescência (10-14) a atividade musical é muito intensa, é a época da observação dos gêneros e ritmos musicais, já na adolescência (15-20) as nossas opções musicais estão sedimentadas em nosso prazer musical, gostamos mais deste ou daquele artista ou gênero de música. Na idade adulta (21-64) passamos a cantar menos, talvez pela cobrança das atividades e do trabalho, mas isto não faz menor o prazer que temos por ouvir uma música que nos agrade. Na velhice (acima de 65 anos) ouvimos nossas canções com prazer e com preferência para as menos barulhentas. Como viram a música tem o poder de nos acompanhar por toda nossa caminhada terrena.

A natureza é poderosa e está cheia de sons musicais. A chuva em seu ribombar de trovões, o vento que canta nas folhas e nas planícies, existe uma imensidão de sons por aí que não podemos ouvir e passam despercebidos. Talvez cantem os raios do sol aquecendo as montanhas que despertam da noite fria... Sim, despertar é a palavra certa... A música tem o poder de despertar os nossos sentimentos. Ela seleciona e rotula todas as culturas, é capaz de emocionar a todos. A música está presente em tudo, nos acontecimentos bons e ruins. Um exemplo de uma emoção coletiva boa através da música é o cantar do Hino Nacional de todas as pátrias do planeta. No Brasil, o Hino Nacional é belíssimo, ele possui duas partes que são bem longas. Quando cantado em competições desportivas oficiais, os organizadores só tocam a primeira parte de todos os hinos, porém o povo brasileiro, emocionado, segue em frente e canta alto a segunda parte, demonstrando toda a sua vibração. O Hino Nacional Brasileiro é vibrante.



Falar de música é sempre muito bom, ainda mais para quem durante um tempo em sua vida teve o prazer de tocar, compor e fazer parte de conjuntos musicais, como eu. 

Foi uma época maravilhosa! Mesmo depois, por muitos anos, continuei compondo e tocando na Equipe da Liturgia da Igreja. Nas cordas do meu violão eu era capaz de transmitir a emoção em tocar e as pessoas gostavam. Ter a música como aliada sempre me dá grande prazer. Minha avó assim dizia: “Quem não gosta de música e não canta, é triste e morre cedo”. Será? Em dúvida, o melhor é a gente cantar.

Precisei da música para crescer espiritualmente e como bom observador, vi que ela está presente em todas as religiões. Nos lindos cânticos religiosos (de todas as religiões). São cantos de Graças, que emocionam, empolgam e nos dão esperança. Daí termos tantos padres, monges e bispos evangélicos fazendo, com merecimento, uma carreira artística paralela. Chamamos as músicas religiosas de ‘Música Gospel’ (Gospel em inglês significa Evangelho), ou poderia ser chamada de ‘Música Evangélica’.

A música realmente é um dom de Deus e cantá-la nas ordens religiosas, nos auditórios, nos estádios ou em festivais, sempre emociona. O canto em grupo é como uma oração feita de forma coletiva, sempre tem maior alcance e emociona muito mais.

Eu só não me emociono com uma vizinha que mora aqui no prédio ao lado, que, é muito desafinada e canta no chuveiro as músicas mais bregas que já ouvi... Não faz mal não! Cantar sempre faz bem! Mesmo que nossos ouvidos doam, o importante é que ela está feliz e felicidade nos dias de hoje é coisa rara.

Por isso eu desafio você a cantar uma canção no dia de hoje, não precisa cantar tão alto quanto a minha vizinha, para não incomodar a galera. Mas, se você estiver com vontade de cantar alto também, cante!... Cante alto!... Cante mais! Mas, lembre-se: A música tem o poder de acalmar ou de descontrolar... A decisão é sua! Vai lá, não se iniba e cante com moderação!


“A vida é uma linda canção de esperança que precisa ser cantada por todos”
(Neo Cirne)

Tim-Tim!


Texto: Neo Cirne
Colunista de Ubav-Brasil