segunda-feira, 3 de agosto de 2015

FALANDO DE AMOR XVII - DANDO TEMPO AO TEMPO - Por Neo Cirne

Falando de Amor XVII
(Agosto/2015)


“Dando tempo ao tempo”

Existem momentos que nada parece dar certo. Às vezes, as atitudes que tomamos, por melhores que sejam, não surtem os efeitos que desejamos. Durante quase toda a vida passamos nos criticando e potencializando algumas posturas que julgamos incorretas. Somos algozes de nós mesmos. É assim no estudo, no trabalho, no relacionamento familiar e, principalmente, na relação conjugal.

Passamos boa parte de nossas vidas à procura de uma companhia perfeita e outra parte nos queixando de nossas escolhas. Precisamos entender que o mundo mudou. Tudo ficou diferente. A forma clássica do amor, quase virou utopia. Muitos casais não se amam mais, aturam-se por terem compromissos comuns. Viraram sócios de uma empresa chamada ‘família’. A maioria das pessoas não vive mais, de forma integral, um grande amor, que muitos preferem classificar de amor à moda antiga.

Alguns casais encaram as situações apresentadas no relacionamento como um concurso, onde a pessoa amada tem obrigatoriamente de conquistar uma retumbante ‘nota 10’. Não sendo assim, mesmo que o parceiro tire uma ‘nota nove’, o foco será direcionado às questões erradas e dificilmente haverá a valorização do que foi acertado. Ninguém é perfeito, o único do qual ouvi falar morreu na cruz. 
O ser humano está muito radical, impaciente e intolerante. Quando a questão pertence ao casal, a postura ganha força e daí para as discussões é um pulinho.


Ame muito e profundamente.
Nos relacionamentos não é bom varrer as angústias, os medos e diferenças para baixo do tapete, acumulando-as indefinidamente. O melhor é tentar manter o bom humor sem se tornar indiferente e encontrar o momento adequado para conversar, diminuindo o ímpeto do assunto conflitante. 
Bom humor não é fazer comentários capciosos para desestruturar o parceiro e sim, amenizar a reação das questões que estejam desgastando o relacionamento. 

Prudência e respeito são partes fundamentais na vida do casal. Afinal, o amor é paciente, chegará o momento de conversar com calma, é uma questão de tempo.

Podemos ter opiniões diferentes, é natural. Afinal, o amor une os diferentes. Se a missão do amor fosse somente para unir os iguais, o amor não existiria, já que nem gêmeos univitelinos são iguais.

Temos o entendimento que o casal necessita conversar sempre, sorrir muito e sonhar junto. Precisamos massagear o ego da pessoa amada, valorizando o seu pensamento, mas sem esquecermo-nos de expor nosso ponto de vista. O amor é tolerante!

Valorizamos o amor toda vez que lembramos o bem que a união do casal acrescentou à vida de cada um. Tendo em mente todas as coisas maravilhosas o casal já fez... Que faz ou que planeja realizar juntinho. O amor é esperançoso e sonhador!

O amor é o amálgama que pereniza os sonhos.

Quando temos a sorte de encontrar alguém que nos complete e entenda nunca haverá necessidade de discutir a relação, pois o amor intenso não dará espaço para discussões. Aliás, sou contra a palavra ‘discutir’ na expressão discutir a relação. Ela poderia ser trocada pela palavra conversar. Afinal, é conversando que se chega ao entendimento.

Como o tempo moderno é frenético, antes de tomar alguma atitude ou falar uma palavra mais acre, devemos respirar fundo e manter a calma por alguns segundos. 
Um sorriso doce é um grande antídoto para evitar as atitudes insensatas da discussão. 

O bom humor é um excelente elixir para minimizar os efeitos estressantes do relacionamento e do dia a dia. Por que brigarem por alguns minutos e terem a vida inteira pra se arrepender, não é? Afinal, vocês se amam e o amor tudo perdoa.
Uma breve mudança de foco, um elogio ou uma notícia positiva, também poderá diminuir a resistência ao entendimento.


Dê tempo ao tempo que tudo passa

Quando eu era menino, ouvia a minha avó dizer aos filhos e netos, que para enfrentar uma grande questão deveríamos evitar falar do problema imediatamente após tomar conhecimento, que era necessário pensar e medir as palavras. Assim, evitávamos uma grande discussão, um grande 'bate-boca'. Dizia mais, que na hora da discussão ninguém tem razão e que era preferível dar ‘tempo ao tempo’ para superar o momento difícil. Isto vale perfeitamente para as questões dos relacionamentos amorosos. Saber sintonizar as emoções e compreender que nem todas as respostas devem ser dadas no clamor da discussão é uma atitude sábia.

Portanto, se você está feliz com seu amor, mas não está muito contente por qualquer motivo, procure com carinho um tempo certo para conversar e será mais fácil resolver as questões que lhe afligem.

Agora, vejamos outra questão: Se você perdeu um grande amor, sabe que existe uma forte resistência à união de vocês, percebe que não consegue viver direito sem sua presença, o conselho de dar tempo ao tempo é sempre bem-vindo, pois poderá abrir as portas ao entendimento, facilitando uma reconquista. Um grande amor nunca será esquecido, ele simplesmente mora no tempo... No tempo de amar.  

O tempo também poderá possibilitar a chance de libertar-se de uma emoção amorosa que lhe consome e machuca. O tempo é que nem um produto de limpeza, tem mil e uma utilidades.

Ficou em dúvida? 

“Dando tempo ao tempo você observará que tudo voltará ao normal”

A verdade é que tudo passa nesta vida e que um grande amor tem a paciência de um monge e a sabedoria de um grande mestre. Ele é capaz de atravessar turbulências, separações, distâncias ou, talvez, muitas vidas.

Tim-Tim!


Neo Cirne

Colunista de UBAV

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