quinta-feira, 13 de agosto de 2015

ACORDA MENINO... CAI NA REAL! - Crônica de Neo Cirne - reapresentação


Hoje em dia ao acordar e ligar a TV para saber do tempo damos "de cara" com tanta notícia ruim, com tanta corrupção e descaso com as pessoas, que nem dá vontade de ir trabalhar. Eu acordei com o galo cantando, não era nem seis horas e já tinha tele-jornal no ar. Credo!!!
Levanto-me sempre as 06:30 min, era grande a vontade de voltar pra cama e continuar o meu sonho. Hum, que sonho bom! Eu estava sonhando que morava num lindo país onde todos se respeitavam e adoravam a vida. Coloquei o despertador para dormir mais um pouquinho. Voltei a pegar no sono.

No sonho eu vivia num país onde as leis eram cumpridas. Os idosos e as crianças eram respeitados. Não havia quem não tivesse o seu emprego ou que faltasse atendimento médico, quando estivesse doente. O povo vivia feliz e eu também. As pessoas se cumprimentavam e paravam para ouvir quando, em dúvida, perguntávamos o caminho para chegar à um local qualquer. 

Lá, no mundo dos meus sonhos, as pessoas eram alegres e felizes. Nos estádios de futebol as torcidas não eram adversárias e sim pessoas amigas que se respeitavam mutuamente. Cumprimentando-se, em caso de vitória ou derrota. Não havia vandalismo.

O povo se alimentava bem, ninguém passava fome. O leite não era criminosamente "batizado" com "água ou aditivos químicos, como soda caustica". Os legumes e frutas não tinham agro-tóxico. A água era pura e existia em abundância. Os juízes não vendiam sentenças e zelavam pela guarda do patrimônio do réu, para que fosse a leilão em perfeitas condições.

Os políticos eram muito honestos no país dos meus sonhos e a câmara dos deputados não tinha mais de 150 homens notáveis e probos. A câmara e o senado economizavam muito e seus aumentos salariais eram reajustados, após avaliação popular, por seus desempenhos políticos. 

Os policiais eram justos e defendiam a sociedade. Nas ruas víamos os policiais andando em dupla, como os antigos "Cosme e Damião", que conheciam a sociedade, eram gentis e eficazes. Os índices de morte por balas-perdidas eram mínimos. Os presídios tinham condições humanas de abrigar a população carcerária. E lugar de vagabundo era na cadeia, afastado do convívio social. O índice de criminalidade era mínimo. Havia segurança em todas as estradas e ruas, a qualquer hora do dia. 

As pessoas viviam próximas mesmo sendo de classes sociais diferentes. Todos tinham seus empregos, eram prósperos e viviam felizes. As praias do meu país eram limpas, ninguém jogava sujeira em suas areias. Era um país 100% saneado. Tinha uma rede ferroviária imensa, facilitando o escoamento da produção e um ótimo transporte de passageiros. Não faltava água e nem luz. Não havia crise de desabastecimento. Tudo era perfeito! 

Os professores, policiais, caminhoneiros, médicos e outras categorias, discutiam seus salários sem entrarem em greve que é tão prejudicial à população. Todos tinham direito à educação, à segurança, à liberdade, ao atendimento médico. Todos pagavam apenas um único imposto, alto, como na Holanda, mas justo pelos benefícios que o estado fornecia. 

Não havia sindicatos e nem sindicalistas. Não era possível realizar badernas, pois o povo não aceitava participar destes atos. A imprensa só dava notícias boas, com isso a bandidagem perdeu espaço na mídia. Tínhamos, no máximo, três partidos políticos. Não havia obrigatoriedade de voto e todos votavam com prazer. O voto NÃO ERA eletrônico (pois o risco de fraude é imenso) e a apuração do voto era manual. Levavam uns três dias para chegarem ao justo resultado. O índice de popularidade dos políticos era altíssimo. No país do meu sonho o presidente era aplaudido nas manifestações públicas. As leis eram poucas e baseavam-se no direito de cada um e na liberdade.




Pensava em tudo isto durante o meu sonho. Como era bom sonhar o meu sonho! Agora, no sonho, era fim de tarde e eu estava numa praia deliciosa, de águas quentinhas, ao lado do meu amor. Admirávamos a beleza do lugar, parecia uma praia da Bahia. Eu a peguei pela cintura e levantando-a, projetei o seu corpo no ar, como se agradecesse a Deus aquele momento maravilhoso. 

Era época de ano novo. Em seguida fomos brindar num deck à beira mar a chegada do novo ano. Quando, de repente, o despertador tocou insistentemente, quis quebrá-lo, era como se ele estivesse me dizendo: 


Acorda menino! 
Cai na real... 

Pula da cama e corre porque hoje você vai ter de ir a pé, pois os ônibus estão em greve!


Só aí, então, percebi que tinha acordado e que tudo não passou de um sonho maravilhoso. Fiquei com um gosto de felicidade na boca e com a sensação de que um dia, quem sabe, possamos tornar realidade o que é apenas um sonho.



Texto: Neo Cirne 


TIM-TIM!

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