segunda-feira, 2 de março de 2015

FALANDO DE AMOR (XIV) - O AMOR & O DINHEIRO - Por Neo Cirne


FALANDO DE AMOR (XIV)
O AMOR & O DINHEIRO

A falta de dinheiro quando se trata de relacionamento é um assunto delicado. A crise financeira bate à porta do casal e junto com ela, de braços dados, chegam o mau-humor e o desânimo. Neste momento, há necessidade de bolar, com carinho, novas táticas para superar a crise que está incomodando. O importante é haver companheirismo e cumplicidade, para que um comportamento financeiro novo, mesmo que temporário, não desestimule os sonhos do casal. Imaginemos uma perda financeira em virtude da piora nos negócios ou pela perda do emprego, isto sempre mexe muito com toda a família.

O grande incômodo consiste na postura que impomos a nós mesmos em tais situações. Necessitamos redimensionar as despesas e sermos objetivos, sem nos despreocuparmos com o relacionamento. Um sorriso, um carinho, uma flor (mesmo colhida por aí), um beijo gostoso, não custam nada. Também não pagarão as dívidas, é claro! Mas nos darão a certeza de que não estamos sozinhos na nova empreitada de recuperação financeira.

A amorosidade do casal agradece. Esta percepção de que o amor está dando certo, mesmo atravessando um momento financeiro ruim, aquieta o coração e clareia os nossos pensamentos na dura missão de recompor a situação econômica perdida.

Quando, mesmo com um choque de gestão financeira, o casal custa a reverter o quadro, vai batendo um desânimo daqueles e sem perceber, o casal começa a se afastar. Neste momento, uma terapia de casal é muito bem indicada. Mas, se mesmo sabendo desta saída, você ouve: - Eu não tenho dinheiro para pagar uma terapia de casal. Terapeutas cobram muito caro... Está fora da nossa realidade!
Neste momento, o casal deve pactuar uma atitude de extrema compreensão, a união é fundamental. Vocês ultrapassarão esta fase braba, poderá demorar um pouco, mas passará.

Porém, meus amigos, não se iludam, os dias tão agitados que vivemos cobram-nos respostas imediatas. Rapidez é o que desejamos, mas não é bem assim que “a banda toca”.

A maior parte das pessoas procura esconder seus problemas e segue na mesma toada, como se nada estivesse acontecendo. Aí, neste caso, a falência é inevitável e o fim do amor é certo. Uma pena!

Analisar excessivamente a falta de luz não significa que você encontrará a luz. Muitas vezes, insistimos com uma profissão que “já deu o que tinha que dar”, aí, neste caso, É NECESSÁRIO MUDAR DE PROFISSÃO ou a morte da relação será certa. Ninguém gosta de viver na M.... , muito menos o amor. Por mais que neguemos o Amor e o Dinheiro caminham de braços dados.

Antigamente só o homem era o provedor da família. Hoje em dia, diante de tantas dificuldades e tributos, há necessidade da participação de todos na renda familiar. A figura do “encostado”, filho, parentes e agregados está rareando. Apesar de ainda ter muito “filhinho da mamãe” recebendo mesada aos 30 anos de idade pra ir pra balada. Coisa triste!

Ao se unir a alguém que ame, certifique-se que no leme desta “Nau sem rumo” que é o casamento, os dois estão no comando. E, se estiverem remando, um não pode remar pra um lado e o parceiro sair remando pro outro lado. Pois, assim, vocês não sairão do lugar. É importante traçar o rumo na "carta náutica do amor" e acreditar que juntos chegarão a um porto seguro ou a um futuro tranquilo.

A falta de dinheiro é a maior causa das separações conjugais, afeta o carinho, o sexo, gera estresse, angústia e ansiedade é literalmente uma droga. Cuide bem do seu amor, mas dê muita atenção ao seu emprego. Se estiver em dificuldade, dedique-se com equilíbrio, objetividade, inteligência em busca de uma solução imediata. Lembre-se:
 A gestão do Amor caminha ao lado da sua Gestão Financeira.

A todos uma vida feliz, com Amor e com Dinheiro, pois ele pode não trazer a felicidade, mas a falta dele atrapalha muito a relação.


Tim-Tim!

Neo Cirne
Colunista de UBAV


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