sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

FALANDO DE AMOR (XIII) - A IMPORTÂNCIA DE CUPIDO - Por Neo Cirne

Muitos de nós ouvimos falar em Cupido, não é verdade? Esta figura mitológica, filho de Vênus (deusa da beleza) e Marte (deus da guerra), que, por onde quer que passe lança suas flechas poderosas, capazes de transformar em amor e paixão os mais simples sentimentos. 

A história mitológica de Cupido é de grande importância e pode ser encontrada em qualquer site de busca na internet. Porém, o motivo porque citamos o deus do amor, é devido aos inúmeros relatos de flechadas certeiras e a constatação de que ele existe. Para muitos não há dúvidas de sua existência. Porém, diante dos dias frenéticos, da modernidade e do aumento populacional a amorosidade está cada vez mais rara e distante dos meros mortais, assim como nós. 

Na mitologia grega, Cupido flechava deuses, semi-deuses, titãs e pessoas comuns. Hoje em dia é raro ele aparecer, pois vive com a cara enfiada nos sites de relacionamentos tentando fazer milagre. Brincadeiras a parte, está cada vez mais difícil encontrar um casal apaixonado e quando isto ocorre a profundidade deste sentimento amoroso é logo abalado com superficialidade dos dias atuais.

As pessoas têm receio de sair de casa, de irem ao cinema, teatro ou uma festa. O risco da insegurança nos espreita a cada esquina. Instrumentos modernos como celulares e internet unem as pessoas às redes sociais, onde tudo é virtualidade. Alguns conhecem-se e casam através de sites de relacionamento. Assim, neste clima de falta de contato pessoal, as chances de cupido diminuem muito. Está faltando amor e ele é a única solução para a humanidade. 



A emoção proveniente das flechas de Cupido tem um poder miraculoso, capaz até de promover a transformação do ódio em amor. Ela modifica o desinteresse num surto de paixão avassaladora, capaz de marcar a nossa vida para sempre. Quem de nós não se sentiu apaixonado, com cara de bobo, capaz de fazer qualquer sacrifício e atravessar distâncias imensas só para ver o seu amor? Quantos riscos e provas de carinho as pessoas deram ao longo de suas vidas em nome do amor? Nossa! São muitas provas e muitas pessoas. 
Pode até esta emoção provocada por Cupido se esvair, ou não dar certo, mas é maravilhoso passar pela vida e saborear o verdadeiro significado do Amor.  



Comigo a situação não foi diferente. Num dos momentos mais carentes de minha vida percebi que tinha sido alvejado, de maneira certeira, por um lindo olhar, terno e meigo. Naquele instante, vi o chão fugir e sem questionar possibilidades, vi o meu sentido perder o rumo. Durante muito tempo acalentei a possibilidade de superar as diferenças. A realidade é que eu estava alvejado com a flecha certeira de Cupido. Fiz de tudo para que esse amor desse certo, mas, apesar do grande encantamento, não deu. 
Acho que cupido não completou a sua missão, esqueceu-se de flechar a outra metade da laranja... Cupido trapalhão! 


Quantos de nós viveram um amor que surgiu de uma forma inexplicável? Cupido age assim, inesperadamente. Muitos, talvez. De onde menos se espera surge o encantamento. Recordo uma história em que uma mulher, foi salva de afogamento. Depois de beber muita água do mar, desfaleceu, mas foi salva por um banhista que atirou-se ao mar, resgatou-a e fez os procedimentos necessários para salvar a sua vida. Ao recobrar os sentidos ela foi encaminhada ao serviço de salvamento, onde, depois de mais de meia hora, melhorou e foi embora. O banhista ficou ao lado dela o tempo necessário para que voltasse ao seu estado normal, mesmo assim, ela ficara muito abalada. E ele, num gesto de solidariedade, ficou reanimando-a e dando força para que ela se recuperasse totalmente. 

Familiares da vítima, irmã e filhos, que estavam na praia, chegaram ao local e viram o zelo e empenho que o banhista dedicou para salvar a vida da jovem mulher. Antes de irem embora, uma irmã agradecida, pediu o número do telefone do banhista. 

Dias depois, a mulher, totalmente recuperada, ligou para o banhista e quis marcar um encontro para agradecê-lo pessoalmente, queria ofertar-lhe uma lembrancinha, um relógio. Assim foi feito. 

No encontro, durante a conversa, veio uma súbita confissão: ele declarou que nunca esperava sentir uma emoção tão grande em ter-lhe salvo a vida. Parecia que já se conheciam há muitos anos. Ele era um senhor, um cinquentão. Ela era bem mais nova. Ele, viúvo e ela, recém separada. O prazer do contato entre os dois foi mútuo. Encontraram-se outras vezes. O resultado disto é que eles estão casados e felizes, vivendo maravilhosamente bem. Eles não se cansavam de dizer que Cupido tinha cumprido com êxito a missão de uni-los, pois sentiram-se flechados desde o primeiro encontro. 


Muitos outros casos são contados por aí cuja a interferência de Cupido é bem percebida. A atuação transformadora deste mitológico deus do amor é muito importante para a humanidade e "Falando de Amor" não podia esquecer de homenagear o pequenino deus do amor... Que vez por outra dá uma flechada errada, mas, na maioria das vezes acerta o alvo e isto é muito bom. E você, o que acha? Cupido existe ou não? Já passou por uma experiência desta? Escreva pra nós e conte a sua história de amor.

Acho que existe sim e suas flechas tornam o mundo melhor. É como dizem os franceses:



Vivre L'Amour

(VIVA O AMOR) 

Tim-Tim!




Neo Cirne

Fundador e Colunista de UBAV
      

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