segunda-feira, 17 de março de 2014

A MENSAGEM DA NOITE - A HISTÓRIA DO LÁPIS - Enviado por Paulo Matheus

“A HISTÓRIA DO LÁPIS”
- Autoria desconhecida -




O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?

A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

“Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade”.

“Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas lhe farão ser uma pessoa melhor”.

“Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça”.

“Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você”.

“Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação”.




OPINIÃO TIM-TIM!

A Vida está sempre colocando os nossos limites à prova, exigindo a nossa qualificação e experiência acumulada. Aprimore-se e o mundo agradecerá a sua iniciativa, depois é só colher os louros da vitória.

Seja humilde, tenha gestos solidários e cresça internamente!





"Novamente Martha" - - - "A ARTE DE PERDER" - - - A crônica de Martha Medeiros

A arte de perder
 
 
A crônica de Martha Medeiros



Quando algo é subtraído da minha vida, logo lembro o poema de Elizabeth Bishop, A Arte de Perder, em que ela diz que perder não é nenhum mistério. Só perdi bobagens na minha infância e puberdade, nada que fizesse falta a ponto de me doer até hoje. Depois, adulta, perdi alguns afetos importantes (“tantas coisas contém em si o acidente”), e agora dei para perder itens materiais que desaparecem de uma hora para outra. Começou com minha carteira recheada de documentos e cartões, sumida num passe de mágica, nunca mais a vi.

Dia desses, bobeei de novo. Das primeiras horas da manhã até o início da noite, revirei a casa atrás do meu smartphone (“perca um pouquinho a cada dia”), e acabei encontrando-o muito tempo depois em cima da máquina de lavar, no modo silencioso, entre uma pilha de jornais – esquecido em algum momento em que fui dar de comer para o gato na área de serviço.

Comentei recentemente que estou entrando na fase de não juntar lé com cré (“depois perca mais rápido, com mais critério: lugares, nomes, a escala subsequente”), as palavras evaporam da lembrança – isso durante conversas fiadas. Textos por escrito se salvam porque podem ser pensados e repensados antes de irem para o jornal.

Não perco a fé, pois um lampejo de crença é preciso ter para levantarmos da cama todas as manhãs, mas cada vez que assisto aos telejornais e suas más notícias, a esperança desaparece como uma carteira, um celular. Não sei se voltará.

“Aceite, austero. A chave perdida, a hora gasta bestamente”.

Perder chave não é problema, sempre há uma sobressalente, e a hora gasta bestamente é perda divertida, saudável, moleca, venero as horas gastas bestamente. Sou pontual não só por educação, mas para me sobrar tempo para o nada.

Mas andei perdendo meus óculos de grau. E isso mudou tudo, cara Elizabeth Bishop.

Encomendei um novo que levou 10 dias úteis para ficar pronto, 10 dias que para mim foram de imagens turvas, nebulosas. Não enxergava as mensagens que chegavam pelo celular (aquele que perdi e recuperei), nem os sensacionais contos de Nu, de Botas, do Antônio Prata (sobre a infância que perdemos e que no livro ele recupera), nem o aviso na parede do prédio sobre a próxima reunião de condomínio, que sempre perco e desse mal não me recupero. Meus óculos de grau, onde ficaram?

Perdi na beira de uma praia de Santa Catarina, ali, na areia, lugar da adolescência que perdi, mas também recuperei – a maturidade tem dessas proezas.

“É evidente que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério”.

Escrevo. Meio cega às vezes, com menos poesia do que eu gostaria, aturdida com minhas distrações, mas ainda escrevo – para não me perder.

~~0~~

Fonte: Zero Hora - 16/03/2014

Mensagem enviada por Cristina Castro, grande colaboradora de UBAV-Brasil. Tim-Tim!



OPINIÃO TIM-TIM

Martha Medeiros é uma escritora maravilhosa que admiramos muito, e sempre que vemos uma mensagem sua pela Web, fazemos questão de colaborar na divulgação. Esta jornalista gaúcha é fantástica. Ela tem dado provas de sua sensibilidade e capacidade de, através de suas palavras, tão bem descritivas, inserir o leitor em seus textos. É muito bom para a literatura brasileira possuir uma escritora com tanta qualidade.

Neo Cirne  

"A PRIMEIRA DA SEMANA" - - POR QUE AS PESSOAS SOFREM? - - Por Paulo Matheus

Olá amigos, esperando que esta semana seja muito boa para todos nós, quero compartilhar com vocês uma história que foi enviada por Paulo Matheus, nosso colaborador maranhense, que administra a endereço Ubav Brasil do Facebook, futuramente esta será a nossa página oficial. 
Bem, vamos à história que ele enviou, achei o título bem interessante e a mensagem é muito bonita... Vamos ler?



POR QUE AS PESSOAS SOFREM?

- Autoria Desconhecida - 
     — Vó, por que as pessoas sofrem?
     — Como é, minha neta?
     — Por que as pessoas grandes vivem bravas, irritadas, sempre preocupadas com alguma coisa?
     — Bem, minha filha, muitas vezes porque elas foram ensinadas a viver assim.
     —Vó...
     —Oi...
     — Como é que as pessoas podem ser ensinadas a viver mal? Não consigo entender. Na minha escola a professora só me ensina coisas boas.
     — É que elas não percebem que foram convencidas a ser infelizes, e não conseguem mudar o que as torna assim. Você não está entendendo, não é, meu amor?
     —Não, Vovó.
     — Você lembra da estorinha do Patinho Feio?
     — Lembro.
     — Então... o Patinho se considerava feio porque era diferente. Isso o deixava muito infeliz e perturbado. Tão infeliz, que um dia resolveu ir embora e viver sozinho. Só que o lago que ele procurou para nadar havia congelado e estava muito frio. Quando ele olhou para o seu reflexo no lago, percebeu que ele era, na verdade, um maravilhoso cisne. E, assim, se juntou aos seus iguais e viveu feliz para sempre.
     — O que isso tem a ver com a tristeza das pessoas?
     — Bem, quando nascemos, somos separados de nossa Natureza-cisne. Ficamos, como patinhos, tentando aceitar o que os outros dizem que está certo. Então, passamos muito tempo tentando virar patos.
     — É por isso que as pessoas grandes estão sempre irritadas?
     — É por isso! Viu como você é esperta?
     — Então, é só a gente perceber que é cisne que tudo dará certo?
     — Na verdade, minha filha, encontrar o nosso verdadeiro espelho não é tão fácil assim. Você lembra o que o cisnezinho precisava fazer para poder se enxergar?
     —O que?
     — Ele primeiro precisou parar de tentar ser um pato. Isso significa parar de tentar ser quem a gente não é. Depois, ele aceitou ficar um tempo sozinho para se encontrar.
     — Por isso ele passou muito frio, não é, vovó?
     — Passou frio, fome e ficou sozinho no inverno.
     — É por isso que o papai anda tão sozinho e bravo?
     — Não entendi, minha filha?
     — Meu pai está sempre bravo, sempre quieto com a música e a televisão dele. Outro dia ele estava chorando no banheiro...
     — Vó, o papai é um cisne que pensa que é um pato?
     — Todos nós somos, querida. Em parte.
     — Ele vai descobrir quem ele é de verdade?
     — Vai, minha filha, vai. Mas, quando estamos no inverno, não podemos desistir, nem esperar que o espelho venha até nós. Temos que exercer a humildade e procurar ajuda até encontrarmos.
     — E aí viramos cisnes?
     — Nós já somos cisnes. Apenas temos que deixar que o cisne venha para fora e tenha espaço para viver e para se manifestar.
     — Aonde você vai?
     — Vou contar para o papai o cisne bonito que ele é!
      A boa vovó apenas sorriu!


COMENTÁRIO TIM-TIM!

Muitas vezes, na correria maluca do tempo, não percebemos que nós e o mundo que está a nossa volta, somos muito dinâmicos. A vida é tão intensa que nem percebemos o quanto já evoluímos e não somos mais tão dependentes dos outros como éramos no passado. Temos todos os ingredientes para sermos felizes, só é necessário despertar desta rotina dependente que vivemos. Descubra-se!

Este descobrir-se faz parte de uma caminhada emocionante que chamamos vida, onde cada dia, cada novo amanhecer possui um cardápio de novas opções maravilhosas. É a vida batendo na sua porta e dizendo aquele bordão da Ana Maria Braga, apresentadora da Globo, quando ela diz... ACORDA MENINO!  - Com esta expressão, ela chama atenção para o início do seu programa, e eu aproveito para imitá-la, dizendo pra muita gente que vive ansiosa e triste por aí, mas não percebem o real valor de suas vidas.  

ACORDA MENINO! DESPERTE PARA A VIDA, AME-A E SEJA MUITO FELIZ!



(Comentário de Neo Cirne)


Boa semana!


Tim-Tim!


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