quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

VOLUNTARIADO... A DOCE REVOLUÇÃO DO AMOR - By Neo Cirne

VOLUNTARIADO... A DOCE REVOLUÇÃO DO AMOR


Uma das formas mais eficazes de promover o bem é propondo-se a ajudar um grupo social de sua cidade. “Oferecer-se como voluntário para ajudar a uma boa causa promove uma verdadeira revolução de amor em sua vida”. Recordo que ouvia muito minha avó Noélia, grande solidária, dizer esta frase e completava dizendo que, não sabia mais viver sem ajudar alguém que estivesse necessitando de uma força. Encantava-me com suas histórias e atividades sociais que exercia.

Durante minha vida convivi com centenas de “voluntários” e obras sociais belíssimas, bem organizadas e justas. Nestas os voluntários apareciam em abundância ajudando numa ou noutra missão importante. Todos tinham o objetivo de ajudar por prazer e amor. Muitos relatavam a tal revolução interna, a qual minha avó se referia.

Lembro a história de uma médica, Dr.ª Mariana, que era muito dedicada à causa hipocrática (Hipócrates é o Patrono da Medicina). Tentava conciliar - como a maioria das mulheres que trabalham e administram seus lares - o trabalho, o cuidado com a família e a administração do lar. Era uma rotina pesada. Pensava em parar de trabalhar, já que além do consultório particular dava plantões em um hospital a cada três dias. Não dava conta da situação. Faltavam horas livres para executar tantas missões e por isso, não era totalmente feliz, faltava algo em sua vida.

Seu marido, Jurandir, era um bom companheiro, igualmente dedicado à família e grande incentivador da mulher. Apoiava-a em tudo que se predispunha fazer, ele era quase 20 anos mais velho do que ela e apaixonado pela esposa e pelo filho, vivia um amor maravilhoso. Porém, não exercia nenhuma atividade social. Sua visão do mundo era voltada apenas para o seu lar. Ele, ao contrário dela, tinha tempo de sobra, era funcionário público aposentado e músico. Dedicava boa parte do seu tempo na administração do lar e às eventuais aulas de música, que ministrava em casa.

O filho do casal, Luciano, era um jovem maravilhoso, 13 anos. Muito inteligente, tocava violão e era um aluno exemplar. Calmo, conciliador e muito querido pelos colegas e mestres. As meninas diziam que ele era bonito por fora e por dentro, pelo seu caráter amável e gentil. Sem dúvida, eram atributos herdados dos pais. A escola onde Luciano cursava a 8ª série ficava a uns 500 metros de sua casa. Ele costumava ir caminhando, com um fone de ouvido, curtindo suas músicas prediletas.

Certo dia, num plantão do hospital, Dr.ª Mariana recebeu a notícia que seu filho, ao voltar da escola, fora atropelado na calçada às 12:00, por um motorista bêbado que perdeu o controle do carro. O acidente foi fatal. Desesperados, os pais perderam o controle da organização familiar. Perder um filho é a pior dor que podemos sentir, sei bem o que é isso.

Aos poucos, com muito amor, com a compreensão da vida e da perenidade da alma, com influência de conselhos espiritualistas acalmaram seus corações. E aceitaram a perda com resignação.
Dr.ª Mariana diminuiu sua carga horária de trabalho. Seu marido passou a visitar um lar de acolhimento de menores, levava alguns gêneros para a instituição, que era bem carente. 
Assim, ele incluiu na sua rotina o VOLUNTARIADO e para suprir a ausência do filho passou a orientar e educar musicalmente, mais de 30 jovens. Era um processo normal de transferência de amor. Passou a adotar a missão de ajudar ao próximo com grande prazer. 
Sua esposa, começou a se identificar com o “voluntariado” e acompanhando o marido, passou a consultar as crianças e a zelar pela saúde delas.

Os anos passaram. Jurandir partiu também, e a Drª Mariana, fez daquele Lar Infantil a sua causa primeira. Continua trabalhando, ajudando outras crianças. Ela que antes pensava em parar de trabalhar, agora, com 67 anos, está feliz, trabalha com amor 24 horas por dia. O voluntariado deu-lhe nova energia para seguir a caminhada terrena. 
Tornou-se presidente da instituição que ajudava e transformou-a numa grande obra que hoje abriga quase 200 crianças. Ela, assim como minha avó Noélia, me declarou que: 

“O voluntariado havia lhe confortado o coração, dado uma perfeita compreensão da vida e ofertado a grande possibilidade de realizar em sua vida uma linda revolução interna”

Este depoimento foi dado quando eu a visitei, na direção de sua instituição, com o projeto UBAV-BRASIL. Eu guardei esta história durante um tempo para publicá-la numa ocasião, como hoje, Dia de Natal. Dia que homenageamos o homem mais fraterno de todos os tempos. Jesus, o filho de Deus, homem que mais exemplos de solidariedade nos deixou.

Voluntariado é Solidariedade. 
Solidariedade é a prática do Amor de Deus.


UBAV-BRASIL, assim como todas as obras sérias, necessita de voluntários em cada cidade brasileira e no exterior. Pessoas que estejam em sintonia com a bondade e com o servir. Que queiram de coração aberto, constituir pequenos grupos sociais para realizar ações beneficentes em suas localidades. A coordenação de UBAV-BRASIL ajudará você na execução de sua atividade voluntária.
O ubaviano é um ser de luz, que está sintonizado com o Bem e não com nenhuma filosofia religiosa exclusiva. Podemos ter a nossa religião de forma livre, independente, mas quando reunidos, professamos a universalidade das diferenças de credos e o Amor-Solidário é a nossa referência e única forma de amor.  

Não há amor maior do que o Amor de Deus e de Seu Filho Jesus!

Lembre-se:

A morte não é a maior perda da vida. “A maior perda da vida é o que morre dentro de nós em vida”. Por isso, NÃO DESISTA dos seus objetivos, da sua alegria, do seu amor, de ser um voluntário na construção das obras sociais e, por favor, “Não desista de você! Sempre é tempo de escrever uma nova história. Nunca é tarde! Nunca é cedo!"


Nos momentos em que, por qualquer motivo, fraquejamos é que Jesus nos ampara!


Feliz Natal!




Texto: Neo Cirne

Colunista de UBAV-Brasil

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