sexta-feira, 24 de outubro de 2014

SÉRIE NOVA VIDA - "Alma e Matéria" por Ken O'Donnell - (PARTE 2/3) -

Alma e Matéria
por Ken O'Donnell
PARTE 2/3
Redescubra a base para a transformação: 
a diferença essencial entre o corpo físico e o espírito não físico



A ALMA NÃO É MASCULINA NEM FEMININA
Como uma energia, a alma tem dentro de si qualidades que são tanto masculinas quanto femininas. Apesar de a alma ser, sem dúvida, afetada pelo sexo de seu corpo na forma de condicionamentos e influências sociais, esses aspectos são relativamente superficiais. O eu verdadeiro não tem gênero.
Os egípcios da Antiguidade tinham arraigada consciência dessa verdade profunda, mostrada no seguinte trecho de uma conversa encontrada no Livro Egípcio dos Mortos, entre Ísis e seu filho Hórus:
Hórus: Como as almas nascem, masculinas ou femininas?
Ísis: As almas, meu filho Hórus, são iguais por natureza... Não existe ninguém entre elas, seja homem, seja mulher. Essa distinção só existe entre os corpos, e não entre os seres incorpóreos.


SINÔNIMOS DE ALMA

As seguintes palavras e expressões são essencialmente sinônimos da palavra “alma”: Espírito – Ser – Consciência - Anima/animus - Energia vital – Essência – Eu


DIFERENÇAS ENTRE “EU” E “MEU”

As duas palavras mais comuns na maioria das línguas são, provavelmente, eu e meu. Nossos mundos pessoais giram quase exclusivamente ao redor delas. É preciso entender suas implicações mais profundas se quisermos delinear novamente nossos limites.
Normalmente, uso a palavra meu para referir-me a todas as coisas que não são eu — minha mão, meu rosto, minha perna ou até meu cérebro, minha mente, minha personalidade, e assim por diante. Da próxima vez que eu disser minha alma, talvez me lembre de que realmente não posso dizer minha alma, pois eu sou uma alma.
A diferença entre eu e meu é a mesma que entre alma e corpo. O exemplo de uma faca ilustra isso. Posso usá-la para cortar um tomate ou para apunhalar alguém. A faca nem decide nem experimenta, mas pode ser lavada facilmente debaixo de uma torneira. É fácil perceber que a faca é um instrumento, mas é mais difícil perceber que os dedos são um instrumento também, e não apenas os dedos como também os braços. As pernas são instrumentos para andar, os olhos para ver, os ouvidos para ouvir, a boca para falar, respirar e saborear, o coração, para bombear alimento e oxigênio para o corpo, e assim por diante. Mesmo o cérebro é como um computador usado para expressar todos os programas de pensamentos, palavras e ações pelo corpo e para experimentar os resultados. Se cada parte física do corpo é um instrumento, quem ou o que o está usando?
Muito simples: sou eu para si e a palavra meu para se referir ao corpo: minha mão, minha boca, meu cérebro. Eu sou diferente de meu corpo.
Por meio da consciência de meu, expandi-me muito longe — não apenas com relação ao corpo e às faculdades internas, mas com relação às posses e relacionamentos: minha casa, meu carro, meu filho etc.
Com o tempo, todos, todos esses meus que tento agarrar escapam de meus dedos. Percebo sua natureza efêmera e, por falta de alternativas disponíveis, tento me agarrar a elas ainda mais e, assim, desenvolvo apegos e dependências. Enquanto essa identificação persiste, minhas qualidades inatas (isto é, o que é realmente meu) estão fora de alcance. Quando assumo minha verdadeira identidade como um ser espiritual, imediatamente recebo também acesso ao amor, à paz, à felicidade e ao poder que são partes de mim.
Uma lista de todos os fatores que me criam limites provavelmente incluiria itens como idade, sexo, saúde, família, profissão, defeitos e fraquezas. Ao reivindicar direito de posse de tudo isso, por meio da palavra meu, estabeleço os limites dentro dos quais tento operar minha vida. Tendo estabelecido minhas próprias cercas, sempre que a tristeza aparece, um desses fatores torna-se automaticamente o bode expiatório.
Em vez de apontar o dedo numa forma de acusação ou queixa, posso adotar uma abordagem mais positiva. Posso ser mais realista e aceitá-los não como fatores limitantes, mas como instrumentos que podem ajudar-me a melhorar minha experiência de vida. Essa mesma lista pode ser o trampolim de minha transformação e liberdade.
Posso fazer uso total do estado ou da energia da juventude, de acordo com o caso. Posso tirar vantagem das características positivas de meu sexo, mesmo apreciando as características do sexo oposto. Minha família e vida profissional podem ser experimentadas num outro nível mais elevado. Posso descobrir por meio de fraquezas e defeitos o quanto tenho de aprender sobre mim mesmo. O problema não está na lista de fatores, mas na consciência que tenho deles. É uma questão de duas palavras: eu e meu.
(Fim da parte II)

Parte Final na terça-feira, dia 28/10
Extraído de Caminhos para uma Consciência mais Elevada, de Ken O’Donnell, publicado pela Brahma Kumaris Information Services Ltd, (www.bkpublications.com) e pela Editora Brahma Kumaris (http://www.editorabk.org.br).


Apresentação do site da 
ORGANIZAÇÃO BRAHMA KUMARIS
Nós, da Organização Brahma Kumaris, 
reconhecemos a bondade intrínseca de todas as pessoas. Ensinamos um método prático de meditação que ajuda cada um a compreender e a expressar sua força e valores interiores.

Como uma família mundial de indivíduos de todos
os cantos, estamos comprometidos com o crescimento espiritual e a transformação pessoal, acreditando que eles sejam essenciais na criação 
de um mundo pacífico e justo.


Comentário 
UBAV-Brasil
A filosofia Brahma Kumaris integra o corpo e a alma, tornando-nos seres em perfeita sintonia com o meio em que vivemos. O exercício da meditação faz com que seus seguidores sejam pessoas de luz , capazes de transmitir a paz em suas atitudes. É sempre um grande prazer falar de uma organização espiritual com a qualidade da Brahma Kumaris.
"Ano que vem, com a ajuda de Deus, irei à Índia e terei o prazer de conhecer a sede da Organização Brahma Kumaris, em Madhuban."

(imagem do site www.viagensculturais.wordpress.com)

Madhuban é um local onde milhares de estudantes BKs, de mais de 100 países, se reúnem para aprofundar a sua prática de meditação. A espiritualidade da atmosfera sutil e limpa de Madhuban inspira as pessoas a terem experiências profundas. Um praticante de Meditação Raja Yoga não necessita de fazer mudanças radicais no seu estilo de vida ou de deixar a sua casa e a família. Contudo, o desfrutar de algumas semanas em Madhuban, longe das responsabilidades mundanas, ajuda muito no crescimento espiritual dos praticantes.
  (Comentário de Neo Cirne)

Tim-Tim!

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