segunda-feira, 21 de julho de 2014

Li... Reli e Indico: “Criando Meninos”, de Steve Biddulph. - Comentários de Neo Cirne

“Criando Meninos”

 (Steve Biddulph)

Olá amigos, dando continuidade aos nossos comentários e indicações literárias, quero falar de um livro espetacular que aborda a criação dos filhos homens.  Ele foi escrito por Steve Biddulph, editado pela “Editora Fundamento” e fala com muita propriedade a maneira correta de observar, orientar os filhos para torna-los homens equilibrados e felizes. Este livro é um best-seller na Inglaterra, França, Brasil e Austrália.

Sabemos que não existe uma regra específica para tornar ninguém absolutamente feliz, mas podemos criar meios, entender as necessidades, observar a evolução e mostrar caminhos saudáveis para que nossos filhos possam alcançar a felicidade.

Selecionei um trecho do livro para mostrar a vocês e ele fala de um tema polêmico:

 A diferença entre os cérebros das meninas e meninos. 

Esta apresentação será feita em duas partes. Parte I) Nesta primeira a abordagem será a origem da diferença entre os cérebros das meninas e meninos. Na parte II, o enfoque será: a) Perigo: Alerta quanto ao sexismo – b) Ajudando o cérebro a crescer – c) Vida Escolar: Por que os meninos devem começar mais tarde – d) Os meninos não são inferiores, são apenas diferentes.  
Boa leitura!
Neo Cirne


A diferença entre os cérebros das meninas e meninos

O cérebro de um bebê dentro do útero se desenvolve muito rapidamente, passando, num período de dois meses, de um grupo de células para a estrutura mais complexa da natureza. No sexto mês de gestação, o feto já tem capacidades impressionantes, todas controladas pelo cérebro – tais como reconhecer a voz da mãe, responder a movimentos, chegando a dar chutes quando apalpado! Pela ultrassonografia, pode-se vê-lo mexendo a boca, como se estivesse cantando no útero.

Quando do nascimento, o cérebro ainda não está inteiramente formado – e tem apenas um terço do tamanho a que chegará um dia. O cérebro demora bastante para completar o seu desenvolvimento. A parte que responde pela linguagem, por exemplo, só estará inteiramente formada aos treze anos de idade. Daí ser tão importante que os meninos tomem intimidade com a leitura nos primeiros anos de escola.

Desde muito cedo as diferenças entre os sexos ficam evidentes no cérebro do bebê que ainda vai nascer. Uma delas é que o cérebro do bebê do sexo masculino se desenvolve mais lentamente que o do bebê do sexo feminino. Outra diferença é que no menino formam-se menos conexões entre os lados direito e esquerdo.

Em todos os animais, o cérebro tem dois hemisférios. Em animais simples como lagartos e pássaros, isto quer dizer que tudo é duplicado. Se uma pancada na cabeça apagar tudo que estiver contido em um dos hemisférios o outro poderá assumir todas as funções. Nos seres humanos é diferente (nós temos muito mais em que pensar), cada metade tem a sua especialização. Uma lida com linguagem e raciocínio, a outra com o movimento, a emoção, o sentido de espaço e posição. 
As duas metades “conversam” entre si através de um grande feixe central de fibras chamado corpo caloso. Nos meninos, o corpo caloso é relativamente menor em tamanho – existem menos conexões ligando um lado ao outro.

Recentes estudos demonstraram que os meninos tendem a resolver certos tipos de problemas, como adivinhações e trocadilhos, usando apenas um lado do cérebro, enquanto as meninas usam os dois. Isso pode ser observado claramente com o uso da tecnologia de mapeamento cerebral por meio da ressonância magnética. No cérebro da menina “todas as luzes acendem”, ao passo que, no do menino, “as luzes acesas” se localizam em determinada região de um lado apenas, o que irá causar enormes ramificações, que serão vistas mais tarde.


Por que a diferença?

Tanto antes, como depois do nascimento, o cérebro do bebê cresce como se fosse um broto de alfafa deixado ao sol – as células do cérebro se alongam sem parar e fazem novas conexões. A metade esquerda do córtex de todos os bebês da espécie humana cresce mais lentamente que a direita, mas nos meninos, o crescimento é ainda mais lento. O responsável por isso é a testosterona circulando na corrente sanguínea. O estrogênio, hormônio predominante no sangue das meninas, estimula o crescimento rápido das células do cérebro. Conforme vai crescendo, o hemisfério direito procura fazer conexões com o lado esquerdo. 

Nos meninos, como o hemisfério esquerdo ainda não está pronto, as células nervosas que se estendem do lado direito não tem onde “se ligar”. Então, voltam-se para o lado direito e fazem conexão lá mesmo. Como resultado, a metade direita do cérebro do menino fica mais rica em conexões internas e mais pobre com as conexões da outra metade. Essa é uma explicação possível para o maior sucesso dos meninos em matemática, que é principalmente “uma atividade do lado direito do cérebro”.

Explica também seu maior interesse em desmontar qualquer mecanismo e deixar as peças espalhadas! Mas devemos ter cuidado para não exagerar nas conclusões, já que às vezes, as expectativas dos pais, a prática e as pressões sociais também influenciam no talento natural e na habilidade. Esta claro que a prática realmente contribui para que as conexões se estabeleçam permanentemente, portanto o estímulo e o ensino afetam a “formatação” e a capacidade do cérebro.

Seja a causa hormonal ou ambiental, não há dúvida de que essas diferenças entre cérebros de homens e mulheres existem. Por causa da maior conexão entre os hemisférios, as mulheres que sofrem derrame cerebral, em geral, têm mais possibilidades de terem uma recuperação mais rápida e completa do que os homens. O cérebro delas consegue ativar novos caminhos entre a metade danificada e a sadia, restabelecendo as funções. Pela mesma razão, as meninas com dificuldade de aprendizagem se recuperam mais rápido quando recebem acompanhamento. Os meninos são mais suscetíveis à problemas resultantes de danos ao cérebro durante o nascimento. Esta pode ser outra explicação para o grande número de meninos com dificuldade de aprendizagem, autismo e outras disfunções.

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( Fim da Parte I )



Na próxima semana publicaremos a Parte Final desta matéria. O livro é “Criando Meninos”, de Steve Biddulph é um excelente orientador a todos os pais e orientadores que lidam diretamente com a criação de filhos homens. 

Recomendamos muito a leitura. Se desejarem comentar o tema, escrevam para o nosso e-mail: umbrindeavida@yahoo.com.br




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