quarta-feira, 14 de maio de 2014

"VIDA... LOUCA VIDA" - A FOFOCA E O BOATO - Os traços negativos das personalidades - por Neo Cirne

 A FOFOCA e O BOATO


Olá amigos, bom dia! Hoje falarei de dois temas universais e que sempre foram muito presentes na história da humanidade: A FOFOCA E O BOATO - Estes temas são traços negativos da personalidade. Antes de entrar na matéria vamos ver o que diz o dicionário sobre o que é a fofoca e o boato.

A fofoca consiste no ato de fazer afirmações não baseadas em fatos concretos, especulando em relação à vida alheia.
O boato é a notícia, a novidade que circula na boca do povo, sem origem conhecida que a autentique. Notícia falsa.

Bem, após as definições das palavras, vamos nós!

Recentemente conheci uma pessoa que adora fazer fofoca, seu grande prazer é lançar no ar palavras que estimulem a curiosidade ou a crítica sobre uma pessoa qualquer com a intenção de prejudica-la. Ela não mede esforços para fazer fofoca, muito menos agora, com a ferramenta das redes sociais. Ela passa o dia inteiro com seu smartphone na mão, tirando fotos, postando comentários negativos, lançando boatos e fazendo fofocas. 

Ela chega a ter uma identidade falsa na rede social só para poder lançar anonimamente o seu veneno. Ela é cruel! Tem o prazer mórbido de falar da vida alheia, com ou sem razão. E assim ela vai descuidando da sua própria vida. Porém, no caso desta pessoa, a fofoca era uma tradição familiar, coisa passada de mãe para filha Sendo assim, filha de fofoqueira não fugirá à regra. As pessoas não nascem fofoqueiras, ensinam-as a serem fofoqueiras e a terem uma vida sem graça e vazia. É uma questão comportamental, há necessidade de observar a vida dos outros para ter o que comentar. Este é o princípio dos reality shows, tipo BBB. Fofoqueiro adora ver o programa para poder ter o que comentar com as amigas. Pobre diversão!  




No nordeste diz-se que fofoqueiro é “bicho do cão”. Mesmo que o fofoqueiro não tenha nada contra você, bastará cruzar o seu caminho e ter uma certa empatia com você, que ele lançará sua teia. Irá se aproximar e mostrar ser seu amigo, irá investiga-lo primariamente e depois que você abrir o seu coração partilhando algum segredo, o fofoqueiro irá usá-lo contra você.

 Não que o fofoqueiro queira ter lucro com a sua fofoca, a coisa é patológica, o grande desejo dele é perturbar a sua vida, ele se nutre do estresse e da preocupação alheia... Ele quer é perturbar!

Já os boatos, são tipos de fofoca que objetivam um fim específico, mais amplo. Porém os dois, tanto a “Fofoca” quanto o “Boato”, tem o seu lado maléfico e causam grandes estragos.

Não sei se você, leitor, já foi vítima de alguma fofoca, mas se foi saiba que não é privilégio seu, desde que o mundo é mundo que a fofoca está presente na sociedade.


Alguns jornalistas vivem na mídia fazendo fofocas e vasculhando a vida íntima dos artistas. Existem revistas especializadas em fofocas. Muitos líderes e governantes já passaram por situações delicadas criadas pela fofoca. 

Você, com certeza, deve conhecer algumas pessoas assim, não é verdade? Eu conheço muitas e confesso que, vez por outra, eu compro uma destas revistas. Não que seu conteúdo seja mentiroso, mas que elas nutrem-se de uma boa fofoca, isto eu não tenho dúvida. O prato principal são as fofocas ligadas aos protagonistas das novelas da moda. Eles sofrem bastante com a privação de suas vidas. Um artista famoso tem que permanecer escondido boa parte do tempo para evitar o assédio dos fãs e dos paparazzis. 

Quando você for o centro da fofoca, o meu conselho é não se incomodar, pois no caso das fofocas, quanto mais você se justificar, mais vai expor a sua vida.
Incluam nas suas orações diárias as seguintes palavras: 
“Deus livrai-me das fofocas e das fofoqueiras. Que elas consigam preencher suas vidas com coisas úteis e fazendo o bem”.
Bem, amigos, saibam que a Fofoca tem até dia de comemoração no calendário, deve ter sido incluída por algum fofoqueiro importante, é o dia 15 de Janeiro. Não sei o “por que” da data.

Para mostrar que a fofoca tem feito um estrago danado na vida de pessoas importantes selecionei partes de um texto publicado no jornal “O Liberal”, do Pará, que retrata muito bem a História do Boato. Boa leitura e bom dia!

Tim-Tim!

Neo Cirne




O BOATO


Não há precisão do momento em que o “homo sapiens” articulou suas primeiras encenações nesse tom para ganhar ou não alguma coisa com isso. Há quem invente historias pelo simples prazer de inventar, sem pensar em ganho imediato ou mesmo mediato.

Há boatos que não agregam a fofoca, mas se registram como jogo político. Por exemplo, os aliados, na fase final da 2ª Guerra Mundial mantiveram um boato para que os alemães não descobrissem onde se daria a invasão numa praia francesa (afinal, a Normandia). Espalharam que se daria em outra praia, e usaram um cadáver como se fosse um espião morto em desastre aéreo com uma pasta cheia dos planos, obviamente falsos, do esperado e temido (pelos nazistas) desembarque.

Recentemente propagou-se o fim do mundo como o resultado da pesquisa em torno do calendário usado pelos maias, afirmando-se que o encerramento desse calendário em dezembro de 2012 seria um meio de dizer que nada mais restaria para marcar daí em diante. O pavor instalado a alcance de pessoas influenciáveis foi expressivo. Houve casos de suicídios com pessoas resolvendo acabar com suas vidas de um modo “menos pavoroso”.

E não foi o primeiro boato de fim de mundo. No ano 1000 da cristandade também houve pânico. Diziam que Jesus Cristo havia afirmado que o ser humano “de mil não passaria”. Como passou, a chegada de 2000 foi ainda pior. A frase: “Em mil chegarás de dois mil não passarás”.

O lucro imediato do boato é o susto

Quem prega boato incide em fofoca a espera de uma resposta de temor. E o reverso é uma falsa alegria. Boato de que alguém foi premiado em um jogo como a loteria, antes que este consulte o seu bilhete é muito encontrado. E o pior é que muitas vezes a pessoa já perdeu o bilhete, certa de que não tinha sido sorteada.

Há pouco a historiadora e arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel, em dissertação de mestrado (USP), conseguiu a exumação dos corpos de D. Pedro I e suas esposas Leopoldina e Amélia. Num trabalho minucioso rompeu com o boato de que o imperador havia empurrado da escada D. Leopoldina e ela falecera devido a fraturas provocadas com a queda. Na exumação constatou-se que não havia ossos quebrados. A imperatriz teria morrido devido a infecção causada depois de seu nono parto.

A história que se conta aos escolares de hoje passa por revisões que apostam em maior realismo considerando que muitos fatos foram moldados nos boatos muitas vezes impostos com vista a um nacionalismo apregoado pela política de época. Frases-feitas teriam sido moldadas e figuras famosas não seriam imaculadas como as informações orais e escritas passaram de pais para filhos.

Um boato serviu, por exemplo, ao que se propagou no tempo da chamada “guerra fria” através de norte-americanos (e no caso o embaixador dos EUA no Brasil, Lincoln Gordon), de que o Brasil estava se transformando em mais um país dominado pela União Soviética a partir do anúncio das reformas do presidente João Goulart, especialmente a agrária. Implantada a ditadura e o bi-partidarismo, a Arena chamava o opositor MDB de boateiro quando este falava em tortura. Hoje a Comissão da Verdade apura os fatos. 

A indústria do boato leva a um sistema de descrença. A sociedade atual está cada vez mais pedindo evidencias do que lhe afirmaram e afirmam ser verdade. Seria um modo de dizer que esta só pode surgir com a roupagem verdadeira. E os boateiros fazem questão de fantasiar os fatos seja em beneficio próprio, seja por má interpretação do que querem repassar.

(Partes do texto originalmente publicado em "O Liberal"/Pa em 24/05/2013)


Livrai-nos da maldita fofoca... Amém!


Tim-Tim!

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