quinta-feira, 20 de março de 2014

FALANDO DE AMOR (VI) - AS LOUCURAS DO AMOR - Crônica de Neo Cirne

FALANDO DE AMOR (VI)


Crônica de Neo Cirne



Meus amigos, eu me questionei muito em escrever sobre este tema, pois o Amor é a força mais intensa e pura do universo. Por ele somos capazes de cometer grandes movimentos, fazer desatinos ou atravessar mares revoltos. Estas são situações que jamais gostaríamos de passar por elas, mas mesmo sem querer, passamos.


Não há tema mais complicado para se falar do que a essência do amor e suas consequências. Gosto de observar a reação das pessoas e a minha própria, com um tema tão abrangente e enlouquecedor...



“As LOUCURAS do AMOR



Quando Deus, em sua infinita sabedoria, criou o céu e a terra, depois de povoar o planeta e colocar as coisas em seus devidos lugares, quis finalizar a sua obra criando um ser à sua imagem e semelhança, e criou o homem. Porém, percebeu que sua obra estava incompleta, pois havia a necessidade de construir uma companheira para o homem. Como um bom arquiteto, um artista fenomenal, numa noite, enquanto o homem dormia, ele subtraiu uma de suas costelas e dela, “plim!”, como num passe de mágica, produziu a mulher. Porém, ele, vaidoso por sua obra, quis sublimar-se e caprichou demais, tanto que a mulher, se você observar bem, não tem nada a ver com a sua obra primeira. Ao homem deu as retas e as mulheres a sensualidade das curvas.


Ao homem ele deu vários instintos, como o da caça, o da  força, a resistência e outro tanto de instintos e qualidades para as mulheres, fazendo-os realmente seres diferentes, em quase tudo. 


Quando se fala em diferença, dois aspectos são os mais debatidos: a sentimentalidade e a intelectualidade. Naturalmente, sempre haverá quem discorde. Aliás, a discordância entre os sexos é uma constante. E um tema que já proporcionou a criação de grandes filmes e boas novelas, como "Guerra dos Sexos" e "Tapas & Beijos".



 Diversas pesquisas já foram realizadas entre os homens e as mulheres no quesito inteligência. A psicologia popular estabeleceu uma grande diferença entre os sexos: o comportamental. Os homens são mais rápidos no raciocínio espacial e matemático, já as mulheres são melhores com as palavras e o seu raciocínio verbal é bem melhor do que o do homem, principalmente na hora de "discutir a relação". O homem sempre será visto como o vilão, por mais correto que seja.  

Em última análise, acredito que, no afã de "assinar a sua grande obra", Deus criou um ser que está muito acima dos homens, pois lhe deu a essência do amor e o poder da criação, a maternidade. 
Um poder que é por muitos homens invejado, pois eles sabem o quanto são dependentes deste amor maternal. 

Nos relacionamentos conjugais, o homem e a mulher, muitas vezes, não conseguem se desprender da relação filial e chamam o seu amor de “mãe” e de “pai”. No nordeste são mais carinhosos estes chamamentos, tornam-se "Painhos" e "Mãinhas", não há coisa mais “triste e desestimulante” do que ver um casal com este tratamento pessoal. Imaginem na hora do relacionamento íntimo? Oh! My God!!!



NA HORA DA IGREJA



Muitos casais sobem ao altar com este pensamento na cabeça: 

“Eu vou me arrepender pelo resto da vida, mas o meu coração me diz ele(a) é a pessoa da minha vida”



Eles passam os dias que antecedem o Dia “D” (dia de dizer SIM!!!) com a  cabeça quente e em dúvida. Esta dúvida sempre existe, mesmo que eles se amem muito, isto é normal. Porém, a angústia, o medo da nova responsabilidade e o estresse do momento são tão grandes que transformam a ocasião numa doce loucura.

Existem duas opções na subida ao Altar:
 Ficar e dizer SIM ou dizer NÃO e sair correndo. Como naquele filme “NOIVA EM FUGA” - 1999, com Julia Roberts e Richard Gere. Ela (Julia Roberts) era uma noiva que já havia fugido do altar por três vezes e estava prestes a tentar mais uma vez. 
Ele (Richard Gere) era colunista de um grande jornal que, quando soube da história de fugas no altar daquela noiva, foi fazer uma cobertura jornalística em sua cidade. Estava certo de que ela também deixaria o próximo “namorado” no altar. E assim, foi em busca da notícia e de uma inspiração para escrever a história da “noiva fujona”.  Ele acaba se aproximando e envolvendo-se com ela. Foi convidado para ser o padrinho do casamento, e ela, mais uma vez, desfez o seu quarto compromisso. Só que eles, o jornalista e a noiva, se apaixonaram, namoraram, marcaram casamento e foram pro altar... 
Querem saber o resto? Ela Foge num carro da FEDEX (CORREIOS DOS EUA)... E, tal qual os outros, o deixa no altar. Bem, o final, vocês veem no filme. Por coincidência, a TV Globo passou este filme por estes dias na Sessão da Tarde. 


OUTRA HISTÓRIA DE LOUCURA:


Eu conheci, no Rio de Janeiro, um cara muito rico, um próspero comerciante que morava num palacete. Ele tinha uma mania inédita, um vício de amar... Todos dirão, sem medo de errar, que ele era um "safadão", mas, na realidade tratava-se de um quadro patológico, diagnosticado como LOUCURA AMOROSA: Ele gostava de casar-se. Sim, esta é a pura verdade!

 Depois de separar-se da primeira esposa, com quem conseguiu viver dois anos e meio, adquiriu o hábito de apaixonar-se e casar-se. 

Ele conquistava a mulher, amava-a apaixonadamente, estreitava relação com ela e com a sua família, ofertava-lhe um lindo (e caro) anel de noivado, interpretava o papel de noivo apaixonado com tamanha maestria que todos acreditavam que ele era a pessoa mais feliz do mundo... 



Aí vinha: A preparação da festa (ele adorava), a contratação do buffet para centenas de pessoas, o conjunto, o coral e as flores na igreja, a cerimônia, a benção, as palavras do padre: 

“Eu lhes declaro Marido e Mulher!”. 



O beijo no altar, os cumprimentos dos amigos, a festança e, naturalmente, a maravilhosa lua-de-mel... Ele gastava uma "nota preta", mas como disse, era muito rico e podia bancar a sua "psicada".


 Pouco tempo depois, ele ficava deprimido e o casamento desandava. Eles discutiam a relação, e na conversava com a esposa ele propunha desfazer o relacionamento, dando-lhe uma alta indenização. 
Umas aceitaram, mas outras não... Teve que pagar muita pensão... Ele se casou oito vezes...


A última vez que soube dele, havia deixado de ser próspero, estava morando numa casa modesta numa praia do litoral do Rio de Janeiro. Morava com sua primeira esposa, mãe de seus dois filhos... 


Depois de quebrar financeiramente, tratou-se, ficou bom da loucura, deixou de ser um comerciante bem sucedido para ser um pescador.


Seu advogado, que era nosso amigo comum, me disse que ele estava bem mais tranquilo, mas que ao telefone ele teria dito que, se ele pudesse... Casava-se de novo!!!


Vai entender? Isto é loucura ou não é?




O fetiche do casamento é realmente bom, haja vista a quantidade de cerimônias coletivas que acontecem por aí. Observem a quantidade de mulheres que se acotovelam e brigam às vezes, nas recepções dos casamentos, na "Hora da Noiva jogar o Buquê de Flores"... 



Diz a lenda, que aquela que pegar o buquê, acaba casando com a pessoa que ama. E se não estiver amando, logo aparecerá seu príncipe encantado, por quem irá se apaixonar e viver uma vida mais dinâmica, eu acho. 






Apesar das diferenças serem tão gritantes entre o homem e a mulher. Este príncipe deverá ficar o resto da sua vida ao seu lado, fazendo-a a mulher mais feliz do mundo. Com jeitinho, as diferenças serão eliminadas gerando a tranquilidade e a emoção desejadas.



Todos querem muito a convivência deliciosa do amor... 

O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...


- Arthur da Távola -


Tim-Tim! Um brinde ao amor!


Neo Cirne

Colunista e Coordenador 
de UBAV-Brasil




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