domingo, 17 de novembro de 2013

"TAL PAI...TAL FILHO" - Pais sem pressa - Coluna de Sueli Santos


Queridos leitores da Ubav-Brasil
Estamos vivendo a era do ter que fazer muitas tarefas cumulativas, para sermos vistos como pro-ativos,  inteligentes e modernos. Passamos isso para nossas crianças como algo natural; sei bem que os tempos mudaram, e como mudaram... Não existe mais ter tempo, nem permissão, para brincar na rua. A violência que paira sobre as pessoas não nos permite a "esse luxo", então temos que ocupar o tempo das crianças com atividades extracurriculares, como se não fosse mais permitido apenas deixa-los crescer e desenvolver com a leveza que a idade precisa. Por isso, envio esse texto que fala sobre como os pais, na melhor das suas intenções "massacram" seus filhos com atividades, compromissos e tarefas que, provavelmente os pequenos ainda não estão preparados para enfrentar. 

Pais sem pressa
Movimento que prega a 'desaceleração' da rotina das crianças levanta debate sobre o excesso de atividades na infância
JULIANA VIN - ESTADO DE SÃO PAULO 
A infância se transformou em uma corrida rumo à perfeição, e as crianças, em mini executivos com agenda cheia de atividades. É o que argumentam os partidários do "slow parenting" (pais sem pressa), movimento que prega justamente o contrário: que as crianças tenham menos compromissos e mais tempo para fazer nada.
A ideia, que tomou corpo na Europa e EUA, ganha força aqui. Na semana passada, a primeira edição do "SlowKids", evento em prol da desaceleração da rotina das crianças, levou 1.500 pessoas ao parque da Água Branca, em São Paulo.
Na programação, atividades nada tecnológicas: oficina de jardinagem, brincadeiras antigas e piquenique. "As crianças precisam desligar os eletrônicos e interagir mais com os pais", diz Tatiana Weberman, uma das criadoras do projeto e diretora da agência Respire Cultura.
Segundo o jornalista britânico Carl Honoré, autor de "Sob Pressão" (Record, 368 págs., R$ 52), muitas crianças têm todos os momentos da vida agendados e monitorados.
"Elas têm dificuldades de serem independentes, ficam sob estresse e são menos criativas", disse Honoré à Folha.
Ele foi o primeiro a usar o termo "slow parenting". "Tudo começou quando a professora do meu filho disse que ele era um jovem artista talentoso'. Na hora, a visão de criar o novo Picasso passou pela minha cabeça", conta.
No mesmo dia, ele começou a procurar cursos de arte para o filho de sete anos, até que o menino disse: "Pai, não quero ter um professor, só quero desenhar. Por que os adultos querem sempre cuidar de tudo?".

O puxão de orelha fez com que ele voltasse atrás e começasse a pesquisar o super agendamento da infância. Segundo ele, tudo começa com a boa intenção dos pais. Mas a vontade de ser o pai perfeito transforma a educação em um jogo de tudo ou nada.
VIDA DE EXECUTIVO
Para a psicanalista Belinda Mandelbaum, professora do Instituto de Psicologia da USP, a educação de resultados antecipa o ensino de ferramentas para competir no mundo corporativo. "Vejo crianças aprendendo mandarim porque os pais acham ser importante para o futuro".
Quando o empresário Marcelo Cesana, 38, diz não ter pressa de que o filho Caio, 1, aprenda a falar, a ler e a escrever, questionam se ele não vai ter dificuldade para trabalhar. "Me acham bicho do mato, mas não quero antecipar as coisas", diz ele, que levou a família ao "SlowKids".

A gerente de supermercado Vanessa Sheila Dias, 36, também foi ao evento com a filha Anne, 8. O domingo no parque faz parte da ideia de reservar um dia para fazer nada. "A rotina da semana é maluca, passo a ansiedade para a Anne", diz ela, que já se pegou pedindo que a filha comesse um lanche de fast food mais rápido.
Anne não faz atividades extraescolares, assim como os filhos da psicóloga Patrícia Paione Grinfeld, 41.


"Outros pais me perguntam: Mas eles não fazem nada?” Como se fosse algo errado! Não, não fazem, eles brincam", conta a Patrícia. "Quero que crianças venham brincar com meus filhos em casa, mas todas são muito ocupadas, tem que marcar antes". As atividades extras não garantem que a criança vai aprender mais, diz Mandelbaum. "Muitas vezes, elas só aprendem a se adaptar a esse ritmo louco."

O primeiro efeito da correria é a ansiedade, diz a neuropsicóloga Adriana Fóz, coordenadora do projeto Cuca Legal, da Unifesp. "A criança fica frustrada pelo excesso de atividades e pela falta [quando se acostuma à agenda cheia]. Fica entediada com mais facilidade."

Não que toda atividade extra deva ser evitada, mas é preciso respeitar o tempo da criança. "Até os cinco anos os estímulos têm que ser mais naturais", afirma Fóz.
De seis a 12 anos, é hora de aprender de forma mais sistematizada, diz ela. Aí é preciso conciliar o que os pais consideram ser importante com o desejo e as habilidades da criança, cuidando para que ela tenha tempo livre.
"O ócio estimula a criatividade e a curiosidade por temas e experiências diversas", afirma a educadora e antropóloga Adriana Friedmann.


 
Obrigado amigos e 
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Sueli Pereira dos Santos
CRT 25.188

Terapeuta Sistêmica (Familia, individual e casal) – Psicopedagoga clínica – Letras - Psicomotricidade e Desenvolvimento Humano – 


Distúrbios/Transtornos de Aprendizagem – Aprendizagem e Psicopedagogia - Bioenergia - Dinâmicas de Grupo - Educação e Psicologia Social/clinica – Leitura corporal - Belo Horizonte - 

www.terapeutasistemica.blogspot.com


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