sábado, 18 de maio de 2013

"PARA LER AOS POUCOS..." O TRÂNSITO E O ÔNIBUS ELÉTRICO - A AJUDA IMEDIATA PARA A ECONOMIA E A MOBILIDADE URBANA - Por Neo Cirne


Um dos grandes problemas que afeta a população mundial é o deslocamento urbano. Aqui no Brasil, o trânsito das megalópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília é muito problemático. Outras cidades grandes de nosso país sofrem com as enormes retenções formadas nos horários de grande deslocamento. Hoje destacaremos como exemplo de um trânsito confuso, a Cidade de Brasília.


A grande quantidade de carros pelas vias da cidade é imensa. A frota de ônibus é insuficiente para atender a população que se submete a grandes deslocamentos. A malha viária não tem sido ampliada, vemos quase sempre uma maquiagem, com a criação de faixas seletivas, recapeamento asfáltico e colocação excessiva de pardais como forma de organizar o trânsito.

Por ser uma cidade projetada para abrigar a administração federal Brasília possui prédios pequenos com arquitetura moderna, mas que numa ótica realista está completando mais de 50 anos. Já é tempo para ser revista a lei que regulamentou as edificações pequenas, alguns prédios já estão sendo construídos com mais andares, mas em localidades do entorno, como Cruzeiro e outras.
Os prédios de Brasília eram inicialmente destinados à moradia dos funcionários. Eles são pequenos, de quatro andares, no máximo e a maior parte não possui garagem. A população foi aumentando e os problemas aparecendo. Por falta de espaço físico esparramou-se em outros locais, até hoje não definidos como cidade ou distrito, são "Regiões Administrativas". Enfim, como consequência de décadas da abandono o Distrito Federal esparramou-se muito. Morar no DF exige um grande sacrifício da população no seu deslocamento. Em volta de Brasília e das "Regiões Administrativas que pertencem ao DF" estão as chamadas "cidades do entorno", que são cidades do Estado de Goiás, que já existiam ou cresceram em volta do DF. (vejam o mapa)


 Apenas para arrumar as nossas ideias estou colocando estes dois mapas. Tentaremos entender o que acontece com o super-trânsito no Distrito Federal. Tudo e todos passam por Brasília, uma pessoa que viaje de carro do Sul para o Norte, passa por Brasília e vice-versa. Acumula-se a estes viajantes todo o tráfego das localidades do DF que dirigem-se à Brasília, vejam:

REGIÕES ADMINISTRATIVAS DO DF

A frota de carros circulantes pelas principais vias do DF é imensa e o deslocamento parece um problema infindável. Estimular a venda de carros gera uma grande receita para o país. Os grandes órgãos da mídia parecem só ter olhos para as indústrias automobilísticas, visto que, a cada intervalo comercial na TV, a maioria dos anúncios são de promoções de veículos. Quem compra um carro quer locomover-se, mas como? As vias estão congestionadas 24 horas por dia. Há um tempo atrás, passando pelo EIXÃO, uma das vias principais de que corta a Capital Federal, observei a quantidade imensa de carros circulantes, e isto de madrugada, imaginem nos horários de maior fluxo. É muito difícil, tudo é distante e leva-se tempo demais nos deslocamentos.

Soluções imediatas têm que ser pensadas e sair do papel para a execução. Não basta idealizar e não definir atitudes, esperando que um mega-empresário se interesse em realizar a obra que devido a entraves burocráticos, dificilmente sai do papel.

São Paulo, que é a cidade que possui os maiores congestionamentos do país, trata com muita responsabilidade este assunto e pensa em novas soluções. Assim como Brasília, sendo que numa proporção bem maior, a cidade recebe em seu deslocamento os moradores da capital, de localidades próximas, do interior do estado e de todo o Sul e Sudoeste Brasileiro. Gente! É muito carro! Estes gargalos estendem-se pelas rodovias federais, a Regis Bittencourt, que liga São Paulo à Curitiba, passagem obrigatória para o Sul do país é terrível... É uma aventura trafegar por ela.

 No Rio, os problemas não são diferentes. Sair ou entrar pela Rodovia Presidente Dutra, na altura da baixada fluminense, é um exercício de paciência extrema, isto sem contar os engarrafamentos normais das Linhas vermelha e Amarela. Onde vamos parar? Esta é a pergunta de todo o dia de quem dirige por aí: Onde vamos parar engarrafados no trânsito destas cidades?

BOA NOTÍCIA
Para nossa satisfação, vi uma matéria publicada na Agência Brasil, que fala da Cidade de Curitiba, que não tem um trânsito tão pesado quanto as citadas, mas saiu na frente com mais uma ideia: A utilização de ônibus elétricos, os HIBRIBUS, Uma tentativa de melhorar a qualidade do ar e economia de combustível fóssil. Por outro lado, em termos de Mobilidade Urbana Inteligente, Curitiba sempre esteve na frente do resto do país. Lá aprendemos o que era ter uma via expressa de qualidade e uma frota que prima pela pontualidade, equiparando-se ao serviço metroviário. 

Com a chegada dos Grandes eventos, como a Copa das Confederações, da Jornada Mundial da Juventude, da Copa do Mundo e das Olimpíadas em 2016, o nosso país será submetido a um grande teste. Sabemos que sozinho, o governo não terá condições de receber bem esta grande quantidade de irmãos moradores em outros países. Precisamos estar unidos e ajudar, pelo menos exercitando a paciência, para que mostremos ao mundo que, quando queremos, podemos ser melhores.
A citação da cidade de Brasília, deveu-se apenas para mostrar a necessidade de atenção imediata que aquela linda cidade requer, com relação a melhor utilização dos seus espaços. Pois, as maiores cidades do país, em termos de mobilidade, estão melhorando no que é possível melhorar, apesar do aumento da frota circulante. Daí a necessidade de se modernizar as estradas para facilitar as vias de escoamento da produção, repensar na reativação de nosso transporte ferroviário e modernização dos portos brasileiros.

O governo está de parabéns por esta iniciativa que gerou grande correria no Congresso Nacional para aprovação da Lei de Modernização dos Portos. Não há mais tempo a perder! Tim-Tim! 

Neo Cirne



Vamos encerrar este comentário colocando a matéria da Agência Brasil, leiam e informem-se:

Curitiba é a primeira cidade do país a produzir ônibus elétrico

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A capital do Paraná, Curitiba, foi pioneira no país na produção de ônibus elétricos para transporte coletivo. No município já estão em operação 30 veículos hibribus, ônibus movidos por dois motores, um deles abastecido por energia elétrica e outro, por biodiesel. Esse é o primeiro ônibus híbrido produzido pela Volvo no Brasil, por encomenda da prefeitura de Curitiba. O investimento, porém, foi feito pelas empresas privadas do setor de transporte urbano.
A operação desses veículos começou em setembro do ano passado em linhas alimentadoras, que têm muitas paradas. Segundo informou à Agência Brasil a assessoria da empresa Urbs-Urbanização de Curitiba, responsável pelas ações estratégicas de planejamento, operação e fiscalização que envolvem o serviço de transporte público na capital paranaense, o ônibus híbrido é mais eficiente quanto maior for o número de paradas, porque a cada frenagem ele recarrega a bateria.
Além de ser menos poluente, o ônibus elétrico é silencioso, porque o motor elétrico é usado no arranque, etapa que provoca mais barulho nos ônibus convencionais. O silêncio é uma das vantagens que o ônibus elétrico apresenta em relação aos veículos convencionais, além do conforto que oferece ao motorista e aos passageiros, ressaltou o condutor José Osnir, da Auto Viação Marechal, que dirige um desses ônibus. “É bem melhor que os outros ônibus (convencionais) porque o sistema de câmbio é automatizado. É silencioso e confortável. Cansa menos. E o pessoal (passageiros) está gostando”, disse à Agência Brasil.
O motor a biodiesel entra em funcionamento em velocidades superiores a 20 quilômetros por hora, e é desligado quando o veículo está parado. O ônibus consome 35% menos combustível e mostra redução de 35% na emissão de gás carbônico, em relação a veículos com motores Euro 3 (norma europeia para controle da poluição emitida por veículos motores). Oferece também redução de 80% de óxido de nitrogênio (NOx) e de 89% de material particulado (fumaça).
O hibribus foi lançado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho de 2012 no Rio. Atualmente, os 30 ônibus híbridos percorrem cinco linhas, uma circular e quatro convencionais, bairro a bairro, que cortam toda a cidade. Essas linhas juntas transportam cerca de 20 mil passageiros/dia. Os ônibus elétricos têm capacidade para 85 passageiros cada.
No Rio de Janeiro, foi publicado no Diário Oficial do dia 16 de abril decreto criando o GT Veículos Elétricos. Trata-se de um grupo de trabalho que irá avaliar a implantação de uma fábrica de veículos elétricos no estado. O GT será coordenado pelo Programa Rio Capital da Energia, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedeis). A próxima reunião do grupo está programada para a primeira semana de maio.
Várias secretarias estaduais terão representantes nesse grupo, além empresas Nissan do Brasil, Petrobras, Light, Ampla e a Agência de Promoção de Investimentos do Rio de Janeiro (Rio Negócios).
A Coordenadora do Programa Rio Capital da Energia, Maria Paula Martins, informou à Agência Brasil que a ideia do grupo de trabalho é estudar a infraestrutura necessária para viabilizar o uso de carros elétricos no Rio. “A partir desse estudo é que seria viabilizada conjuntamente uma fábrica da Nissan, que vai produzir carros elétricos. A Nissan é pioneira nesse tipo de veículos no mundo. O governo do estado não teria participação nessa fábrica. O investimento é privado”, disse ela.
Os investimentos se aproximam de R$ 400 milhões. Maria Paula destacou que ainda não há uma localização ideal prevista para a construir a fábrica. ”Essa localização só será identificada a partir dos estudos que demonstrarem a infraestrutura necessária a ser implementada”. Poderão ser concedidos incentivos pelo governo fluminense nos mesmos moldes dos que foram dados a outras montadoras, como o financiamento de parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) durante o período do investimento.
Para a coordenadora do Programa Rio Capital da Energia, a principal vantagem que o veículo elétrico apresenta é que não é poluente, não consome um combustível fóssil, não emite gases, é silencioso e pode ter um custo competitivo.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financia de forma diferenciada a aquisição de ônibus híbridos e elétricos produzidos no país, dentro da linha Finame, voltada para a compra de máquinas e equipamentos nacionais. Esse tipo de veículo começou a ser financiado pelo banco em 2012. De lá para cá, as operações aprovadas somam empréstimos no valor de R$ 140 milhões. Não há limite estabelecido para os financiamentos à compra desses veículos pelas empresas, informou a assessoria de imprensa do BNDES.


Edição: Tereza Barbosa
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