sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

NEO-DAY - As Feridas do Coração - Por Neo Cirne

NEO-DAY - Mensagem para um novo dia feliz!

   "AS FERIDAS DO CORAÇÃO"


Talvez você já tenha passado pela desagradável experiência de cortar sua mão com uma folha de papel. Um corte pequeno e dolorido, não é? Tão pequeno, mas que incomoda tanto que nos tira os movimentos da mão. Talvez, você já tenha tido a experiência de ferir-se em algum acidente, mais grave... Não importa... Ambas são feridas. Umas mais fáceis de cicatrizar do que outras, mas todas as feridas cicatrizarão se tomarmos cuidado e deixarmos que elas cicatrizem-se naturalmente.


Conheço até pessoas que se machucam, propositalmente. Gente que sente prazer em arrancar roer unhas até sentirem dor; espremem espinhas, ou removem as casquinhas das feridas, retraumatizando a antiga ferida, que assim, custa a cicatrizar. Talvez sintam prazer na dor, ou talvez ainda precisem aprender algo com aquela ferida. Assim, neste mesmo movimento de alongar as dores existem as feridas no coração. Existem umas que são mais simples, fáceis de curar. Outras nem tanto, são maiores, bem mais profundas.
Existem aquelas, que estando quase cicatrizadas, são reabertas e re-traumatizadas pela própria pessoa, aquela história da casquinha, que falei acima... Talvez façam isto para lembrarem-se do que aconteceu com elas e, sem se perdoarem pela perda da emoção, potencializam suas dores. Não param de sofrer. Quem sabe façam isto porque precisem daquele sofrimento para lembrarem onde erraram, pondo tudo a perder. Reavivam as suas culpas e fazem com que os seus corações se machuquem mais.


Sabemos que os sentimentos vem da cabeça, de nossa mente consciente, porém acredita-se que o homem não tenha em seus pensamentos amorosos a participação direta e cúmplice do coração. Sempre foi assim, desde de que o mundo é mundo, põem a culpa no pobre do coração.

A cabeça comete o erro e o coração é quem paga o pato! 

Às vezes qualificamos nosso coração com alguns termos pejorativos. Chamamos o coração de leviano, coração mole, coração de pedra, coração vagabundo, coração bobo, coração solidário, coração festeiro, "coração de Maria vai com as outras" (esta eu nunca entendi...rsrs), coração de "manteiga derretida", enfim, o coração leva a fama, fica triste e adoece com isso, sabiam? A mente ouve o adjetivo e faz o coração assumir o referido comportamento pro resto de sua vida.

Ao coração sobra o lirismo, o brilho e pureza de atitudes, assim observamos que as feridas do coração prendem-se mais a tristeza de um amor não correspondido. Guardadas na mente e não no coração as imagens de um passado feliz nos fazem sofrer. Saibam vocês que as feridas do coração cicatrizam-se também, claro, se deixarmos que cicatrizem naturalmente. Precisamos dar um tempo pra que ele se recupere realmente de todo o desgaste emocional.


Às vezes, é necessário proteger uma ferida aberta no corpo para que ela se recupere mais rapidamente e tratamos logo de cobri-la. E, até mesmo as feridas do coração procuramos cobrir, disfarçar e esquecer, dizendo que o "tempo cura", ou arrumando outro(a) namorado(a) e mesmo sem amar vamos apresentando-o(a) pessoalmente, ou por fotos nas redes sociais, ao seu grupo de amigos. A isto chamamos de "amor estepe", em alusão aos pneus dos carros: Furou? Coloca-se outro. Assim, todos pensarão: Hum! Que legal! Ela(e) superou!, dirão.

Mas será que isto é verdade? Ou apenas deixamos de olhar para a "ferida", esquecendo de cuidá-la. Se for assim ela não cicatrizará, lembram? No íntimo, a pessoa, que sofre verdadeiramente com a dor do amor, saberá que ainda não superou a emoção vivida e que tenta sufocá-la de todas as formas.

Toda relação amorosa cria momentos inesquecíveis. O casal mesmo rompendo seus elos de carinho, no silêncio dos seus quartos, lembrará dos momentos marcantes: Aquele lugar especial pelo qual passaram. Aquela música que marcou a primeira dança. A primeira poesia. O primeiro olhar. A respiração ofegante do primeiro encontro, a face ruborizada, o primeiro beijo.

Assim são as relações afetivas. Quando elas se rompem, estes ícones de carinho, que tanto nos faziam bem, não somem de imediato, ficam ativos, torturando emocionalmente por algum tempo ou por muito tempo. Sabem por que? Porque foram lindos, emocionantes, especiais, marcantes demais...

Para serem esquecidos teremos que adotar a Lei Básica dos Alcoólicos Anônimos? - Não manter contato com o que nos arremessa à condição que nos debilita e deprime. Ao passado saudoso que nos faz dependentes e frágeis. Ficamos vulneráveis a estes saudosos sentimentos antigos, o melhor é deixar o tempo passar. No peito a saudade cativa e pede para permanecer.

Quantos de nossos comportamentos e de nossas angústias são feridas antigas, amontoadas em nosso inconsciente. São deixadas de lado, esquecidas, abandonadas e que jamais foram cuidadas? Por isso permanecem vivas.

Não repita antigos erros e não maltrate mais o seu coração. 

Somente para ilustrar, contarei uma história pra vocês:

"Recordo de um caso em que o amor que uma pessoa sentia por outra, não havia acabado totalmente. Apesar de rompidos os laços do relacionamento e ele estar vivendo um novo romance, os laços da afeição e do carinho pela ex-namorada não estavam totalmente desfeitos. Ele esquivava-se dela e ela escondia-se dele. Passados alguns anos, ele já não lembrava tanto daquele grande amor e ela dedicava-se mais as suas atividades profissionais. Até que um dia, num telefonema dela para ele, na semana da criança, ela anunciou que aproveitaria a folga do feriado prolongado e iria ao seu encontro. Queria vê-lo. Dizia que sentia sua falta, muita saudade e que desejaria retomar a antiga história. 

Ele perdeu a voz... Não sabia o que dizer, ficou tonto. Sabia que aquela emoção lhe doía ao peito. Aquela era a possibilidade que sonhou por muito tempo, pois aquela mulher havia sido o grande amor de sua vida e um grande amor não se esquece facilmente. A ferida ainda estava aberta, cicatrizando. Encantou-se com a possibilidade, pois sentia o reviver daquela grande paixão. Era uma ferida ativa sim, daquelas que o tempo não tinha conseguido curar.

Eu, ao ouvir o seu relato, recomendei-lhe, prudência, pois o destino estava pondo-o à uma dura prova. Falei-lhe de controlar a respiração e a emoção. Agir com sabedoria e não se deixar levar facilmente nesta grande onda emocional.  

 Assim, ele esperou que ela fizesse o movimento, aguardou o encontro... Que não se consumou. Talvez por medo dela ou dele de reabrirem o peito e curarem seus corações, preferiram ficar com as suas feridas do coração abertas. Uma pena, não rolou. 


Este foi o caso de um cliente que me adotou como seu amigo-confidente. Ele dizia que sentia-se melhor quando desabafava comigo. Acho que quase todo dentista tem um pouco de analista. Chegava a marcar hora no meu consultório odontológico e dizia: - Não se preocupe doutor pagarei sua hora clínica. Eu me sinto tão bem quando venho aqui que é como se estivesse consultando com meu analista. E completava que saber ouvir era uma das minhas virtudes. 
Não sei se isto é verdade, mas eu gostava de saber que meus clientes sentiam-se bem depois de conversarem comigo. Um papo amigo sempre vai muito bem. Evidente que não cobrei a consulta ao cliente-amigo. 
Tinha prazer em ouvi-lo e ajudá-lo. Saber que os pacientes abriam seus corações comigo, revelando o que tinham de mais puro e pessoal, era uma prova de que eu era merecedor de confiança. Sempre prezei a ética e em 35 anos de odontologia ouvi muitas histórias... Foi uma experiência incrível! 




Pensava o meu cliente: 
Preciso curar meu coração, por mais que eu a ame, as relações depois de rompidas deixam sequelas que dificultam até as relações futuras. E negando-se a sofrer mais destruindo seu relacionamento atual, preferiu seguir sua vida de forma mais racional do que emocional, tentando esquecer a ex-mulher amada. Porém, nunca conseguiu deixar de lado a lembrança dos maravilhosos momentos vividos ao lado dela.  


Se você que está lendo este Neo-Day e já passou por dor, semelhante a esta, de um Coração Ferido, pare e pense um pouco. Se realmente você acredita que não existe tratamento para estes casos, saiba que... Ele existe! É através de uma maneira simples, da prática da Respiração Profunda e Equilibrada. Ferramenta básica da Hipinose Moderna e de técnicas de meditação, como o IOGA.





UMA FORMA DE TRATAR A FERIDA DO CORAÇÃO

Procure um lugar tranquilo feche os seus olhos e preste atenção à sua respiração...Respire calma e profundamente umas 10 vezes seguidas e depois vá diminuindo a amplitude e deixando o seu coração ditar o ritmo. Desapegue-se mentalmente das coisas que lhe incomodam e saiba que o ar inspirado fará uma limpeza geral no seu organismo. Pense no seu corpo como um todo. Converse mentalmente com os seus órgãos e membros. Dê-lhes vida, afinal você os conhece bem (desde que nasceu). Conheça-se e valorize-se! 

Enquanto você respira profunda e pausadamente, pense de maneira positiva no sucesso da cura do seu emocional e deixe que o oxigênio inalado irá cuidando de suas feridas. Ele cuidará primeiro das feridas mais recentes... Depois, das mais antigas... Enfim, cuidará de todas. 
Crie uma imagem de uma bolha azul envolvendo seu corpo e as pessoas que direta ou indiretamente sejam responsáveis por aquela "ferida cordial"
Mentalize o perdão e o bem. Pense na sua angústia como um escravo que você mantém vivo e sobre o seu domínio, diga-lhe: Você não pertence mais a mim e eu te liberto. 

Vá sentindo que todas as feridas estão se cicatrizando. Perceba que é possível deixar o ar percorrer todo o seu corpo e ir limpando saudavelmente, confortavelmente curando.

Repita esta técnica duas, três, quantas vezes forem necessárias, pois, não esqueçam: todas as feridas cicatrizam se as deixarmos cicatrizar, até as feridas do coração. 

Sempre é possível olhar para uma cicatriz, ou lembrança do passado de algo que já está curado e lembrar sem dor daquele episódio, que foi tão difícil em sua vida e hoje pouco ou nada representa.




Assim seguimos nós, caminhando nesta Estrada da Vida, pensando positivamente em busca de um Novo Dia (Neo-Day) cheio de esperanças e boas lembranças, sem ter de carregar a dor das feridas do passado e sim as boas lembranças de um processo evolutivo!

Este é um método citado, é uma simples atitude de auto-hipnose. Ele funciona com a sua visualização e imaginação. Sem mistérios e muito eficaz. Este método pode resolver qualquer ferida no corpo e no coração. Está muito próximo dos conceitos de auto-sugestão, que comprovadamente dão certo. Você deve fazê-lo com muito boa vontade e perdão a si mesmo e as pessoas envolvidas naquela dor. 

Se você, neste momento de interiorização, estiver acompanhado por um bom profissional da área de psicologia com especialização em hipnose, será bem melhor e eficaz. Porém, se fizer sozinho(a) dará certo também. Boa caminhada!



E diga sempre assim: 

NO MEU CORAÇÃO TINHA UMA FERIDA... 
ELA NÃO EXISTE MAIS!  




Acredite nesta mensagem, bola pra frente e seja feliz!  


Tim-Tim!


NEO CIRNE

Colunista e coordenador
de
UABV-BRASIL

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