terça-feira, 6 de novembro de 2012

"DINHEIRO TRÁS A FELICIDADE?" Por Luiz Alberto Marinho


O DINHEIRO TRAZ FELICIDADE?

Afinal, o que você acha? O dinheiro traz ou não a felicidade? Anos atrás uma universidade americana entrevistou pessoas em várias partes do mundo e concluiu que, o ganho de bem-estar subjetivo não era proporcional ao aumento da conta no banco. Ou seja, depois que a gente já tem mais do que precisa, acumular dinheiro não acrescentaria mais felicidade. E sim fatores externos como saúde, satisfação no trabalho e harmonia familiar é que nos fariam felizes.

Há dois anos atrás, o Instituto Gallup em 130 países sugeriu justamente o contrário. O Gallup descobriu que, com raras exceções, as populações das nações mais ricas são as que se julgam mais felizes e que os países mais pobres maior quantidade de gente insatisfeita com a vida que leva, o que comprovaria a relação entre o alto poder aquisitivo com o bem-estar subjetivo. E agora? Quem afinal tem razão?

Imagino que o crescente materialismo da nossa sociedade e a maior demanda de pessoas por serviços e produtos de boa qualidade, como planos de saúde, previdência privada, ensino particular, posse de aparelhos de última geração, pode estar mesmo levando mais gente para o lado dos que associam o dinheiro à felicidade.

Curiosamente, um dos pontos fora da curva de todas as pesquisas relacionadas à felicidade é o Brasil. No relatório do Gallup, a avaliação que os brasileiros fazem de suas vidas está nivelada com a dos habitantes de países mais desenvolvidos, como Estados Unidos, Inglaterra, Espanha, Alemanha e Austrália. Por outro lado, estudo feito pelo Instituto Ipsos descobriu que por aqui pobres e ricos estão igualmente incomodados com vários aspectos da realidade nacional. Como isso se explica?

Pesquisa do Datafolha, divulgada há dois anos, pode dar uma pista sobre a aparente contradição. Nada menos que 76% dos brasileiros disseram que eram felizes. Porém, quando perguntados se os demais brasileiros seriam felizes, a resposta foi outra, somente 28% dos entrevistados enxergaram a felicidade na vida de seus conterrâneos. Ou seja, quando pensamos sobre a felicidade pessoal, nós tendemos a refletir nosso incorrigível otimismo. 

Mas, quando somos convidados a pensar sobre a vida que levam os vizinhos, a realidade fala mais alto e fatores negativos que ainda afligem nosso país, como insegurança, corrupção, impunidade, más condições do sistema de saúde, má qualidade do ensino, rebaixam a nossa avaliação de felicidade exterior.

Tudo isso confirma como a relação entre o dinheiro e a felicidade é complicada. Talvez a melhor resposta não venha dos pesquisadores e cientistas, mas sim de nosso próprio coração. Não dá para se negar que a riqueza material traz conforto e acesso a coisas que nos proporcionam segurança e muito prazer num curto prazo. Porém, se isto não estiver acompanhado de fartas doses de amizade, reconhecimento e amor, a felicidade não será completa.



Autoria: Luiz Alberto Marinho, publicitário e não tem tudo que ama, mas ama tudo que tem.




Nota de UBAV-BR: Pela importância e qualidade do texto publicado na Revista Vida Simples, socializamos com os nossos queridos leitores. 
Particularmente, que o dinheiro ajuda um pouco na busca dos objetivos que nos farão mais felizes, mas a felicidade é um estado de espírito, conheci pessoas paupérrimas que eram felizes, cuja felicidade cativava, emocionava e servia de exemplo. Achamos também, que a frase atribuída a Glória Kalil exprime bem a relação do dinheiro, vejam:




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Bom dia!

Tim-Tim!

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