sexta-feira, 30 de março de 2012

MOMENTO DE FÉ ... A ORAÇÃO QUE EU ESQUECI ... Paulo Coelho



Amigos queridos, com muito prazer envio esta preciosa oração, em nosso momento de fé que é de autoria de um escritor brasileiro consagrado. Refiro-me a Paulo Coelho, li recentemente em um de seus livros "SER COMO O RIO QUE FLUI" (Pensamentos e Reflexões), da Editora AGIR, num capítulo onde ele fala desta oração de sua autoria. Ele conta uma breve história que ele estava andando pelas ruas de São Paulo, quando um amigo o entregou um panfleto, ele observou que no verso estava uma oração, assinada por quem? Adivinhem! Por ele, Paulo Coelho, pois é, ele a havia publicado na contracapa de um livro de poesia...na década de 80. Ficou surpreso ao reencontrar a oração que ele havia esquecido, daí, talvez, o nome do capítulo A ORAÇÃO QUE ESQUECI. 
Eu li e fiquei até emocionado, pois ela é simplesmente linda. Espero que apreciem. 
(Na foto ilustrativa a Fé Baiana, na grade que circunda a Igreja do Senhor do Bonfim, na Cidade de Salvador). 
Bom dia!



ORAÇÃO QUE EU ESQUECI  

SENHOR, 

PROTEJEI AS NOSSAS DÚVIDAS, PORQUE A DÚVIDA É UMA MANEIRA DE REZAR. É ELA QUE NOS FAZ CRESCER, PORQUE NOS OBRIGA A OLHAR SEM MEDO PARA AS MUITAS RESPOSTAS DE UMA MESMA PERGUNTA. 

E PARA QUE ISTO SEJA POSSÍVEL, SENHOR, PROTEJEI AS NOSSAS DECISÕES, PORQUE A DECISÃO É UMA MANEIRA DE REZAR. DAI-NOS CORAGEM PARA, DEPOIS DA DÚVIDA, SERMOS CAPAZES DE ESCOLHER ENTRE UM CAMINHO E O OUTRO. 

QUE O NOSSO SIM SEJA SEMPRE UM SIM, E QUE NOSSO NÃO SEJA SEMPRE UM NÃO. 
QUE UMA VEZ ESCOLHIDO O CAMINHO, JAMAIS OLHEMOS PARA TRÁS, NEM DEIXEMOS QUE NOSSA ALMA SEJA ROÍDA PELO REMORSO. 

E PARA QUE ISTO SEJA POSSÍVEL, SENHOR, PROTEGEI AS NOSSAS AÇÕES, PORQUE A AÇÃO É UMA MANEIRA DE REZAR. FAZEI QUE O PÃO NOSSO DE CADA DIA SEJA FRUTO DO MELHOR QUE LEVAMOS DENTRO DE NÓS MESMOS. QUE POSSAMOS, ATRAVÉS DO TRABALHO 
E DA AÇÃO, COMPARTILHAR UM POUCO DO AMOR QUE RECEBEMOS. 

E PARA QUE ISSO SEJA POSSÍVEL, SENHOR, PROTEGEI OS NOSSOS SONHOS, PORQUE O SONHO É UMA MANEIRA DE REZAR. FAZEI COM QUE, INDEPENDENTEMENTE DE NOSSA IDADE OU DE NOSSA CIRCUNSTÂNCIA, SEJAMOS CAPAZES DE MANTER ACESA NO CORAÇÃO A CHAMA SAGRADA DA ESPERANÇA E DA PERSEVERANÇA.



E PARA QUE ISTO SEJA POSSÍVEL, SENHOR, DAI-NOS SEMPRE ENTUSIASMO, PORQUE O ENTUSIASMO É UMA MANEIRA DE REZAR. É ELE QUE NOS LIGA AOS CÉUS E À TERRA, AOS HOMENS E ÀS CRIANÇAS, NOS DIZ QUE O DESEJO É IMPORTANTE E MERECE O NOSSO ESFORÇO. É ELE QUE NOS AFIRMA QUE TUDO É POSSÍVEL, DESDE QUE ESTEJAMOS TOTALMENTE COMPROMETIDOS COM O QUE FAZEMOS. 

E PARA QUE ISTO SEJA POSSÍVEL, SENHOR, PROTEJEI-NOS, PORQUE A VIDA É A ÚNICA MANEIRA QUE TEMOS PARA MANIFESTAR O TEU MILAGRE. QUE A TERRA CONTINUE TRANSFORMANDO A SEMENTE EM TRIGO, QUE NÓS CONTINUEMOS TRANSMUTANDO O TRIGO EM PÃO. E ISTO SÓ É POSSÍVEL SE TIVERMOS "AMOR" - PORTANTO, NUNCA NOS DEIXE EM SOLIDÃO. 

DAI-NOS SEMPRE A TUA COMPANHIA, E A COMPANHIA DE HOMENS E MULHERES QUE TÊM DÚVIDAS, AGEM, SONHAM, SE ENTUSIASMAM, E VIVEM COMO SE CADA DIA FOSSE TOTALMENTE DEDICADO À TUA GLÓRIA. AMÉM. 
PAULO COELHO



De parabéns o nobre escritor por sua "ORAÇÃO QUE EU ESQUECI..."

TIM-TIM!

quinta-feira, 29 de março de 2012

"Grandes Mestres da Literatura" - RUBEM ALVES - by Neo Cirne

Queridos leitores, começamos hoje uma nova coluna dedicada a valorização da Literatura. Nosso desejo é desfilar pra vocês alguns mestres da literatura e trechos de suas obras para mostrar o valor destes maravilhosos profissionais na arte de escrever.


Para começar este quadro apresentaremos o querido escritor brasileiro Rubem Alves, boa leitura.

Rubem Alves é natural de Boa Esperança – MG, no dia 15 de setembro de 1933. É psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro. Em suas obras aborda temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis.
Recentemente li um dos livros do nosso homenageado, chama-se “Se eu pudesse viver minha vida novamente...”, da Editora Verus e que recomendamos a leitura. Nela, Rubem Alves viaja no tempo e no espaço e lança o olhar sobre os sonhos, sobre as perdas e ganhos, detendo-se nos pequenos detalhes que fazem toda a diferença, recorrendo a memórias ora felizes e ora dolorosas, quase sempre com um toque de nostalgia que não é arrependimento, mas sim uma saudade gostosa de algo vivido em plenitude.
É assim, com extrema delicadeza, que chega ao coração e à mente de cada um de nós, despertando-nos para o agora, acordando em nós o desejo de viver da forma diferente – nunca é tarde para isto -, de aproveitar cada instante, de valorizar cada minuto, enchendo-o de beleza, de vontade, de leveza.
 Na segunda parte desta obra, Rubem Alves tece considerações sobre o tempo que passa no capítulo TESTAMENTO vamos mostrar este capítulo pra vocês recomendando a leitura do livro. Onde ele faz uma analogia com a vida e a vela. Observem...

TESTAMENTO

Tempos atrás eu sugeri que se fizesse uma mudança na liturgia que marca a passagem dos anos da vida de uma pessoa, que não mais se apagassem as velinhas, como se a morte dos anos dos anos passados fosse coisa a ser celebrada, mas que se acendesse uma única vela, na esperança de um futuro semelhante a da vela, de luz e de tranquilidade... e cita Edgard Alan Poe, que num ensaio sobre filosofia do mobiliário escreveu manifestando o seu horror aos tipos de iluminação que, já no seu tempo, iam tornando as velas obsoletas. Ele sabia que o que estava em jogo não era apenas a luz, no seu aspecto físico. Era a alma. Bachelar tem a mesma opinião. Tanto assim que, na sua meditação sobre A chama de uma vela, ele observou que há cantos do nosso psiquismo que só suportam uma luz bruxelante.
Uma pessoa diante da luz fluorescente não é a mesma diante de uma vela que queima na escuridão. Disso sabem bem os amantes e é por isso que escolhem o jantar à luz das velas.
O tempo passou e chegou a hora de reacender a minha vela. E não é possível fazer isso sem pensar aqueles pensamentos que só se mostram quando a luz bruxelante se acende. Que pensamentos pensarei? Acho que vou meditar sobre o meu testamento. É uma ideia da qual não se pode fugir, quando se dá conta de que a cera que resta é muito menos que a cera que já queimou.
O testamento é o que restou, depois de feitas todas as somas e subtrações. É aquilo que se passa às mãos dos que continuarão a viver depois de nós, com um pedido: “Por favor, na minha ausência, não esqueça de regar a minha planta...”

Claro que não estou pensando nas coisas que fui ajuntando, ao passar dos anos. Elas não têm a menor importância. Não têm o poder de nos tornar nem mais sábios e nem mais felizes. Porque, SABEDORIA e FELICIDADE são coisas que crescem de dentro, enquanto as coisas ajuntadas ficam de fora. Pelo contrário: já vi vidas e amizades perturbadas e destruídas pela disputa de uma herança.
Aí me descubro ansioso. Porque a distribuição das propriedades e objetos é coisa simples – basta que se escreva um testamento. Mas aquilo que eu realmente desejo dar para os meus filhos não pode ser dado. É coisa que só pode ser semeada, na esperança de que venha a crescer.
(E conclui)

Acho que a minha situação parece com a do Vinícius de Moraes. Também queria deixar um testamento. Não de coisas, como se fosse um ritual eucarístico, em que se dá aos outros são pedaços do próprio corpo, na esperança de que eles comerão e gostarão. No fundo o que se deseja é a imortalidade: continuar vivos naqueles que comem aquilo que lhes oferecemos como herança. Só existe um jeito de dar aquilo que é carne da gente: FALANDO. Vejam só que coisa mais pobre: uma herança onde as coisas deixadas são palavras. Pois foi justamente isto que Vinícius fez. Seu testamento, de que transcrevo alguns fragmentos, é um poema: “O HAVER” Debaixo deste título, tirado da escrituração comercial, está listada a sua “declaração de bens”, o inventário do que sobrou e que ele oferece aos herdeiros.

“Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio [...]
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido [...]
Resta este sentimento da infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa tola capacidade de rir á toa [...]
Resta essa capacidade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade [...]
E essa pequena luz indecifrável
A que ás vezes alguns poetas dão o nome de esperança. [...]
Resta[...] essa coragem indizível diante do grande medo [...]
Resta essa pobreza intrínseca, esse orgulho, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.”

(Rubem Alves continua o comentário)

Sob a minha luz de vela vou ler o poema inteiro. O próprio Vinícius, ao escrever, se sentia como uma vela e dizia:
“Resta esse coração queimando como um círio numa catedral em ruínas...”

É isto que quero deixar aos meus filhos como herança:
A imagem da vela queimando na solidão silenciosa, sem se deixar perturbar pela loucura barulhenta e apressada dos homens de ação e de sucesso; sob a luz da vela, no gozo da tranquilidade solitária, acordar o poeta que dorme em nós. O que não é garantia de felicidade. Mas é garantia de beleza e de serenidade.
E que coisa mais pode alguém desejar receber como herança?
(finaliza Rubem Alves)

UM PENSAMENTO DO ESCRITOR

Amar é ter um pássaro pousado no dedo. 
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, 
a qualquer momento, ele pode voar”.

COMENTÁRIO DE UBAV-Brasil;

É para mim, Neo Cirne, coordenador deste projeto de luz, um orgulho imenso, poder apresentar a vocês um pouquinho do sentimento deste escritor maravilhoso. Espero que tenham gostado desta matéria. Ela estará no ar, uma vez por mês, enquanto o nosso projeto existir, pois, como disse o nobre escritor homenageado, a nossa vela também queima... Assim é a Vida... Brindemos a ela.

TIM-TIM!

domingo, 25 de março de 2012

A mensagem do leitor: O ESPELHO DE GANDHI - by Lene DF


Caros colegas solidários, eu recebi esta mensagem de Lene DF e a achei muito interessante, talvez vocês já a tenham recebido, porém vale à pena ler, pois é muito linda, chamasse O ESPELHO DE GANDHI.

 O caminho para a felicidade não é reto. 
Existem curvas, chamadas EQUÍVOCOS, 
Existem semáforos, chamados AMIGOS, 
Luzes de cautela chamadas FAMÍLIA, 
Tudo se consegue se tens um estepe, chamado DECISÃO, 
Um motor poderoso chamado AMOR,
Um bom seguro, chamado FÉ, 
Combustível abundante, chamado PACIÊNCIA,
Mas, acima de tudo, um motorista habilidoso, chamado DEUS!


Perguntaram a Mahatma Gandhi quais os fatores que destroem os seres humanos.



Ele respondeu:


A Política, sem princípios; 
O Prazer, sem compromisso; 
A Riqueza, sem trabalho;
A Sabedoria, sem caráter;
Os negócios, sem moral; 

A Ciência, sem humanidade e a Oração, sem caridade.  


A vida me ensinou, disse ele: 

Que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável.
Que as pessoas são tristes se estou triste. 
Que todos me querem, se eu os quero. 
Que todos são ruins, se eu os odeio. 
Que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio. 
Que há faces amargas, se eu sou amargo. 
Que o mundo está feliz, se eu estou feliz.
Que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva, 
Que as pessoas são gratas, se eu sou grato. 
A vida é como um espelho, completou: 

Se você sorri para o espelho, ele sorri de volta. 
A atitude que eu tomar perante a vida é a mesma que a vida tomará perante mim.


 “Quem quer ser amado de verdade, deverá amar verdadeiramente”.


Bom domingo a todos!

TIM-TIM!

sábado, 24 de março de 2012

ORAÇÃO DOMINICAL... Oração do viajante - by Neo Cirne


Bom dia amigos, estamos na última etapa de nossa viagem. Hoje, com a proteção de Deus, chegaremos em casa. Foram 46 dias longe do lar. Nesta breve matéria vai um agradecimento a Deus pela proteção ofertada durante o extenso trajeto. Mostraremos a vocês a Oração do Viajante, que deve ser feita sempre que nos predispomos a viajar. Desejo a todos um lindo fim de semana. Amanhã nosso site voltará ao normal com a edição de nossas matérias costumeiras. Continuamos esperando que vocês formem seus grupos solidários e possam efetuar um dos mais lindos dons que Deus nos deu, a solidariedade. 


ORAÇÃO DO VIAJANTE

Ó Deus, eu te agradeço pela oportunidade de viajar.
Creio em tua onipresença,
porque és luz que orienta todos os destinos pelas estradas da vida.
Por isso, peço-te segurança durante o percurso.
Guia todos os passageiros e protege-nos dos perigos
ou em alguma emergência.
Preserva as nossas vidas, Senhor,para que possamos
atingir nossas metas com alegria e tranquilidade.
Enfim, permite-nos fazer uma boa viagem.

Amém.




TIM - TIM!



sábado, 17 de março de 2012

"SEMEANDO O BEM" Parábolas para construir o futuro - by Neo


Começamos a apresentação de uma nova coluna, Semeando o Bem, ela será uma coletânea de histórias simples, mas formadoras de um caráter positivo. Ideal para ser lida para os jovens e por todos aqueles que apreciarem uma bela história. Sua apresentação será sempre nos finais de semana, podendo ser apresentada sábado ou domingo. Sugerimos que faça esta leitura sem pressa. Você entenderá que não devemos julgar pelas aparências e, principalmente, ter a certeza de que é do lado do Bem, da fé em Deus, do amor e da amizade que poderemos alcançar a verdadeira felicidade, essencial para nos tornarmos mais do que vencedores nesta vida.

Esta semana apresentaremos AS SEMENTES DE DEUS, leia com carinho e atenção.

"Entrei numa loja e vi um senhor no balcão.
Maravilhado com a beleza do lugar, perguntei-lhe:
-Senhor, o que se vende aqui?
- Todos os dons de Deus, respondeu o senhor.
- E custam muito? - voltei a perguntar
- Não custam nada. Aqui tudo é de graça.
Contemplei a loja e vi que haviam jarros de Amor, pacotes grandes de Paz e muitos outros dons de Deus. Tomei coragem e pedi-lhe:
- Por favor, quero o maior jarro do Amor de Deus, todos os fardos de perdão e um vidro grande de Fé, para mim e para a minha família.
Então, o senhor preparou tudo e entregou-me um pequeno embrulho que cabia na palma da minha mão.
Incrédulo, disse-lhe:
- Como pode estar aqui tudo que pedi?
Sorrindo, o senhor me respondeu:
-Meu querido irmão: na loja de Deus, não vendemos os frutos, somente as sementes. Plante-as.


TIM-TIM!

Espero que tenham gostado desta parábola.

sexta-feira, 16 de março de 2012

"Tal Pai...Tal Filho" A MENTIRA NA INFÂNCIA ... by Sueli Santos

A  mentira na infância
As crianças tendem a misturar realidade e fantasia, um tema que sempre preocupou pais e educadores.
Psicólogos de diferentes correntes concordam que a confusão entre fantasia e realidade é normal e faz parte de uma fase crucial do desenvolvimento, entre os 3 e os 7 anos de idade, mas alertam para a necessidade de que os pais combatam as mentiras deliberadas e arquitetadas pela criança para se livrar de alguma responsabilidade ou levar outro tipo de vantagem. A principal dificuldade da família é identificar quando os filhos estão de fato falando a verdade ou quando estão dando asas à imaginação. A melhor reação ao ouvir uma história cabeluda da boca da criança é não acreditar em tudo nem duvidar completamente. É preciso cautela para filtrar a realidade, tarefa que requer conversa paciente e boa dose de habilidade. Ela pode dizer que apanhou da professora no colégio, mas talvez tenha apenas ficado impressionada com uma bronca.
"Os pais só devem se preocupar quando a criança tiver o objetivo claro de fugir da realidade e não enfrentar determinadas situações". O ideal é ficar no meio-termo, já que o excesso de fantasia pode revelar egocentrismo elevado e o oposto indica amadurecimento precoce. Na idade pré-escolar, as crianças aprendem a usar símbolos – trocam um objeto por outro, uma palavra por outra. "Se alguém fala sobre o Sol e a Lua e a criança imagina que o Sol é o pai e a Lua é a mãe, aquilo se torna uma verdade para ela". Mas crianças não são sempre boazinhas e muitas vezes mentem de propósito, com o objetivo de prejudicar alguém, especialmente se estão vivendo um momento difícil, como a separação dos pais. Podem, por exemplo, inventar que o novo namorado da mãe a agrediu, só para provocar reação do pai – uma tentativa ingênua de vê-los novamente juntos. Caso a mentira persista e/ou evolua, seria interessante procurar ajuda profissional.


Sueli Pereira dos Santos
CRT 25.188
Terapeuta Sistêmica (Familia, individual e casal) – Psicopedagoga clínica – Letras - Psicomotricidade e Desenvolvimento Humano – Distúrbios/Transtornos de Aprendizagem – Aprendizagem e Psicopedagogia - Bioenergia - Dinâmicas de Grupo - Educação e Psicologia Social/clinica – Leitura corporal
 - Belo Horizonte -
http://www.terapeutasistemicablogspot.com/

Ação Social de Belo Horizonte - 2012 - UBAV-MG


Foi realizada no dia 09 de março uma ação social de apoio no "Abrigo Casa Filhos de Nazaré", localizada no bairro de Prado em Belo Horizonte/MG. Esta instituição é responsável pela guarda de quase 20 crianças tuteladas pela justiça. A ONG responsável é o Núcleo de Composição e Parceria em Projetos e Ações, também conhecido como "O Proação".
Sobre a indicação da companheira , cooperação de AMETISTA, DURVAL e SÃO. O grupo de Minas tendo à frente as amigas LUMINA e LIKA (apoiada por sua maravilhosa família, WAGNER, LUCAS e CRISTINA) realizaram um movimento de amor, apoio (oferta de gêneros) e gostosas brincadeiras com as lindas crianças abrigadas pelo "Proação".


(Da esquerda para a direita)
LUMINA (Luciana) a menor ANA VITÓRIA filha de AMETISTA (Claudia)
Mostraremos uma sequência fotográfica tendo o cuidado de não mostrar as fotos das crianças de maneira frontal em respeito adeterminação da justiça e das leis brasileiras que preservam a imagem infantil, mesmo que os fins a que se destinam sejam os melhores possíveis. Agradecemos o entendimento. Tim-Tim!

O grupo de ação de LIKA MG
(da esquerda para a direita)
LUCAS, LIKA, WAGNER, CRISTINA E LUMINA
A mesa de lanche e brincando de roda

Preservando a imagem das crianças

As crianças tuteladas e abrigadas na casa Filhos de Nazaré-BH
Fomos muito bem recebidos pela equipe que estava naquele instante no seu turno de trabalho, que era composta pelas educadoras GABRIELA E PRISCILA. Queremos fazer um agradecimento especial a senhora MARIA CÉLIA, responsável pelo bom atendimento ofertado a estes brasileirinhos que são fruto do descaso, da violência, do abandono e que, em idade tão tenra têm como únicos amigos os tutores os membros da Casa Filhos de Nazaré, que pertence ao grupo solidário PROAÇÃO, ao qual agradecemos imensamente.

Como foto final deixaremos a foto de todo o grupo presente neste momento de amor solidário.



 AGRADECIMENTO FINAL:

Não poderia deixar de agradecer a gentileza das pessoas envolvidas neste movimento, que apesar da simplicidade pôde reunir algumas pessoas de Bem e com o propósito de ajudar, doar amor e carinho para estes brasileirinhos que sofrem com o abando e esperam na fila de adoção para que uma família os encontre e permitam-nos um convívio salutar de um ambiente familiar, tão diferente dos ofertados pelos melhores abrigos.
As vezes observamos famílias que adotam animais abandonados, que é nobre também, mas que poderiam repartir um pouquinho de amor e carinho com estes brasileirinhos, não é verdade?

Finalmente agradeço a acolhida na residência da Drª Cláudia, da São e de sua família. Foi um prazer ter passado um dia ao lado de vocês. Agradeço a Luciana, LUMINA e ao DURVAL, velho amigo, pela colaboração e participação.

Meu agradecimento derradeiro vai para a LIKA, esta pessoa encantadora, amiga do projeto, colunista e grande participante que levou sua família a juntar-se com UBAV-MG nesta tarde de alegria e amor.
Eu, particularmente, digo que mesmo me expondo às péssimas condições da estrada BR 040, digo que valeu muito a pena ter comparecido a esta ação mineira.

À Minas Gerais, um estado maravilhoso que tantas saudades me trás o meu... Muito obrigado!


TIM-TIM! Um Brinde a toda população mineira.

MOMENTO DE FÉ ... Psicografia, a comunicação mediúnica

O Espiritismo, talvez seja uma das religiões que mais tem avançado no país. Vez por outra, ganha as páginas das principais publicações da mídia escrita do país, mostrando feitos maravilhosos na comunicação espiritual através do dom mediúnico da psicografia. Aqui em nosso país grandes líderes espirituais têm escrito páginas belíssimas através deste dom psicográfico. Francisco Cândido Xavier, Chico Xavier, foi o nosso interlocutor contemporâneo mais procurado por seus dons mediúnicos. Escreveu mais de 400 livros a maior parte deles fruto de considerações psicografados.
Alguns médiuns têm este dom maravilhoso da comunicação.  Recentemente recebemos uma comunicação de nosso irmão e colunista Antônio José, que é coordenador de um grupo espiritualizado que busca comunicação inter-vivos e os espíritos de seus entes queridos que já partiram deste plano. Este grupo de amigos chamasse Grupo Fraternos Filhos Eternos, com sede em Salvador, Bahia. Pessoas maravilhosas inconformadas com as perdas unem-se na busca de um lenitivo e de um contato com seus amados parentes. Neste mês de março o GFFE realizou uma caravana até a Cidade de Feira de Santana, distante 150 km de Salvador, para encontrarem um médium psicografista e para a felicidade de nosso irmão, segundo relato que nos foi enviado e publicado no blog do GFFE a felicidade foi imensa pois muitos receberam notícias tranquilizadoras destes pranteados parentes, dizendo como estão vivendo no Plano Espiritual.
Publicaremos um trecho da comunicação psicográfica, de Cleiton, filho de Antônio José e de sua esposa Janda, enviada no início do mês. Inicialmente Antônio fala deste momento e posteriormente a “comunicação” de seu amado filho, Cleiton. Nesta comunicação foram passados inúmeros recados aos membros deste valoroso grupo, o GFFE.


PALAVRAS DE ANTÔNIO JOSÉ
Eis mais uma carta consoladora do meu QUERIDO FILHO CLEITON, enviada ontem, através do médium Rogério Leite, no Centro Estudo Espírita Feirense, em Feira de Santana-Ba. Janda (esposa) foi que lá esteve com o Grupo Fraterno Filhos Eternos. 
"Mainha  agradeçamos à Jesus por este momento!
As saudades são muitas mainha elas nos pertencem porque o amor está presente em nossas vidas todos os dias.
O amor quando verdadeiramente existe não decreta silêncio absoluto a ninguém. Nem mesmo o regresso para este lado diferente da vida é capaz de silenciar o filho que tudo lhes deve e que orgulhoso prossegue por aqui na certeza de que o “acidente”, não foi obra do acaso.
Creditamos o fato a uma programação de ordem superior. Mainha eu obtive a passagem de retorno sentado no lugar mais seguro do veículo junto a quatro irmãos. Veja bem mainha se não era uma carta marcada.
Chora não a senhora e o meu pai Antônio. Sabem que o neguinho aqui está se virando e que não tem passado aperto por aqui. Primeiro porque sempre fui boa praça. Segundo porque ninguém morre, regressa. Terceiro porque na Terra deixei pais maravilhosos interagindo com outros pais que conheceram dores iguais ou maiores que a nossa.
Assim os filhos eternos não se eternizam tão somente nas saudades, solidificam-se na esperança. Transformando a dor em amor uns pelos outros. Não imaginem que meus projetos foram deixados para trás, apenas foram redirecionados como também os passos de cada irmão que se faz membro dos filhos eternos. Sendo assim mainha, não fique triste não, quando eu não tiver acesso à escrita como gostaríamos.
 Sei que a senhora sente tanto quanto eu o desejo de correspondência mais regular. Entretanto, os benfeitores que coordenam estas reuniões, observam primeiro os pais mais fragilizados, concedendo assim a oportunidade de intercâmbio aos que precisam reerguer seus familiares.
Graças a DEUS posso contar com a senhora mainha que se faz a minha heroína todas as vezes que aquieta a própria dor, para interceder a favor das outras mães. Assim como tudo contando com o painho que se esmera no estudo e fala bonito porque fala com a força do coração. Ah meu pai! O senhor sabe que seremos sempre parceiros, sempre estaremos juntos envolvendo nosso Pedro Guilherme com todo o meu carinho, o mesmo a nossa Tati nossa querida Tatiana que aí está me representando com vantagem.
Mãe, peço a sua licença para colaborar na sessão enviando alguns recados:
O Mateus Garcia Seixas envia um beijão no coração na sua bicha chata, perdão Dª Jacimar, mas ele pediu-me para que se referisse a Sra.  assim, ele diz que a senhora sabe porque, beijando o coração da Sara, do Gabriel, do Sr. Cássio, da sua eterna Dani, da Telma, do José Augusto e de todos os seus. Ele parabeniza a Sra.  pelo empreendimento a favor do semelhante agradecido pelas vibrações amorosas que tem recebido todos os dias.
O Jr., nosso irmão José Augusto Vasconcelos Júnior, o Juninho, envia todo seu carinho a sua mãezinha Celinha, reconhecido por tudo afirma estar em preces pelo seu pai e pelo Willian, pelo Felipe e por todos os seus.
A Ivana Cabral Jacobina Mesquita beija com carinho o coração de sua mainha Izabela, a Ana Luiza, a Suzana, ao neto e ao Sr. João enviando abraços do avô José Cabral de Souza a todos.
Nosso Rubenildo Novais Souza, nosso Bido, beija o coração de sua irmã Fabrízia, da mainha Vera, do painho Rubenildo, do Jr., do Alan e todos os seus.
O Leonardo José Brandão abraça com carinho sua mainha presente. Afirma ele que assim que possível escreverá pelas mãos do amigo que me empresta as mãos no momento.
Nosso carinho ao tio Alaor Borges pela dedicação que tivera para com o Grupo Fraterno Filhos Eternos.
Mainha, abençoa agora o seu filho que no momento beija os dois lados da sua face santa através do ditado que lhe escrevias às pressas com o coração na ponta dos dedos". 
Sempre serei o seu,
Cleiton José Rocha da SIlva

Esta foi a comunicação de Claiton dedicada aos seus pais Antônio José e Janda. Que republicamos com carinho em nosso Momento de Fé, por entendermos que a vida é eterna e concordamos plenamente com um trecho quando ele diz... NINGUÉM MORRE, APENAS REGRESSA.

Agradeço imensamente ao querido irmão Antônio José o envio desta comunicação, espero que tenha sido útil àqueles que têm Fé na doutrina espírita ou que tenha, pelo menos, despertado uma nova consciência da plenitude desta vida.
“Achamos que, se a vida fosse somente este vale de lágrimas que a humanidade consome diariamente seria muito chata. Compreendemos ser o plano terreno apenas um laboratório onde realizamos nossas mais sutis experiências, tanto criamos valores positivos quanto os negativos. Sabemos que se a humanidade continuar “abusando e violando” os conceitos mínimos de sustentabilidade, cidadania, honradez, verdade, paz, amizade universal e amor que este grande laboratório da vida, chamado Planeta Terra poderá explodir, fruto de suas experiências negativas. Por isso nós, de UBAV-BRASIL, estimulamos tanto o pensamento amigo e atitudes positivas. Para que nós, todos juntos, possamos encontrar a verdadeira Paz e o Caminho do Bem para a perpetuação da vida”.

Tim-Tim! Um Brinde À Vida!

domingo, 11 de março de 2012

"ORAÇÃO DOMINICAL... A ORAÇÃO DA SOLIDARIEDADE

Amigos, ainda na estrada BR-040, retornando ao Rio de Janeiro, vindo de Belo Horizonte, encontrei uns minutinhos para postar a nossa oração dominical. Hoje apresentaremos a Oração da Solidariedade. Uma prece de muita força, verdadeiro abre-caminhos para o sucesso de todos a quem recebe e a quem oferece. Convém fazê-la sempre e reforçar o nosso pedido de  bem-aventurança de nossos irmão carentes. 

Desejando um lindo domingo para todos vocês despeço-me agradecido pela hospitalidade e eficiência dos amigos mineiros. Tim-Tim!



ORAÇÃO DA SOLIDARIEDADE

SENHOR, QUE EU POSSA OFERTAR A QUEM ESTÁ COM FRIO DAR O COBERTOR
SE ALGUÉM CHORAR, QUE EU POSSA SUAS LÁGRIMAS ENXUGAR.
MAS SE EU TAMBÉM ESTIVER EM DOR, QUE PELO MENOS COMPANHIA EU POSSA FAZER.
PORQUE É CHOCANTE, SENHOR, CHORAR SEM TER ALGUÉM PARA NOS CONSOLAR
SOFRER SEM TER COM QUEM DIVIDIR;
PRECISAR DESABAFAR E NÃO TER QUEM POSSA NOS OUVIR;
ENFERMAR SEM TER COM QUEM CONTAR.

ASSIM, SENHOR, E POR ISSO TUDO EU TE SUPLICO; 
PRECISO AO PRÓXIMO SERVIR, TENDO TOLERÂNCIA PARA COM A IGNORÂNCIA;
A SOLICITUDE MORAL ANTE AOS RECLAMANTES DAS CRIANÇAS;
ATENÇÃO E AMPARO PARA COM A VELHICE;
O PERDÃO SEM CONDIÇÃO;
A BRANDURA NA EXALTAÇÃO;
A VERDADE SEM INTERESSE E O AMOR SEM COBRANÇAS.

MAS SE NADA DISSO EU PUDER TER OU FAZER,
QUE A VIDA ME TORNE HUMILDE PARA RECONHECER
QUE PRECISO ESPIRITUALMENTE CRESCER.

AMÉM!



 Para todos os nossos amigos a proteção de Jesus Cristo, nosso Senhor. Bom Dia!

TIM-TIM!

quarta-feira, 7 de março de 2012

"CONTANDO UM CONTO..." A FÁBRICA DE PIPAS

A Fábrica de Pipas ia de vento em popa. O negócio de Pedro, Raoni e Daniel, de fazer pipas e vendê-las para os garotos das redondezas, melhorava dia a dia. Os pedidos não paravam de aumentar. Eles chegavam da escola e iam direto para a garagem onde trabalhavam.
– Quase não está dando para fazer tudo o que nos pedem — diz Raoni, amarrando uma rabiola.
– Se continuar assim teremos que começar a recusar encomendas – concorda Daniel.
– Mas se recusarmos, o pessoal vai comprar pipas em outro lugar – afirma Pedro, apreensivo, recortando papel.
– Não podemos é deixar de trabalhar com qualidade — retruca Daniel.
– É, mas está difícil satisfazer a todos — prossegue Raoni.
Desde as últimas melhorias, a Fábrica de pipas tinha dado um grande salto em idade. É claro que apareciam problemas, mas os garotos se sentiam cada vez mais capazes de resolvê-los.
– Difícil mesmo é passar por esses meninos que vivem por aí, nas ruas — diz Pedro, em tom de desabafo.
Raoni parou de amarrar a rabiola e os três se entreolharam.
– Tenho dado meu lanche para eles — diz Raoni, após uma pausa.
Pedro e Daniel interromperam o que estavam fazendo.
– Eu, também — acrescenta Daniel.
– Me parece tão pouco — prossegue Raoni. — Às vezes são seis ou
sete para dividir um pão. O lanche acaba em um segundo!
– Mas se todos fizessem isso que você chama de pouco, talvez eles não estivessem como estão! — exclama Daniel.
– Acho que não adianta dar só comida a eles — interrompe Pedro. – Parece uma coisa sem fim. No dia seguinte lá estão eles no mesmo lugar, com fome.
– Não sei, não — diz Raoni — sinto que temos que ser fraternos, dividir o que temos.
– Eu também acho, mas não chega, Raoni — interrompe Pedro, de novo.
– Vocês têm ideia melhor? — pergunta Raoni.
Pedro e Daniel ficaram calados. Dar o lanche às crianças que viviam nas ruas, parecia, de fato, uma alternativa.
– O melhor é falarmos menos e trabalharmos mais — diz Daniel.
– É, temos um monte de pipas para entregar ainda hoje — consente Pedro, recomeçando a cortar papel.
Ver crianças da mesma idade deles vivendo com fome nas ruas, cada dia os incomodava mais. Por isso, cada vez se falava mais em fraternidade e solidariedade, não só na fábrica, mas também no colégio e em casa.
Raoni! Seis pães para o lanche?! Não é muito, não?
– Mas não vou comer sozinho, mãe — responde ele, pego de surpresa
– eu… eu dou para uns meninos que moram na calçada, junto ao colégio. Às vezes eles só comem isso o dia inteiro.
E, não dando tempo à mãe para revidar, Raoni prossegue:
Eles contam com estes sanduíches e eu… como que me comprometi…
– Mas será que assim você vai acabar com a fome deles?
– Não sei, mãe. Mas se cada um der um pouco…
Também a mãe de Raoni se incomodava com a situação das crianças abandonadas e se sentia, muitas vezes, sem saber o que fazer.
– Leva estas bananas para eles, filho — diz ela, arrumando tudo num saco plástico.
Raoni sorri para a mãe, pega o saco, e sai para o colégio.
Nessa tarde, depois das aulas, Pedro, Raoni e Daniel trabalhavam em
silêncio. Nenhum deles queria comentar um fato que não lhes saía da cabeça: bem junto à porta da garagem, um menino e uma menina, descalços e muito sujos, dormiam encostados um no outro.
– Não estou conseguindo trabalhar direito com esses dois aqui, bem na nossa porta — desabafa Pedro, parando de colar papel de seda.
– Nem eu! — disseram os outros, em coro.
– Podíamos ir pegar alguma coisa para eles comerem — arrisca Raoni.
– Logo hoje que temos dez pipas para terminar e uma dúzia delas para entregar — diz Daniel. — Se você ainda for em casa, não vai dar tempo.
devagar, recomeçaram o trabalho, de novo em silêncio. Raoni pensava que talvez fosse mais importante, naquele momento, pegar mesmo alguma coisa para as crianças comerem, ainda que o trabalho atrasasse. Daniel achava isso também, já arrependido por ter mencionado as tarefas que ainda tinham pela frente. Quanto a Pedro, não conseguia pensar em nada.
Mil ideias lhe ocorriam, junto com o desejo enorme de encontrar uma saída. De repente, ficou de pé:
– Tive uma idéia!
Raoni e Daniel olharam-no, admirados.
– O que foi?
– I se déssemos trabalho para eles? — perguntou Pedro, entusiasmado.
Eles quem?
– Como assim?
– Podemos chamá-los para trabalhar aqui conosco — acrescentou Pedro, apontando na direção da porta da garagem.
– Para fazer o quê? — pergunta Raoni.
– Ora, eles podem entregar as pipas encomendadas para hoje.
– Ótima ideia! — exclama Daniel.
– Assim eles ganhariam algum dinheiro — acrescenta Raoni.
– Claro! E poderiam ainda ir comprar as varetas que estamos precisando e o papel roxo que está no fim — afirma Pedro.
– Vamos acordá-los, então — diz Raoni, eufórico.
– Vamos! — gritam Pedro e Daniel.
Levantaram-se de um pulo e, saindo da garagem, rodearam as crianças. Depois de alguma hesitação, sacudiram o menino. Ele abriu os olhos e, assustado, se encostou mais à menina, protegendo-a. Ela acordou também, e os dois, desconfiados, olharam os três garotos.
– Enquanto vocês conversam, eu vou lá em casa pegar alguma comida e roupa lavada — disse Pedro, e saiu correndo.
Raoni os levou até uma torneira nos fundos da garagem, onde eles se lavaram, e Daniel fez-lhes a proposta de trabalho.
Felipe e Anamélia eram irmãos e não se lembravam à quanto tempo viviam na rua. No primeiro momento, ficaram desconfiados, mas logo Pedro chegou com as roupas e alimentos, e devagar, explicou-lhes, de novo, a proposta.
– Passamos então a ser cinco sócios e dividimos os lucros em partes iguais — concluiu Pedro, depois de algum tempo.
Felipe e Anamélia concordaram com entusiasmo.
Nesse mesmo dia, Felipe entregou todas as pipas que tinham ficado prontas.
Nos dias que se seguiram, Anamélia mostrou habilidade em cortar e colar o papel e muita imaginação para combinar as cores. Felipe, por seu lado, revelou-se um ótimo negociante: conseguia sempre descontos nas compras de papel, varetas e linha. E continuou sendo eficiente nas entregas.
A entrada dos dois para a sociedade fez com que a Fábrica de Pipas prosperasse mais ainda. E a alegria que tomou conta de Pedro, Raoni e Daniel de algum modo atenuou a inquietude que eles sentiam em relação às outras crianças que viviam abandonadas pelas ruas.
Mais tarde, os pais dos meninos ajudaram, e Felipe e Anamélia passaram a frequentar a mesma escola que eles.
Ao tomar conhecimento da experiência, outros garotos, em outros lugares, fizeram nascer e crescer outras fábricas de pipas, de carrinhos de madeira, de livros, de bonecas, de … no fundo, fábricas de solidariedade.
E num domingo, manhã de sol, os cinco garotos reuniram as crianças das redondezas e juntos construíram uma pipa enorme, com inúmeros pedacinhos de papel de seda.
Depois empinaram-na e, de mãos dadas, ficaram um tempão olhando suas cores de encontro ao sol. Presa à rabiola, uma faixa dizia:

Se cada um
fizer um pouquinho,
uma bela
pipa vai
voar tão
alto quanto
os nossos
sonhos
mais
coloridos





(Este texto foi extraído do site http://www.historiasinfantis.eu/)


SEMPRE HÁ UM ESPAÇO SOLIDÁRIO NO SEU CORAÇÃO...
USE-O COM AMOR E SEM MODERAÇÃO!
(Neo Cirne)


TIM-TIM!

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